domingo, 13 de julho de 2008

Fadiga mental


O stress, o ritmo de vida agitado e a dificuldade em gerir o tempo afectam negativamente a nossa saúde, desgastando-nos física e emocionalmente. Conheça as substâncias que combatem esse efeito.

Adoptar um estilo de vida saudável é, sem dúvida, o primeiro passo a dar para enfrentar a fadiga mental. Fazer exercício físico, deitar cedo e cedo erguer (como tanto apregoavam os antigos!), seguir uma alimentação equilibrada, aproveitar os tempos de ócio...

O mais importante é preparar o organismo para fazer face a estas contrariedades. Se, para além dos hábitos saudáveis acrescentar a toma de suplementos nutricionais com acção energizante, vai ver que os resultados serão mais rápidos. Os mais indicados para combater a fadiga mental são:

Gingko biloba

Esta árvore tem uma acção neuroprotectora, reduz o envelhecimento cerebral e aumenta a concentração, a memória e a agilidade mental. Conhecida como a planta da geriatria, é utilizado no tratamento da doença de Alzheimer e sintomas associados à demência.

Como tomar: Existem várias formas de o fazer, desde os remédios caseiros elaborados com as folhas frescas, até aos comprimidos que se vendem em farmácias e ervanárias (comprimidos de 120 a 240 mg/dia de extracto estandartizado).


Eleuterococo

Este arbusto tem uma acção adaptogénica, ou seja, aumenta a capacidade do organismo de se adaptar ao stress emocional e físico. Para além disso, regula as funções endócrinas, sobretudo das glândulas supra-renais, contribuindo para a diminuição de casos de fadiga, ansiedade ou depressão provocados pelo stress.

Como tomar: Em extracto fluído, deve tomar de 5 a 15 ml por dia; em comprimidos, 2 a 3 g diários.


Ginseng

É uma planta selvagem que nasce nas florestas da China e da Coreia. Tem uma acção tónica geral sobre o organismo, aumentando o desempenho físico e intelectual: diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade de concentração e memorização. Tal como o eleuterococo, é um adaptogénico, ou seja, aumenta a energia e a força de vontade ao mesmo tempo que diminui o stress e a ansiedade, e ajuda o corpo a lutar contra situações de exigência, a nível mental e físico.

Como tomar: De 500 mg a 2 g diários de extracto seco ou líquido.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Melão com presunto


Deliciosos e nutritivos, são um regalo para a vista e também para o paladar. Descubra a que fazem bem

Têm uma dose considerável de proteínas, hidratos de carbono, gorduras boas e fibra, o que faz deles uma entrada muito completa. Com apenas 310 calorias, também é de destacar o seu elevado conteúdo de cálcio, vitaminas C e D e potássio.

Para além disso, a presença da rúcula confere-lhe propriedades diuréticas e digestivas. Esta receita é, por isso, especialmente indicada para pessoas que sofram de osteoporose, mulheres grávidas e indivíduos com problemas digestivos e/ou anemia.

Ingredientes
(8 pessoas)

450 g de queijo de vaca curado ralado 200 g de rúcula melão 55 g de presunto em fatias finas 20 g de parmesão ralado azeite virgem 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico sal e pimenta

Preparação


  1. Para preparar os cestinhos, aqueça umas gotas de azeite numa frigideira antiaderente. Divida o queijo de vaca em oito partes e vá colocando, uma a uma, na frigideira. Deixe o queijo derreter, sem deixar que se espalhe demasiado, com a ajuda de uma escumadeira. Pressione ligeiramente o queijo para lhe retirar o excesso de gordura e vire-o ao contrário para que cozinhe do outro lado.

  2. Retire o queijo da frigideira e dê-lhe a forma de um cesto, colocando-lhe um copo limpo no meio. Levante as extremidades do queijo, moldando-o contra o copo, e deixe arrefecer. Prepare os outros 7 cestinhos da mesma forma.

