quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Congelar alimentos - Parte 2


Existem alimentos que não devem ser congelados?

O congelamento pode danificar alguns alimentos devido ao rompimento das membranas celulares aquando da formação de cristais de gelo. Este facto não confere efeitos negativos a nível da segurança dos alimentos (na verdade algumas células bacterianas também morrem durante a sua formação), contudo verifica-se uma perda de textura e firmeza. Entre os alimentos que não apresentam tolerância á congelação estão os legumes para salada, os cogumelos e os frutos de baga.

Alimentos com elevados teores de gordura, como natas e alguns molhos, tende a existir uma separação de fases quando congelados.

O congelamento comercial é um processo mais rápido, formando, por este motivo, cristais de gelo mais pequenos. Esta situação reduz os danos provocados nas membranas celulares, afectando menos a qualidade dos alimentos.

Quanto tempo podemos manter os alimentos no congelador?

Os alimentos podem permanecer entre 3 a 12 meses num congelador doméstico, sem que existam perdas na sua qualidade. A duração da congelação depende dos alimentos em questão, devendo seguir-se as instruções mencionadas nos rótulos dos produtos.

Sugestões para congelar:
  • A temperatura do congelador deve ser mantida a -18ºC ou menos
  • Ao contrário dos frigoríficos, os congeladores funcionam melhor quando estão cheios e com pouco espaço entre os alimentos
  • É importante que o acondicionamento dos alimentos seja feito de forma apropriada, utilizando sacos de congelação ou recipientes de plástico adequados, permitindo a protecção dos alimentos e a prevenção de queimaduras pelo frio.
  • Não introduzir alimentos quentes no congelador, uma vez que aumenta a temperatura do congelador, afectando negativamente os restantes alimentos. É importante arrefecer o alimento antes do seu congelamento.
  • Certifique-se que os alimentos congelados estão completamente descongelados antes de cozinhar. Os alimentos que foram congelados e descongelados, nunca devem ser congelados de novo.


Artigo publicado no site da EUFIC (European Food Information Council - Conselho Europeu de Informação Alimentar)

domingo, 8 de novembro de 2009

Congelar alimentos - Parte 1


Desde a introdução dos alimentos congelados, nos anos trinta, conseguimos encontrar cada vez mais variedade de produtos congelados nos supermercados, desde legumes e ervas aromáticas, refeições pré-confeccionadas e gelados gourmet. Neste artigo, o FOOD TODAY debruça-se sobre o processo de congelação, do seu papel na conservação dos alimentos, bem como o seu carácter prático e as variedades alcançadas através deste método.

A utilização do frio para a conservação dos alimentos remonta aos tempos pré-históricos quando era utilizado neve e gelo para conservar as presas caçadas. Diz-se que Sir Francis Bacon contraiu uma pneumonia fatal, que podia fim à sua vida, depois de tentar congelar frangos, recheando as suas carcaças com neve. No entanto, foi só a partir dos anos 30 que se começou a assistir à comercialização dos primeiros alimentos congelados, o que foi possível graças à descoberta do método de congelamento rápido.

Como é que o congelamento conserva os alimentes e preserva a sua segurança?

O congelamento retarda a deterioração dos alimentos e estende a sua segurança, através do impedimento do desenvolvimento de microrganismos e do abrandamento da actividade enzimática, que pode causar a deterioração dos alimentos. Dado que a água dos alimentos é convertida em cristais de gelo, através do método de congelamento, esta torna-se indisponível para ao desenvolvimento dos microrganismos que dela necessitam para o seu crescimento. Contudo a maioria dos microrganismos (com excepção dos parasitas) permanecem vivos durante o congelamento, motivo pelo qual os alimentos devem ser manipulados cuidadosamente tanto antes do congelamento, como depois da descongelação.

Qual o efeito do congelamento sobre o valor nutricional dos alimentos?

A congelação apresenta um impacto mínimo sobre o valor nutricional dos alimentos. Algumas frutas e legumes são escaldados (imersos em água a ferver, durante um curto período de tempo) antes do processo de congelamento, por forma a inactivar as enzimas e leveduras que poderiam eventualmente continuar a causar danos aos alimentos no congelador. Este método pode provocar a perda alguma vitamina C (15-20%). Contudo, apesar desta perda, os legumes e frutas são colocados no congelador nas suas melhores condições nutricionais, logo após a colheita, apresentando geralmente melhor qualidades a nível nutricional que os seus homólogos “frescos”. Por vezes, os produtos de colheita podem levar dias desde a sua selecção, transporte e distribuição até às lojas. Durante este tempo, os alimentos podem perder gradualmente vitaminas e minerais. As bagas frescas e os vegetais verdes, armazenadas à temperatura ambiente, podem perder até 15% do seu teor em vitamina C por dia.

