domingo, 6 de junho de 2010

Portugal é um dos países europeus com maior prevalência de obesidade infantil


A obesidade infantil afecta 12,5% das crianças entre os 2 e os 5 anos e 11,3% das crianças entre os 11 e os 15 anos no nosso país. O excesso de peso atinge ainda 30% dos jovens portugueses, de acordo com o Estudo de Prevalência da Obesidade Infantil e dos Adolescentes.

Por isso, Ana Rito da Plataforma para a Obesidade diz ser tão importante que "a cozinha deixe de ser um espaço interdito aos mais novos e possa ser um local onde as crianças, enquanto brincam, aprendem a confeccionar refeições nas quais a utilização de frutas e legumes contribui para dar mais cor aos pratos e fomentar a adopção de hábitos alimentares saudáveis".

Brincar na cozinha para combater a obesidade
Vários chefes famosos estão a por crianças a confeccionar pratos de fruta e legumes para os fazer consumir comida mais saudável.

Nem sempre é fácil convencer os pais a deixarem os filhos aventurarem-se nos cozinhados, reconhece Conceição Rego, mãe da Patrícia, de sete anos, uma das participantes no workshop de cozinha para crianças realizado na última semana em Évora. "Não a costumo deixar colaborar pois há sempre algum receio em relação ao perigo que representa a utilização de facas e do fogão." A ideia deste workshops , que estão a decorrer por todo o País com o apoio de vários chefes de cozinha famosos, é exactamente atrair as crianças para a cozinha de forma a combater a obesidade infantil.

Neste dia, em Évora, o líder era o chefe António Nobre, que concorda que a presença de crianças na cozinha é "uma forma de as incentivar" a seguir uma alimentação saudável. "Não quer dizer que não comam hambúrgueres ou esparguetes à bolonhesa que há por aí com muita fartura. Mas devem descobrir os outros sabores e, para isso, o papel dos pais é fundamental", diz. Um dos truques, desvenda, consiste em adaptar as receitas a cada faixa etária. Por isso, Nobre colocou os mais novos a construir um "Carro do papá" (receita de Henrique Mouro com ananás, kiwi, iogurte e cereais).

Trata-se de descobrir a "arte" de brincar na cozinha que é um desafio que pode ajudar pais e filhos a combater os problemas associados à obesidade, diz Ana Rito, investigadora do Instituto Nacional da Saúde e vice-presidente do Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade.

Colaboradora do livro "Hoje, o Chefe Sou Eu!", onde se baseiam este workshops e que reúne receitas pensadas para chefes de 'palmo e meio' por grandes mestres da cozinha, como Augusto Gemelli, Bertílio Gomes, Henrique Sá Pessoa, Mafalda Pinto Leite e Ricardo Costa, a investigadora defende que a cozinha enquanto espaço lúdico pode contribuir para afastar os mais novos do "ambiente obesogénico" em que vivem, "farto em alimentos de elevada densidade energética".

"Quanto mais interessadas as crianças estiverem em cozinhar melhor se habituam a uma cozinha mais saudável e a evitar o fast food", diz , por seu lado, o chefe Henrique Sá Pessoa, autor de programas televisivos sobre culinária e um dos cozinheiros que contribuiu com receitas para o livro, incluindo uma "Frittata de legumes com peito de frango", onde beringelas, brócolos e courgettes são servidos na "companhia" de ovos, frango e cogumelos.

"Quase todas as crianças gostam de ovos mexidos e nesta receita juntei uma quantidade de legumes que, no meio da mistura com os ovos e o frango, passam disfarçados. É um prato bastante colorido e é uma boa maneira de os habituar a comer legumes, um dos produtos que mais falta faz na alimentação das crianças."

No workshop em Évora, a cor enchia os pratos dos miúdos. E, enquanto via a filha cortar um abacaxi para lhe dar a forma de um automóvel, sobre o qual espalhará algum mel, Conceição admite que, apesar dos receios, valerá a pena deixar a filha estar na cozinha, vez em quando : "De facto, as refeições podem tornar-se mais giras se forem participadas por toda a família."

"Talvez seja uma forma de acabar com a birra sempre que se fala na sopa", diz outra mãe, reconhecendo ser "uma tormenta" convencer o filho a consumir legumes ou fruta. "Antes de ir para a escola até comia salada mas depois começou a ouvir os colegas dizer que não gostam dos verdes e agora é difícil convencê-lo do contrário."