  3. Para o recheio, misture numa tigela 4 colheres de azeite, o vinagre, o parmesão ralado, o sal e a pimenta. Acrescente o presunto, a rúcula e o melão cortado em bolinhas. Reparta este preparado pelos 8 cestos e sirva.

rtigo publicado no site http://saude.sapo.pt. Responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os benefícios do ... tremoço

Visto muitas vezes como um simples aperitivo raramente nos damos conta das vantagens que o tremoço pode trazer para a nossa saúde. Leguminosa da mesma família das ervilhas e das favas, o tremoço é extremamente tóxico quando é colhido da planta, ainda em grão seco.


Só depois de cozido e demolhado em água salgada se torna comestível. Já na Antiguidade era consumido por diversos povos que lhe reconheciam propriedades vantajosas sendo mesmo, para alguns deles, considerado um alimento básico.




Mais nutritivo do que o leite ou a carne, embora não os substitua, o tremoço é rico em proteínas, em vitaminas do complexo B e E, cálcio, fósforo, potássio, ferro, fibras e ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6). É, por isso excelente para os ossos, contribui para um bom funcionamento do trânsito intestinal, ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue, o colesterol e reduz o apetite. Além disso as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes favorecem a renovação das células.


http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/nutrition/

domingo, 6 de julho de 2008

Carência de iodo provoca atrasos psicomotores nas crianças

A falta de iodo nas crianças causa problemas no desenvolvimento cognitivo e motor, cujas consequências vão desde atrasos psíquicos, dificuldade de concentração e estatura reduzida. Sintomas como falta de apetite, estagnação no crescimento e mau desempenho escolar, podem indiciar níveis deficitários do nutriente.

O Grupo de Estudos para a Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) está a desenvolver o 1.º Estudo Epidemiológico sobre “Aporte de Iodo em Portugal”, cuja segunda fase analisa crianças entre os 7 e 12 anos. A investigação parte de uma amostra de 3.000 crianças, de todo o país, e procura avaliar a necessidade de introduzir suplementos alimentares iodados.

“Os dados apurados até ao momento indicam que a situação não é tão preocupante como no caso das grávidas. No entanto, a amostra analisada é ainda muito reduzida e é provável que a situação se altere. O importante é serem criadas condições para que o aporte de iodo nas crianças seja suficiente e que não tenham de ser os pais a suspeitar de carências, através de sinais exteriores como atraso no crescimento e falta de aproveitamento escolar”, defende o Dr. João Jácome de Castro, coordenador do estudo da SPEDM.

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) está a apoiar a investigação e manifesta total empenho na implementação de medidas que levem à introdução de suplementos de iodo. “É um problema de saúde pública mundial e estamos a acompanhar de perto a situação em Portugal. As conclusões finais deste primeiro estudo epidemiológico são fundamentais para a tomada de posição que viermos a defender”, afirma o Dr. Machado Saraiva, da DGS.

O iodo é um micronutriente essencial ao organismo humano, utilizado pela tiróide na síntese hormonal, responsável pelo normal funcionamento das funções vitais: regulação da temperatura corporal, frequência cardíaca, funcionamento intestinal, força muscular, memória e estados de humor. Está naturalmente presente em certos pescados, frutos, vegetais e água.

A primeira etapa do estudo está terminada e concluiu que 70% das grávidas portuguesas têm carência de iodo. Durante a gravidez, as necessidades do nutriente são maiores, para fazer face aos requisitos de hormonas tiroideias de mãe e filho. Níveis baixos de iodo podem estar na origem de bócio, na gestante e no feto, e perturbações cognitivas, no feto.

A investigação em curso tem o patrocínio institucional da Merck e os apoios do Colégio da Especialidade de Endocrinologia da Ordem dos Médicos, Direcção-Geral de Saúde, International Council for the Control of Iodine Disorders (ICCID) e Comité Português da Unicef. Os responsáveis esperam ter dados conclusivos no final do ano, quando 50% da amostra tiver sido observada, estando a finalização prevista para 2009.
Artigo publicado no site http://saude.sapo.pt

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Salada fresca de legumes e maçã

Leve, fresca, nutritiva e muito saborosa


Porque uma alimentação saudável é sinónimo de bem-estar e de uma qualidade de vida maior, a Clínica Metabólica e a Prevenir trazem até as melhores receitas para um processo de controlo de peso eficaz. Revistas e aprovadas por especialistas credenciados, estas garantem-lhe os melhores resultados. Corra já para a cozinha e... bom apetite!