Praticamente não se verificam perdas a nível de vitaminas e minerais no caso das carnes, aves de capoeira e peixes congelados, uma vez que o congelamento não afecta o seu conteúdo em proteínas, vitaminas A e D, assim como em minerais. Durante o processo de descongelamento, verifica-se uma perda de fluidos que contém vitaminas e minerais hidrossolúveis, que acabam por se perder durante o processo de confecção se o líquido não for aproveitado.


Artigo publicado no site da EUFIC (European Food Information Council - Conselho Europeu de Informação Alimentar)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alimentos que nos dão saúde - Canela

Frequentemente usada em sobremesas, é rica em antioxidantes e evita a criação de coágulos no sangue e o desenvolvimento de bactérias. Vários estudos realizados nesta área sugerem que a canela ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, reduzindo o risco da diabetes tipo II.

Mas não é tudo. A canela também ajuda a reduzir o mau colesterol. Como não se deve ingerir às colheres, pode adicioná-la à sopa de abóbora e cenoura ou então misturar um iogurte com flocos de aveia e polvilhar com canela. Além de delicioso, é muito saudável.


Artigo publicado na edição de Setembro da revista Lux Woman.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Alimentos que nos dão saúde - Mirtilos


Passam despercebidos à maioria das pessoas, mas na realidade estes pequenos frutos de tom arroxeado ajudam a prevenir o cancro e os problemas cardíacos. Uma porção (cerca de 85 g) contém mais antioxidantes do que qualquer outro fruto.

Misture-os com morangos, regue-os com um pouco de sumo de limão e terá um verdadeiro snack antidoenças.


Artigo publicado na edição de Setembro da revista Lux Woman.

domingo, 1 de novembro de 2009

Prevenir a Gripe A com...plantas medicinais?

Existem vários estudos a decorrer neste momento para concluir quais as plantas medicinais mais eficazes contra este vírus H1N1.

Enquanto esses estudos não estão concluídos, podemos recorrer a plantas medicinais que são activas contra outros vírus e que poderão também ter uma acção sobre o H1N1, porque aumentam a eficácia do nosso sistema imunitário. Com base nesses pressupostos, aconselho para prevenir a infecção pelo vírus H1N1 as mesmas plantas que comprovaram cientificamente serem eficazes contra o vírus da gripe comum (influenza).

A equinácia, tem sido aconselhada por vários naturopatas o que levou a uma grande procura nas últimas semanas e pode fazer com que esgote rapidamente.

No entanto, existem alternativas tão ou mais eficazes tais como a uncária (unha de gato), o visco branco, a hidrastes, o eucalipto e o tomilho. Existem ainda outros suplementos alimentares que também possuem uma forte acção antiviral, tais como os cogumelos ganoderma, shitake, coriolus e agaricus, enzimas como a papaína, bromelaína, lizossima e catalase e produtos da colmeia como o própolis.

Também algumas frutas ou partes de frutas têm uma forte acção antiviral. As sementes de toranja e limão, as grainhas da uva, a papaia, a acerola e a romã. Por último, recomendo um bom suplemento com vitamina C (500 a 1000 mg) e zinco (15 a 30 mg).


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de João Beles (naturopata).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Marmelo - Fruto do Outono

O marmelo (cydonia oblonga) advém do Sudoeste Asiático de clima moderado e é conhecido há cerca de 4 mil anos. Os gregos consagravam estas “maçãs de ouro” à deusa Afrodite e na Croácia são símbolos de fertilidade e vida.

Em Portugal é colhido no Outono, geralmente transformado em marmelada, visto que a maioria das variedades é amarga e dura demais para consumo cru. Também se consome assado, grelhado, estufado, como complemento a recheio de tarte de maçã e em pudim.

Medicinalmente, por serem bastante ricos em pectina, tanino e substâncias gelatinosas, os marmelos costumavam ser ministrados na Idade Média a quem sofria de diarreia e a geleia vegetal resultante da semente do fruto demolhada é um bom xarope (ainda usado no Médio Oriente) para inflamações da faringe, bronquites, tosse e dores de garganta.