Artigo publicado em Sapo Saúde em 06-2010. Fonte: Diário de Notícias

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mulheres são quem mais procura Linha de Apoio ao cancro


A Linha de Apoio à Pessoa com Cancro recebe uma média de 220 telefonemas por mês. As mulheres são quem mais procura ajuda e o cancro da mama é o que suscita maiores dúvidas, segundo a Liga Contra o Cancro.

Desde que foi criada, em Setembro de 2007, a Linha já recebeu 7.135 chamadas, a maioria proveniente de Lisboa (43%) e do Porto (18%), adiantam dados referentes a 31 de Maio. «São cada vez mais os doentes que procuram a Linha Cancro como forma de apoio à informação e de apoio emocional profissional», afirma o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Carlos Oliveira.

A equipa «especializada procura encaminhar a pessoa com doença oncológica e, sobretudo, tranquilizá-la e motivá-la para uma maior qualidade de vida», assegura Carlos Oliveira.

A grande maioria dos interlocutores do número 808 255 255 da Liga Portuguesa Contra o Cancro são mulheres: 73%. Trinta e cinco por cento das pessoas que recorrem a este serviço procura informação sobre a doença, 20% quer saber mais sobre os direitos gerais das pessoas com cancro, 17% sobre os direitos legais e 11% procura apoio emocional.

Os doentes são os principais utilizadores deste serviço (60%) e os familiares ou amigos constituem os restantes 40%. A população conhece os serviços da Linha Cancro através dos centros hospitalares (41%) e da Internet (23%).

Quem não queira telefonar, pode pedir ajuda através de correio electrónico (linhacancro@ligacontracancro.pt ), um serviço criado pela Linha de Apoio à Pessoa com Cancro há um ano. A Linha Cancro tem como principais objectivos educar, informar, esclarecer, orientar, sensibilizar e acompanhar a pessoa com doença oncológica.

O apoio prestado centra-se em quatro áreas de intervenção: apoio social, emocional, esclarecimentos sobre a legislação e os direitos da pessoa com doença oncológica, além de informações sobre a doença e o seu respectivo tratamento.

Em Portugal, o cancro mata anualmente 23 mil pessoas, é a primeira causa de morte até aos 75 anos e, em termos globais, a segunda causa de morte, a seguir às doenças do aparelho circulatório.
Artigo publicado em Sapo Saúde em 06-2010. Fonte: Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 2 de junho de 2010

«Doping mental» aumentou 66% nos últimos dois anos


Fármacos habitualmente utilizados para melhorar a concentração e combater o cansaço da memória, o consumo de suplementos cerebrais aumentaram 66% nos últimos dois anos, para as 525 mil embalagens.

A notícia é avançada na edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, o qual aponta os estudantes como os grandes consumidores deste tipo de substâncias, também conhecidas como «doping mental».

No entanto, na mesma notícia, os médicos alertam para aquilo que qualificam como «os efeitos devastadores» que estes fármacos podem ter receitados para combater o défice de atenção, a hiperactividade ou o Alzheimer.

outra mãe, reconhecendo ser "uma tormenta" convencer o filho a consumir legumes ou fruta. "Antes de ir para a escola até comia salada mas depois começou a ouvir os colegas dizer que não gostam dos verdes e agora é difícil convencê-lo do contrário."


Artigo publicado em sapo saúde em 06-2010. Fonte: Diário de Notícias.

domingo, 30 de maio de 2010

Sessão de Cinesioterapia Respiratória de grupo no Jardim Amália Rodrigues em Lisboa


Dia 30 de Maio, para assinalar o Dia Mundial Sem Tabaco, a Associação Respira, em parceria com a GOLD e SPP, organiza uma sessão de Cinesioterapia Respiratória de grupo no Jardim Amália Rodrigues, em Lisboa.

A iniciativa "Respire Fundo em Lisboa" tem como objectivo sensibilizar a comunidade para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). A DPOC é causada, fundamentalmente, pelo tabagismo, mas também pela poluição ambiental que cada vez mais se faz sentir.

"Os índices de monóxido de carbono e o fumo dos carros prejudicam a nossa saúde e capacidade respiratória”, afirma Luísa Soares Branco, Presidente da Respira.

No Jardim Amália Rodrigues vai ser promovida uma sessão de reabilitação respiratória de grupo, como forma de chamar a atenção para esta patologia. Vamos poder realizar e aprender exercícios simples que ajudam a combater a fadiga e a falta de ar em esforço.