Ingredientes
(para 4 pessoas)

2 maçãs golden
2 pepinos pequenos
1 cenoura
1 iogurte natural magro
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de mostarda
30g de amêndoas
sal e pimenta q.b.

Preparação

  1. Descasque as maçãs, parta-as em quatro, retire os caroços e corte em fatias finas. Lave e corte os pepinos em rodelas finas. Descasque a cenoura e as batatas e coza num tacho, em água temperada de sal.
  2. Corte a cenoura em triângulos pequenos e as batatas em pequenos cubos e misture os frutos e os legumes numa saladeira.
  3. À parte, misture o iogurte natural com o azeite e a mostarda. Tempere com o sal e pimenta e deite sobre o preparado de fruta e legumes. Tape com película aderente e reserve no frigorífico até à altura de servir.
  4. No momento de levar à mesa, polvilhe com as amêndoas torradas em palitos e sirva.

Artigo publicado no site http://saude.sapo.pt. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Exercício e Soja reduzem peso associado à menopausa

Fazer exercício físico três vezes por semana e ingerir soja pode contribuir de forma positiva para a redução de massa gorda nas mulheres em idade de menopausa.

A menopausa está associada a um aumento de massa gorda e à perda de massa muscular nas mulheres. De acordo com um estudo, divulgado na revista Menopause, a ingestão de soja (leguminosa rica em isoflavonas) e a realização frequente de exercício físico contribuem de forma positiva para a redução de massa gorda adquirida pelas mulheres na menopausa.

“A menopausa está associada a alterações da composição corporal, como o aumento da massa gorda essencialmente a nível abdominal, o que aumenta o risco de doença cardiovascular(…)”, escreve a co-autora do estudo, Mylène Aubertin-Leheudre, da University of Sherbrooke em Quebec City. “Além disso, é sabido que estas alterações associadas à menopausa levam a um aumento do perfil lipídico e ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Em alguns estudos metabólicos, provou-se que a soja, que contém na sua composição isoflavonas, exercia efeitos redutores lipídicos”.

Este estudo demonstrou que a ingestão de 70mg diários de isoflavonas, em conjunto com a realização de exercício físico três vezes por semana, reduzia consideravelmente o valor da massa gorda central de forma mais intensa que o exercício físico só por si.

Esta combinação, através da redução da massa gorda corporal, pode assim promover melhorias significativas nos parâmetros da composição do corpo, reduzindo também o risco de doença cardiovascular nas mulheres obesas na menopausa.




Artigo publicado no site http://saude.sapo.pt

domingo, 29 de junho de 2008

Salada de salmão com espargos

Faça uma refeição saudável parca em calorias.


Porque uma alimentação saudável é sinónimo de bem-estar e de uma qualidade de vida maior, a Clínica Metabólica e a Prevenir trazem até as melhores receitas para um processo de controlo de peso eficaz. Revistas e aprovadas por especialistas credenciados, estas garantem-lhe os melhores resultados. Corra já para a cozinha e... bom apetite!


Ingredientes
(para 4 pessoas)

2 filetes de salmão limpos de pele e espinhas
300g de espargos verdes
1 cebola
1 pimento encarnado
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de coentros picados
1 colher (chá) de orégãos
sumo de 1 limão
sal



Preparação

  1. Esprema o sumo do limão. Limpe os espargos e coza-os num tacho com água e metade do sumo de limão, durante 10 minutos.

  2. Retire do lume e deixe arrefecer dentro da água da própria cozedura. Coza os filetes de salmão em água durante 8 minutos. Quando cozidos, escorra-os e deixe arrefecer.

  3. Descasque a cebola e corte-a em meias luas finas. Lave o pimento, corte-o ao meio, limpe-o de sementes e corte em tiras finas. Misture o azeite com o restante sumo de limão, o sal, os coentros e os orégãos.

  4. Desfaça os filetes de salmão em lascas para um prato e junte-lhes a cebola, o pimento e os espargos escorridos. Regue com o molho e sirva.