Para catarros da faringe e brônquios, o dr. Schneider (1) também recomenda cozer 5 g de sementes de marmelo trituradas com 5 ml de água, misturado com xarope de malvaísco e tomado às colheres. Outras propriedades do marmelo são a adstringência, anti-oxidação, a riqueza em vitamina A, cálcio, ferro e fibra, decorrendo pesquisas quanto às suas propriedades anti-virais e no combate à úlcera gástrica.

No acto de compra devem escolher-se os frutos firmes, perfumados e amarelos e ser manuseados com cuidado para evitar que fiquem com manchas castanhas de pressão.

Curiosidade: o sabor amargo de um marmelo maduro torna-se doce quando em contacto com água do mar.


Artigo publicado no site do Centro Vegetariano.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Remédios contra o mau hálito

  • Mastigue especiarias – Ervas aromáticas e especiarias, como canela e anis, são excelentes para o hálito. Tenha sempre à mão uma cravo-da-índia, funcho ou sementes de anis para mastigar depois de ingerir alimentos de odor intenso;
  • Evite certas bebidas – Café, cerveja, vinho e whisky estão no topo das bebidas que intensificam o hálito. Todas elas deixam resíduos na boca que se infiltram no sistema digestivo. De cada vez que respira, estes espalham-se no ar, o que não é muito agradável para quem está à sua volta;
  • Tenha uma escova de dentes sempre à mão – Alguns odores podem ser eliminados – permanente ou temporariamente – se escovar imediatamente os dentes após uma refeição. A grande responsável pelo mau hálito é uma imperceptível película de bactérias mortas e vivas que se aloja entre os dentes e nas gengivas, aquilo que se designa por placa bacteriana. Há cerca de 50 triliões destes microscópicos organismos na sua boca que se alimentam da comida que aí entra, coleccionando sabores e construindo os seus próprios odores. Quando se expira, as bactérias são também expiradas. Se lavar os dentes após as refeições pode diminuir consideravelmente este problema.
  • Escove a língua – A maior parte das pessoas descura a língua quando lava os dentes. Este órgão está coberto por algo que se assemelha a uma floresta de cogumelos quando visto ao microscópico. Sobre as “capas” destes “cogumelos” alojam-se restos de alimentos e bactérias que podem causar mau hálito. Por isso, sempre que lavar os dentes passe a escova suavemente na língua para remover tudo o que possa provocar halitose.
  • Crie o seu próprio gargarejo – Misture extractos de salva, calêndula e menta (todas disponíveis em lojas de produtos naturais) em iguais proporções e bocheche com esta mistura quatro vezes ao dia. Conservar o elixir bucal numa embalagem bem fechada, à temperatura ambiente. Mesmo que não consiga ou não possa escovar os dentes, pode usar este elixir. Adicione algumas gotas num copo de água, após uma refeição, e bocheche bem, removendo assim restos de comida e maus odores.
  • Coma salsa – A salsa, além de dar um tom verde à sua salada, é também um eliminador natural do mau hálito porque contém clorofila, um desodorizante natural. Por isso, pegue na salsa que costuma pôr de lado e mastigue-a bem. Pode também colocar algumas folhas num copo misturador (e também juntar algum agrião) e beber um pouco deste sumo em qualquer altura do dia para refrescar a boca.
  • Masque uma pastilha elástica – Uma pastilha de menta é excelente para disfarçar o mau hálito se tiver estar muito próximo de alguém.
  • Evite alguns tipos de queijo – Não é por acaso que o roquefort e outros queijos azuis são considerados fortes. Os seus odores alojam-se na boca e custam a sair. Outros produtos lácteos, como o leite, podem ter o mesmo efeito.

Artigo publicado na edição de Outubro da revista Máxima.

domingo, 25 de outubro de 2009

O mau hálito


O mau hálito é embaraçoso. Mas a boa notícia é que na maior parte dos casos – e com os cuidados de higiene oral em dia – este problema pode ser evitado.

Manter uma boa saúde oral é fundamental para reduzir ou eliminar a halitose, uma vez que entre as bactérias que se acumulam na língua e entre os dentes são as principais responsáveis por este mal.

O mau hálito pode ser também causado por alguns alimentos, tabaco, boca seca ou doenças como gengivite e sinusite. Por isso, a higiene dentária é tão importante. Se a sua halitose se prolongar por mais de 24 horas sem uma causa óbvia, fale com o seu médico de família ou dentista.