Paula Simão, pneumologista, explica que “a reabilitação respiratória é dirigida a doentes respiratórios crónicos e ensinam técnicas de relaxamento, de controlo da ventilação e da falta de ar. Este método ajuda a prevenir as crises, a reduzir os sintomas e a incapacidade de uma forma geral. Tudo isto se traduz no aumento da qualidade de vida”.

Segundo a Respira “a reabilitação respiratória é ainda subutilizada em Portugal, pois temos apenas 11 centros para 100 mil pessoas diagnosticadas e perto dos 500 mil doentes estimados. É urgente criar condições de igualdade de acesso a esta modalidade terapêutica para todos os doentes. Não podemos aceitar que só os doentes dos grandes centros urbanos tenham possibilidade de beneficiar deste acompanhamento”.

PROGRAMA:
• 11h00 Concentração no Parque Eduardo VII (Topo Norte)
• 11h30 Sessão de Cinesioterapia Respiratória de Grupo – Jardim Amália Rodrigues (Anfiteatro Panorâmico)
• 12h15 Largada de Balões

Sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica:
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica – DPOC - é uma das doenças respiratórias crónicas causadas pelo tabaco. Estima-se que em Portugal exista já meio milhão de portugueses com esta patologia, que muitos ainda desconhecem. Cerca de 80% das situações clínicas da DPOC são provocadas pelo tabaco.

A partir dos 40 anos fumadores e ex-fumadores entram no grupo de risco desta doença, na ausência de rastreio permanecerão sub diagnosticadas e sub tratados. Tosse persistente, fadiga, dificuldades em desempenhar tarefas simples e quotidianas, são sinais que devem servir de alerta.

Artigo publicado em Sapo Saúde.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ingestão elevada de cálcio associada a redução de doença cardíaca


Segundo um estudo Sueco, a ingestão de cálcio acima dos níveis diários recomendados pode reduzir o risco de morte por doença cardíaca e cancro em 25%.

A ingestão média diária de 1953 mg de cálcio foi também associada a uma redução do risco de mortalidade por doença cardíaca isolada, comparativamente à ingestão média de 990 mg por dia. Por outro lado, os investigadores do Karolinska Institutet revelaram que a ingestão de magnésio não foi associada à mortalidade por todas as causas, doença cardíaca ou cancro.

De acordo com os US National Institutes of Health (NIH), a ingestão diária recomendada de cálcio para pessoas entre os 19 e os 50 anos de idade é de 1000mg para homens e mulheres.

A equipa analisou dados de 23.366 homens suecos com idades entre os 45 e os 79 anos sem qualquer tipo de suplementação dietética. Entre 1998 e 2007 foram documentadas 2.358 mortes, as quais incluíram 819 mortes por doença cardiovascular e 738 por cancro.

Os níveis de ingestão de cálcio mais elevados, quase o dobro dos níveis recomendados, foram associados a 25% de redução da mortalidade por todas as causas, quando comparados com os níveis mais baixos. A ingestão de magnésio de 523mg por dia não foram associados a quaisquer modificações para o risco de morte por todas as causas, doença cardiovascular ou cancro.

“Este estudo prospectivo de base populacional de homens com elevada ingestão de cálcio e magnésio demonstrou que a ingestão de cálcio acima das recomendações diárias pode reduzir a mortalidade por todas as causas”, concluíram os investigadores.

No entanto, de acordo com o NIH’s Office of Dietary Supplements, a ingestão elevada de cálcio pode comprometer a função renal e afectar negativamente a absorção de outros minerais.


Artigo publicado no site da Associação Portuguesa de Dietistas. Fonte: Am J Epidemiol.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Gordura do presunto é boa ou má?

Saiba até que ponto (não) é saudável

As partes brancas que aparecem no presunto são, se tudo tiver corrido bem com o processo de cura, resultado da infiltração de gordura ou de tecidos tendinosos na carne.

A gordura presente na carne de porco é rica em ácidos gordos monoinsaturados.

Esta gordura tem uma disposição mais periférica do que a da carne de vaca pelo que se torna mais fácil a sua remoção. Um dos cuidados que devemos ter com o consumo de presunto e outros produtos similares é o seu elevado teor em sal.

Em Portugal, em média, cada português consome cerca de 12 g de sal por dia, quando a quantidade recomendada são apenas 6 g. O excesso de sal na nossa alimentação pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial ou mesmo alguns cancros como o do estômago. Tenha, por isso, especial cuidado aquando da sua ingestão.