    Artigo publicado em http://saude.sapo.pt . A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista Prevenir.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sobremesa Vegetariana


Mousse de chocolate amargo

Ingredientes (4 pessoas):

500g de tofu

3/4 de chávena de cacau amargo em pó

6 colheres de sopa de açúcar

1/2 chávena de leite de soja

Preparação:

Bata tudo no liquidificador até ficar cremoso. Coloque a mousse em taças individuais e sirva fria.


Receita publicada no site http://mulher.sapo.pt/

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Alimentação na infância: em casa e na escola

«O problema de uma alimentação incorrecta é muitas vezes menosprezado, tanto pelos pais como pela escola, porque não dói de imediato.»

Os pais deixam arrastar a situação e não tentam regrar nem corrigir a alimentação dos filhos», menciona Magda Serras, acrescentando:

«Os pais têm de compreender que uma alimentação mais saudável, hoje, vai prevenir todo um conjunto de doenças, no futuro, como a diabetes, a hipercolesterolemia ou a obesidade.»

A nutricionista alerta para outro erro cometido com frequência pelos pais, nomeadamente quando «dão as mesmas quantidades de comida a uma criança e a um adulto. É errado, pois não têm as mesmas necessidades nutricionais».

«Há a tendência para, por exemplo, dar ao filho um bife igual ao dos pais. No entanto, o bife deverá ser menor, uma vez que, além do excesso de peso que cria a longo prazo, pode provocar uma sobrecarga renal».

É necessário adequar as quantidades à idade e peso da criança. A nutricionista dá, ainda, o exemplo do leite:

«Uma criança com 1 ano de idade necessita de cerca de 800 miligramas (mg) de cálcio, enquanto a partir dos 6 até aos 12 precisa de uma dose entre 800-1200 mg. Esta necessidade volta a aumentar para os adolescentes a partir dos 12 – 1200 a 1300 mg.»

Contudo, a prática de uma alimentação errada não depende apenas dos pais.

«As escolas têm também responsabilidade neste assunto, pelo tipo de comida que disponibilizam nas cantinas, oferecendo uma dieta desequilibrada do ponto de vista nutricional», afirma Magda Serras.

Normalmente, verifica-se a abundância de pratos de confecção simples, na maioria dos casos envolvendo fritos, ricos em gordura e de baixo custo.

«Quase sempre são fritos e verifica-se um défice de peixe. Por outro lado, a sopa não é obrigatória», refere a mesma nutricionista.

E quando o prato é peixe cozido? É fácil! O bar da escola passa a ser a melhor solução aos olhos das crianças.

Segundo Magda Serras, «regra geral, nas prateleiras do bar da escola é mais fácil encontrar bolos, batatas fritas embaladas e fatias de pizza do que uma sanduíche ou um iogurte, que seria muito mais saudável.

Mesmo os pais, ao prepararem o lanche dos filhos, devem pensar duas vezes antes de mandar um bolo. Uma sanduíche não dá assim tanto trabalho a preparar e é muito mais saudável».

Todavia, a nível escolar, o cenário começa a melhorar. De acordo com a nutricionista, «as instituições privadas começam a oferecer um tipo de alimentação mais correcta. Mas ainda estamos muito atrás e os avanços são pequenos e sabem a pouco, quando comparados com a França, por exemplo, em que há toda uma planificação das ementas nas escolas, da cantina às máquinas de bolos, passando pelos bares escolares».

Além disso, só é preciso um pouco de imaginação para fazer pratos saudáveis e apelativos aos olhos dos pequenos!

«Um dos truques que costumo ensinar é utilizar alimentos de várias cores no prato», comenta a nossa entrevistada. O verde, o branco, o vermelho e o amarelo dos legumes tornam o prato muito mais apetitoso e apelativo.

Além disso, trata-se também de providenciar à criança todos os nutrientes presentes nos alimentos de diferentes cores, como o tomate, o pepino, o milho, a beterraba, entre outros.



Artigo publicado no site http://saude.sapo.pt - Responsabilidade da revista Medicina & Saúde

domingo, 22 de junho de 2008

Consumir bem os alimentos

Ter uma atitude ecológica perante a alimentação.