Pode ser indicador de uma doença da boca, de problemas gastrointestinais, infecções, bronquite ou até doenças mais graves, como diabetes, problemas nos rins ou no fígado, ou cancro. O mau hálito pode também indicar desidratação ou carência de zinco


Artigo publicado na edição de Outubro da revista Máxima.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Plano contra a prisão de ventre


Os gestos que não pode (mesmo) descurar

Como um relógio. Assim será a sua rotina de ida à casa de banho se puser em prática uma (e não todas de uma vez) das seguintes medidas antiprisão de ventre.

Para o conseguir, deve beber 1 colher de azeite em jejum e beber 1 copo de caldo de acelgas antes de cada refeição.

De manhã e em jejum, é recomendável comer 2 ou 3 ameixas secas deixadas de molho durante a noite. Os especialistas aconselham ainda a beber 1 sumo de laranja natural antes do pequeno-almoço e 1 copo de água morna em jejum.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Obstipação - Como prevenir

Dá pelo nome de prisão de ventre ou obstipação. Pode estar associada à síndrome do intestino irritável ou à obstrução anal, atinge sobretudo mulheres e a sua frequência aumenta nas pessoas idosas.

Existem alguns grupos e factores de risco, «lactentes, maiores de 55 anos, pessoas sujeitas a cirurgia abdominal ou perianal, gravidez tardia, vida sedentária, pessoas com dieta pobre em fibras e líquidos, polimedicação, abuso de laxantes, algumas doenças concomitantes, viagens, etc.», como enuncia António Curado, médico especialista, director do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar Oeste Norte, nas Caldas da Rainha.

Principais causas

«Na sua origem, podem estar perturbações do pavimento pélvico ou de motilidade. As últimas podem estar associadas a nutrição inadequada (consumo inadequado de fibras, desidratação decorrente de escasso consumo de líquidos), alterações da motilidade do cólon (inércia cólica, síndrome de intestino irritável, miopatia intestinal), consumo de determinados fármacos como opióides ou tranquilizantes, causas neurológicas (como doença de Parkinson ou esclerose múltipla) e a factores psiquiátricos (depressão e atitudes incorrectas em relação à comida ou à função intestinal).

As perturbações do pavimento pélvico associam-se normalmente a disfunções (espasticidade, anismus) ou à obstrução (prolapso rectal, rectocelo)», explica-nos António Curado. Perante a obstipação crónica, o médico gastrenterologista pode sugerir o recurso a fibras e laxantes (havendo diferentes grupos, o especialista receitará o mais indicado para o seu caso particular). Além disso, aconselha-se a ingestão de líquidos e o recurso a fibras na alimentação. Por último, nunca deve adiar o horário de defecar.


Como prevenir?

A melhor forma de prevenção passa pela promoção de modificações dietéticas e de estilo de vida, tais como:

  • Reforçar as fibras na alimentação diária, aumentando o consumo de vegetais e fruta fresca, bem como a ingestão de líquidos. Em contrapartida, os alimentos com elevado teor em gorduras e açúcar e aqueles que têm baixo conteúdo de fibras podem agravar a obstipação, pelo que devem ser evitados
  • Praticar exercício físico de forma regular e abandonar os medicamentos que causam obstipação
  • Procurar ter um horário certo para defecar, reservar tempo necessário para a defecação e nunca ignorar esse desejo


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Cláudia Pinto. Revisão científica do Dr. António Curado (director do Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar Oeste Norte, nas Caldas da Rainha). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 18 de outubro de 2009

Semana Vegetariana 2009 - Balanço

Decorreu de 1 a 7 de Outubro a II Semana Vegetariana.

Veja aqui o balanço.




Promotor:


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

16 de Outubro - Dia Mundial da Alimentação

Direito à Alimentação!

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Alimentação. Este ano, a FAO (Food and Agriculture Organization) escolheu para o Dia Mundial da Alimentação o tema O Direito à Alimentação (“The Right to Food)”. A escolha do tema demonstra o crescente reconhecimento pela comunidade internacional da importância de erradicar a fome e a pobreza. Será também de reflectir que o excesso de alimentos, nomeadamente nas sociedades ocidentais, apresenta repercussões graves para a saúde.

Para promover a discussão e alertar para este tema a APD foi para a rua perceber o que os portugueses pensam acerca do “Direito à Alimentação”. Veja o resultado!