Artigo publicado em Sapo saúde. Responsabilidade editorial e científica da Revista Prevenir.

domingo, 16 de maio de 2010

Anticoagulantes e folhas verdes - Qual a relação entre eles

A ingestão elevada de verduras de folha verde pode interferir com certos medicamentos usados para regular a coagulação sanguínea.

De acordo com a Fundação Eroski (empresa de distribuição alimentar espanhola), são os alimentos que concentram maior quantidade de filoquinona, a principal fonte de vitamina K, que ajuda a evitar perdas de sangue e a travar hemorragias, quando ingerida adequadamente.

Se estiver a tomar algum tipo de anticoagulante, para prevenir que ocorra algum problema cardíaco ou vascular, evite o seu consumo abundante (em saladas e ao jantar, por exemplo). Tenha atenção à ingestão das verduras com maior grau de incompatibilidade, nomeadamente espinafres, acelgas, alface, couve, brócolos e couve-de-bruxelas.

Temperar ou cozinhar os alimentos com óleo de soja ou azeite também aumenta a quantidade de vitamina K nas refeições, pelo que deve limitar a sua ingestão e perguntar ao seu médico quais as doses recomendadas no seu caso específico.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

As frutas amigas da dieta


A ingestão de fruta é benéfica para a saúde e ajuda a manter a linha.

No entanto, convém saber que a fruta não é toda igual.

Existem variedades com maior e outras com menor teor de calorias. Saiba quem é quem e faça da fruta a sua nova aliada da sua alimentação diária:

As frutas menos calóricas

Meloa: 20 kcal
Melancia: 24 kcal
Melão: 27 kcal
Limão: 26 kcal
Morango: 29 kcal
Toranja: 31 kcal
Framboesa: 34 kcal
Carambola: 35 kcal
Ameixa branca ou encarnada: 36 kcal
Pêssego: 38 kcal
Marmelo: 39 kcal
Papaia: 39 kcal

As frutas mais calóricas

Dióspiro: 58 kcal
Amora: 60 kcal
Cereja: 60 kcal
Figo: 70 kcal
Uva branca: 72 kcal
Anona: 75 kcal
Uva tinta: 77 kcal
Banana: 95 kcal

As pouco calóricas

Tangerina: 40 kcal
Pêra: 41 kcal
Laranja: 42 kcal
Nectarina: 43 kcal
Ananás: 44 kcal
Nêspera: 45 kcal
Goiaba: 54 kcal
Maçã (com casca): 57 kcal
Dióspiro: 58 kcal


Artigo publicado em Sapo Saúde. Fonte: Tabela da Composição de Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Os 1001 benefícios do ovo para a saúde


Porque é que médicos e nutricionistas recomendam a sua ingestão?
  • É saudável, natural e completo.
  • Contém proteínas de elevada qualidade e oito aminoácidos essenciais.
  • O que pode pedir mais de um alimento? Esclareça todas as dúvidas!

Quantos ovos se podem comer por semana?

Para uma criança, uma pessoa de estatura pequena ou média, ou que não faça desporto, recomen­dam-se três ou quatro ovos por semana. Uma pessoa corpulenta ou que pratique algum exercício físico intenso pode comer sete sem problemas.


Sobe os níveis de colesterol?

É verdade que o ovo contém coles­terol mas inúmeras investigações deitaram por terra o mito de que o colesterol ingerido no ovo por pessoas saudáveis aumenta o risco de virem a ter doenças cardiovas­culares.


É o principal responsável pelas salmonelas?

A salmonela é produzida pela ma­nipulação incorrecta dos alimen­tos. Para a evitar, compre e use apenas ovos com a casca intacta e limpa. Lave bem as mãos e os utensílios de cozinha; não parta os ovos no canto do recipiente onde os vai bater e não separe as claras das gemas com a própria casca.

  • Vigie o tempo de cocção para destruir as possíveis bactérias;
  • Cozinhe bem as tortilhas, por exemplo.
  • E conserve todos os alimentos – frescos ou cozinhados – no frigorífico, particularmente no Verão.

É melhor o branco ou o escuro?

Não existem diferenças nutricio­nais entre um e outro. Acor do ovo deve-se à raça da galinha e não a factores relacionados com a alimentação da ave.

Como deve ser conservado?