Para manter uma alimentação saudável, deve-se variar o tipo de alimentos e a sua origem, dando preferência oas vegetais e frutos da época, pois são mais baratos, ecológicos e mais saborosos.

Nem sempre é necessário comer carne ou peixe nas principais refeições, pois estes podem ser substituídos (de uma forma equilibrada) por ovos queijos, feijões, frutos gordos, derivados de cereias e soja como o tofu ou o seitan. A produção de alimentos vegetais tem um custo ambiental inferior aos de origem animal.


Nunca ficar completamente saciado nas refeições.

Comer de forma moderada é uma das melhores formas para viver mais e melhor. Por isso deve tomar-se um pequeno-almoço completo, um bom almoço e um jantar mais moderado, com pequenas refeições à base de fruta, frutos secos, cereias integrais e lacticínios pouco gordos, pelo meio das refeições principais, de forma a não estar mais do que 3 horas seguidas sem comer.

Mas não coma até ficar completamente cheio, pois assim criará desiquilíbrios no organismo.


Ser activo fisicamente e aprender a gerir as emoções sem usar os alimentos.

Muitas vezes somos confrontados com a necessidade de ingerir alimentos doces e gordos para vivermos mais felizes e para compensarmos a solidão. No entanto a prática regular de activdade física é a melhor alternativa, pois produz melhores resultados e não provoca efeitos secundários decorrentes da ingestão desses alimentos perigosos.



Resumo de artigo publicado na edição de Fevereiro de 2008 da revista Selecções do Reader's Digest, da autoria de Elsa Garcia, com o contributo de Alva MArtins, nutricionista e sócia fundadora da Sociedade Portuguesa das Ciências da Alimentação e Nutrição.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Combinação de alimentos - Más combinações I

A combinação de alimentos nem sempre é boa para o organismo. Esta é mais uma informação a reter do artigo da revista Sábado.


Café e Espinafres: os anti-lacticínios

Pode pensar-se que o leite beneficia o café, mas tal combinação tem efeitos contrários, pois o café anula um dos principais nutrientes do leite, o cálcio, prejudicando os ossos e os dentes. O ideal é beber o leite simples e 2 horas após ter bebido o café. Para quem tenha problemas de osteoperose, esta combinação deve ser evitada. Também os cereais integrais tornam difícil a absorção do cálcio do leite, por causa do ácido fítico.

Outro ácido prejudicial à absorção do cálcio, está presente nos espinafres, pelo que estes não deverão ser consumidos numa refeição onde já tenham estado presentes os lacticínios, nomeadamente o queijo.


O Batido é bom... mas não faz bem

As frutas são dos alimentos com maior riqueza de nutrientes. Por isso alguns nutricionistas defendem que o consumo das mesmas deve ser fora das das refeições. Segundo Humberto Barbosa, nutricionista, juntar sal com doce é o mesmo que "aproximar umfósforo de um barril de pólvora", pois parte dos sucos gástricos é requisitada para assimilação do açúcar (presente na fruta) e as proteínas (do peixe ou da carne) não são processados de forma correcta.

Por isso para além do desperdício de nutrientes podem ocorrer dificuldades digestivas, aumento do colestrol ou dos triglicéridos e aumento do peso. Tendo o leite proteínas e gordura, o batido de morango, por exemplo, é perfeitamente explosivo.


Resumo de artigo publicado no número 213 da revista Sábado de 29 de Maio de 2008, da autoria de Isabel Lacerda e com intervenções de Patrícia Almeida Nunes, dietista do Hospital de Santa Maria, Humberto Barbosa, nutricionista e Helena Coutinho, médica.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A importância do Cálcio


Precisamos do calcio diariamente para proteger os nossos ossos e prevenir a osteoporose. Para além disso, o cálcio tem um importante papel na saúde cardiovascular e na nossa actividade cerebral.

É o mineral que mais abunda no nosso corpo, sobretudo nos ossos e nos dentes. Também se encontra no sangue, noutros líquidos e tecidos moles.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. Mas há mais: as espinhas dos peixes azuis de conserva, algumas hortaliças (couve, repolho, brócolos, cebolinha, espinafres, alho-francês e acelgas), as leguminosas, os frutos secos e os cereais integrais.


Qual a quantidade de que precisamos?