A comemoração do Dia Mundial da Alimentação que teve início em 1981, é na actualidade reconhecida em mais de 150 países como a mais importante data para alertar e consciencializar a opinião pública em relação a questões globais relacionadas com a nutrição e alimentação.

Todo o cidadão tem direito a uma alimentação acessível, nutricionalmente adequada e culturalmente aceitável para que possa desfrutar de uma vida activa e saudável.

A Associação Portuguesa de Dietistas identifica os 10 mais importantes Direitos à Alimentação!

  1. Direito a pelo menos 3 refeições diárias
  2. Direito à alimentação a custo acessível e justo
  3. Direito a uma alimentação saudável
  4. Direito a uma alimentação variada
  5. Direito a comer em porções adequadas
  6. Direito ao prazer da alimentação
  7. Direito a uma alimentação de qualidade
  8. Direito à segurança alimentar
  9. Direito a informação sobre alimentação
  10. Direito ao aconselhamento nutricional por um dietista

Artigo publicado no site da Associação Portuguesa de Dietistas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fazer pouco exercício ou não fazer nada é a mesma coisa. Facto ou Mito?



MITO!

Muitas são as pessoas que até gostavam de estar mais em forma mas que, como têm pouco tempo, pensam que não vale a pena. Mas enganam-se porque fazer actividade física, mesmo que durante pouco tempo e poucas vezes, é melhor do que não fazer nada.

Pequenos aumentos na actividade física encontram-se fortemente associados a excelentes melhorias na nossa saúde. E este aumento pode até passar por actividades informais.

Este tipo de actividade, que está na base da “Pirâmide da Actividade Física”, pode ser conseguido com simples alterações de comportamentos diários. Utilizar com mais frequência as escadas em vez do elevador, lavar o carro manualmente, caminhar 15 minutos à hora de almoço ou fazer uma caminhada de 60 minutos no fim-de-semana são algumas ideias a explorar.


Artigo publicado no site Rituais de Vida Saudável.

domingo, 11 de outubro de 2009

A prática de exercício físico aumenta o apetite. Facto ou Mito?



MITO!

A associação entre o exercício físico e o apetite é outro dos temas que tem gerado dúvidas, inclusive entre os profissionais de Actividade Física, Nutrição e Controlo do Peso, e várias são as pessoas que receiam ver o seu apetite a aumentar por aumentarem a sua actividade física. A literatura existente sobre esta temática, mostra-nos que tal receio é infundado.

A prática da actividade física regular parece oferecer vários recursos fisiológicos e, especialmente, psicológicos, que munem os seus praticantes de capacidades mais eficientes na auto-regulação dos mecanismos de saciedade e apetite.

Do ponto de vista fisiológico, o exercício físico parece potenciar a sensibilidade à leptina e insulina – hormonas associadas à diminuição do apetite – despoletando uma maior sensibilidade dos sistemas de detecção de saciedade e um melhor controlo do peso corporal. Um estudo realizado indicou que, quando são comparadas com pessoas sedentárias, as pessoas fisicamente activas dizem apreciar mais as propriedades organolépticas (sabor, aroma, textura, etc.,) de alguns alimentos, o que significa que ficam igualmente satisfeitos com alimentos menos doces, menos salgados e menos gordos!

Já na vertente psicológica, um estilo de vida activo confere aos seus praticantes uma maior auto-estima e auto-confiança, assim como uma melhor imagem corporal, contribuindo para reduzir a ansiedade, a depressão e as emoções negativas.

Neste contexto, os benefícios da prática regular de exercício físico no controlo do peso não provêm somente das calorias despendidas, mas também das variáveis endócrinas e psicológicas relacionadas positivamente com a auto-regulação dos mecanismos de saciedade, potenciadas pelo estilo de vida activo, que poderão ser um forte aliado no combate ao excesso de peso e obesidade.


Artigo publicado no site Rituais de Vida Saudável.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Suar muito faz perder peso. Facto ou Mito?


MITO!

Apesar da transpiração e respiração originarem uma perda de água do nosso organismo, verifica-se a sua reposição assim que forem ingeridos os indispensáveis líquidos após o esforço.

Desta forma, a utilização de roupa impermeável ou térmica para provocar mais transpiração no decorrer do exercício é um procedimento não favorável à nossa saúde, para além de não produzir nenhum efeito na mobilização de gordura corporal.


Artigo publicado no site Rituais de Vida Saudável.