No frigorífico, mantém-se fresco durante quatro semanas para além da data de validade. Coloque os ovos num compartimento inde­pendente, afastados dos outros alimentos, para que não absorvam sabores nem odores. As claras e as gemas, juntas ou em separado, podem ser congeladas, mas sempre sem casca e depois de serem ligeiramente batidas. Chegam a durar um ano, conservados desta forma.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Madalena Alçada Baptista. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 9 de maio de 2010

Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca


8 e 9 de Maio celebra-se o Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca. Milhões de pessoas em todo o mundo são afectadas pela patologia.

Falta de ar, cansaço inexplicado e inchaço dos membros inferiores são sintomas de que padece cerca de 1% da população mundial acima dos 65 anos devido a insuficiência cardíaca.

O Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca, que se celebra nos próximos dias 8 e 9 de Maio, procura chamar a atenção para esta condição que é a mais comum causa de hospitalização em doentes com mais de 65 anos.

Segundo o Dr. Victor Sanfins, cardiologista do Hospital de Guimarães, “um número elevado de doentes com insuficiência cardíaca avançada tem associados distúrbios da condução intra-ventricular.

O tratamento destes doentes passa por optimizar a terapêutica farmacológica e por corrigir essas alterações. Para tal, hoje podemos recorrer a um procedimento cirúrgico a que chamamos Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC), que consiste na implantação de um dispositivo cardíaco semelhante a um pacemaker.”

No entanto, o especialista adianta que “em Portugal, comparativamente com o resto da Europa, o número de pacientes que beneficiam desta técnica é muito reduzido. Assim, e recorrendo a um estudo que realizámos recentemente em Portugal, utilizando a metodologia do NICE (National Institute for Clinical Excellence) do Reino Unido, verificámos que um número muito elevado de doentes com indicação para a terapia da ressincronização cardíaca não tem acesso a essa técnica, sendo esta dificuldade maior na região Norte quando comparada com a média nacional”.

A insuficiência cardíaca não se caracteriza pela paragem de funcionamento do coração mas sim por uma incapacidade do coração bombear o sangue de acordo com as necessidades do organismo. Habitualmente é originada por doença coronária (com ou sem enfarte do miocárdio), hipertensão arterial, doença valvular ou uma arritmia cardíaca.


Artigo publicado em Sapo Saúde.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Come muitas batatas fritas?


Cuidado com as acrilamidas! Elas aumentam o risco de desenvolver cancro do útero e dos ovários

As mulheres que comem batatas fritas todos os dias, industrializadas ou não, correm o dobro do risco de virem a desenvolver cancro do útero e dos ovários, conclui um estudo realizado na Universidade de Maastricht, na Holanda. Os cientistas atribuem os riscos à acrilamida, uma substância química produzida por certos alimentos quando são fritos, grelhados, ou assados.

Os pesquisadores entrevistaram 120 mil pessoas sobre os seus hábitos alimentares e concluíram que as mulheres que ingerem mais acrilamidas sofrem maior risco, segundo o estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention”. Contudo, especialistas britânicos acreditam que poderão estar envolvidos outros factores, pelo que pedem às mulheres que não entrem em pânico.

Alguns testes de laboratório realizados há já cinco anos mostraram que existe um perigo potencial, mas este estudo é o primeiro a encontrar uma ligação entre as acrilamidas presentes na dieta e o risco de cancro. Os alimentos que tenham ganho cor ou tenham queimado durante a confecção têm muito mais hipóteses de conterem acrilamidas. Porém, os especialistas em alimentos também afirmam que é praticamente impossível eliminar totalmente as acrilamidas da dieta.

Este estudo acompanhou 120 mil voluntários – 62 mil deles mulheres – durante 11 anos. Neste período, 327 das mulheres desenvolveram cancro no endométrio (útero) e 300 desenvolveram cancroer no ovário. A análise dos dados sugere que as mulheres que ingeriam 40 mg de acrilamida por dia – o equivalente a meio pacote de biscoitos ou um pacote de batatas fritas – tinham duas vezes mais hipóteses de desenvolver esses tipos de cancro, em comparação com as que ingeriam menores quantidades de acrilamida. Apesar da dimensão da amostra, os pesquisadores afirmam que os resultados ainda têm de ser confirmados por outras pesquisas.