Os adultos devem ingerir uma média de 800 mg por dia. Mas este valor pode chegar aos 1.500 mg no caso de mulheres com mais de 45 anos, de grávidas, ou ainda de crianças em idade de crescimento.


Quais os seus benefícios para a saúde?

O mais conhecido é a sua relação com o crescimento e a boa saúde dos ossos e dos dentes. Uma ingestão adequada no início da vida auxilia a formação de um esqueleto saudável, que, por sua vez, minimiza as perdas de massa óssea na vida adulta.

Para além disso, participa em várias reacções orgânicas importantes, relacionadas com a contracção muscular, com a coagulação sanguínea, com o funcionamento do coração e com a actividade neuromuscular.


Pode-se tomar em suplemento?

Sempre que sejam prescritos por um médico, pode-se recorrer aos suplementos. O caso mais comum é o da mulher pós-menopáusica que não faz terapia hormonal de substituição. Também podem ser necessários durante a infância e na puberdade.


O que acontece se não ingerirmos o suficiente?

Em crianças e adolescentes, afecta o crescimento. Nos adultos provoca osteoporose, artrite e anemia. Também aumenta o risco de padecer de cancro e aterosclerose.


É verdade que nem sempre é assimilado?

De facto, para que seja absorvido no intestino, o cálcio depende da acção da vitamina D. Por isso, é importante combinar alimentos com cálcio com outros que incluam esta vitamina (peixes gordos, ovos e soja). Já as gorduras e a fibra dificultam a assimilação deste mineral.


Qual a sua relação com a menopausa?

Quando a mulher chega à menopausa, a assimilação de cálcio pelo organismo decresce. Por isso, o corpo recorre ao cálcio armazenado nos ossos e dentes, debilitando o sistema ósseo e provocando osteoporose.


O que acontece se o ingerirmos em excesso?

O excesso de cálcio (que é raro) produz cálculos renais, prisão de ventre e fadiga física e psíquica.



Artigo publicado em http://saúde.sapo.pt com revisão científica pela Dra. Florbela Mendes (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 15 de junho de 2008

Futebol contra o cancro

Selecção Nacional de Futebol angaria 9300 euros

Jogadores Portugueses aceitaram desafio “Em cheio na cura para o cancro” e mostraram a sua solidariedade. Os vídeos desse desafio estarão disponíveis no site do projecto, em http://www.futebolcontraocancro.com/.

Nas vésperas do Euro 2008, os jogadores da Selecção Nacional de Futebol participaram numa actividade diferente. O objectivo não era marcar um golo, mas sim acertar na trave da baliza. Com esta actividade foi feito um donativo para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) no valor de 9 300 euros que foram angariados para investigação em oncologia. Agora, a Selecção Nacional “passa a bola” à população em geral para todos contribuam para esta causa.

“Em Cheio na Cura para o Cancro” foi a primeira iniciativa da recém apresentada Campanha “Futebol Contra o Cancro” que junta Paulo Sousa, ex-jogador e internacional português, à LPCC na sensibilização da população para esta doença. A Selecção Nacional ofereceu ainda à LPCC uma Camisola autografada por todos os jogadores que será leiloada no site http://www.futebolcontraocancro.com/.

O objectivo da campanha é sensibilizar o mundo do Futebol e a população em geral para esta doença e, ao mesmo tempo, fazer uma recolha de fundos que serão utilizados em investigação na área oncológica. Os vídeos do desempenho dos jogadores da Selecção Nacional na iniciativa “Em Cheio na Cura para o Cancro” estarão disponíveis no site www.futebolcontraocancro.com, assim como toda a informação sobre esta e outras acções do projecto.

O Futebol é um desporto de massas, que envolve e motiva as pessoas. Queremos usar esse entusiasmo e garra para sensibilizar a população portuguesa para a necessidade de enfrentarmos o cancro de uma forma positiva, e para juntos, unirmos esforços para que a cura seja possível. Acima de tudo, é preciso acreditar, diz Paulo Sousa, a cara do projecto.

A LPCC tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para tentar mudar a percepção da população portuguesa em relação ao cancro, palavra ainda conotada de forma negativa. Queremos que as pessoas saibam que têm uma palavra activa na luta contra a doença, ao adoptar estilos de vida saudáveis e evitar comportamentos de risco. Para LPCC é uma honra contar com o apoio do Paulo Sousa, um contributo precioso para a nossa causa, explica Vitor Veloso, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Mais do que em qualquer outra doença, a palavra cancro continua a ser sinónimo de receio e por isso, o primeiro contacto com a doença é sempre um choque para a pessoa com cancro, os seus familiares e amigos. Mas hoje em dia o cancro pode ter cura, principalmente quando diagnosticado de forma precoce.

Em Portugal, surgem cerca de 45 a 50 mil novos casos de cancro. Contudo, o avanço nos progressos da investigação nas terapêuticas e medicamentos, e das técnicas cada vez mais apuradas de rastreio têm contribuído para a existência de mais casos de sucesso, sendo que existem cada vez mais as pessoas que ultrapassam o cancro e retomam as suas vidas normais.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro foi fundada em 1941 que tem como objectivos divulgar informação sobre o Cancro e promover a educação para a saúde, nomeadamente quanto à sua prevenção assim como contribuir para resolver a situação dos doentes oncológicos em todas as fases da história natural da doença.


Notícia publicada no site http://saude.sapo.pt

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Conselhos para dormir melhor


Está farto de contar carneirinhos para adormecer e chegar a contabilizar um rebanho de cinco mil antes de conseguir pregar o olho?

Está na altura de mudar de método! O ideal é seguir uma rotina de sono, com um horário pré-definido.

Segundo os especialistas do Centro para os Transtornos do Sono do Colégio de Medicina da Georgia (EUA), estes passos fáceis de seguir vão facilitar-lhe o descanso nocturno:

  • Mantenha um horário regular para dormir ao longo da semana, incluindo fins-de-semana, para melhorar o ciclo de sono. Os adultos devem dormir entre sete a oito horas por noite para terem um rendimento pleno durante o dia.
  • Em vez de dormir a sesta ou mais horas durante o fim-de-semana, o melhor que tem a fazer é programar bem o tempo diariamente para dormir o suficiente.
  • Ver televisão e ingerir cafeína antes de ir para a cama prejudica o sono.
  • A casa deve ter um ambiente relaxado, uma temperatura agradável, e cortinas, persianas ou música calma para minimizar as distracções externas e qualquer factor que a interrompa enquanto tenta conciliar o sono.



Artigo publicado no site Sapo Saúde, com responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Alimentação Saudável é estrela em Feira Nacional da Agricultura de Santarém

A 45ª Feira Nacional da Agricultura de Santarém, 55ª Feira do Ribatejo, a decorrer entre os dias 7 a 15 de Junho, prova a sua preocupação com a alimentação dos portugueses ao promover o Primeiro Salão Nacional de Alimentação.


A Feira desenvolve como tema central a alimentação saudável cuja tónica assenta no desenvolvimento e trocas de experiências através de colóquios, seminários e workshops. Cerca de 500 expositores vão poder mostrar as novas tendências sobre nutrição, trocar experiências e desenvolver várias actividades paralelas que só por si, vão contar com 5.000 participantes.


No lado dos consumidores, para além da comparência em seminários enriquecidos com profissionais do ramo entre variadíssimos temas com foco na nutrição, poderão ter acesso a produtos tradicionais e biológicos que normalmente é difícil de encontrar nos hipermercados das grandes cidades, como legumes e frutos biológicos, ervas frescas, queijos, azeites aromatizados, chás naturais, mel enriquecido, produtos lácteos, bebidas, cereais, peixes, massas e pastas e outras iguarias.


Os visitantes poderão também aceder a um conjunto de informações na área de exposição dedicada exclusivamente à segurança alimentar com a presença de várias entidades de investigação e desenvolvimento.


Assim sendo, a Feira aposta na importância de uma alimentação saudável como factor obrigatório de qualidade de vida dos cidadãos, abordando de igual modo temas como o ambiente, os recursos energéticos, agricultura e inovação tecnológica entre outros.




Excerto de artigo publicado no site Alimentacaosaudavel - Fonte: Alimentação Saudável HOJE