Segundo a BBC, no Reino Unido, onde a batata frita é um dos “pratos nacionais”, há cerca de 6.400 casos de cancro uterino por ano e sete mil casos de cancro do ovário. Um porta-voz da agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido recomenda às pessoas que mantenham uma dieta equilibrada, com bastante fruta e legumes. Especialistas da União Europeia aconselham ainda que não se cozinhe demasiado os alimentos ricos em carbohidratos.

Porém, a médica britânica Lesley Walker, da organização Cancer Research UK, disse que é difícil ter certeza de que os casos de cancro resultam apenas das acrilamidas e não de outros componentes pouco saudáveis da dieta. «As mulheres não devem ficar excessivamente preocupadas com a notícia», disse ao jornal Daily Telegraph. «Não é fácil separar um componente da dieta de todos os outros quando se estudam as dietas complexas de pessoas comuns». Um estudo publicado em 2005 não encontrou nenhuma evidência de que a acrilamida aumenta o risco de cancro da mama.


Artigo publicado em Sapo Saúde por SSD. Fonte: BBC

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Novo código de Publicidade a Alimentos e Bebidas dirigidos a Crianças entrou em vigor


Um dos objectivos é travar a obesidade infantil.

O novo “Código de Auto-Regulação em Matéria de Comunicação Comercial de Alimentos e Bebidas dirigida a Crianças” entrou em vigor, no passado dia 3 de Maio, após ter sido aprovado, por unanimidade, em Assembleia-Geral do ICAP (Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial).

O presente documento, cujos trabalhos preparatórios se iniciaram em 2008, corporiza diversos esforços conjugados, nomeadamente através de vários e profícuos debates entre representantes de associações do sector, como é o caso da APAN – Associação Portuguesa de Anunciantes, APAP – Associação Portuguesa das Empresas de Publicidade e Comunicação, AMD – Associação Portuguesa de Marketing Directo, Relacional e Interactivo e APImprensa – Associação Portuguesa de Imprensa.

De salientar que este trabalho conjunto, é certamente uma prova viva do compromisso, da união e da corroboração do sector em relação ao sistema de auto-regulação desenvolvido pelo ICAP.

O novo “Código de Auto-Regulação em Matéria de Comunicação Comercial de Alimentos e Bebidas dirigida a Crianças” combina uma série de regras gerais e específicas no campo da comunicação comercial, nomeadamente relativas à responsabilidade social, saúde, segurança, identificabilidade e intervenção de personagens, promoção de vendas e marketing escolar.

Artigo publicado em Sapo Saúde em 03-05-2010. Fonte: ICAP

domingo, 2 de maio de 2010

O desporto certo para cada problema


O melhor descanso é praticar exercício e manter-se activo. Não obstante, nem todos os corpos são iguais.

Cada qual tem os seus problemas, e uns adaptam-se a alguns desportos melhor do que outros. Siga as seguintes recomendações:

Cardiopatias
A actividade mais completa é a natação, uma vez que a sua prática continuada aumenta a resistência cardiovascular até 30%.

Colesterol alto
O ténis e o futebol são excelentes queimadores de gorduras. Não convêm a pessoas com pé chato, tendinites, artroses ou problemas nos joelhos, pulsos e cotovelos.

Dores musculares e stress
O pedestrianismo é ideal para praticar ao ar livre e partilhá-lo com a família ou amigos. Caminhar melhora a capacidade aeróbica (de utilizar o oxigénio para gerar a energia que será gasta durante a actividade física), tonifica os músculos, alivia as contracções e elimina as tensões. É o exercício perfeito para pessoas sedentárias e principiantes.

Excesso de peso
Correr é um desporto indicado para emagrecer porque queima gorduras, hidratos de carbono e água. Para o praticar é importante usar sapatos cómodos e flexíveis, e correr logo de manhã ou ao fim da tarde.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da informação é da revista Prevenir.


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Petiscar aperitivos (dos bons) pode ajudar a reduzir as estatinas

De acordo com a Penn State University (EUA), apenas uma ou duas doses de pistácios por dia ajudam a decrescer o colesterol LDL (o mau) até cerca de 12%.

Os participantes do estudo que seguiram uma dieta que incluía pistácios ricos em gorduras mono insaturadas (benéficas para o coração), reduziram a concentração de colesterol LDL.

Os efeitos da redução dos lípidos também se devem a outros compostos nutritivos destes frutos secos, como o fitosterol e a fibra, indica a Dra. Penny M. Kris-Etherton e a Dra. Sarah Gebauer, autoras do estudo.

E agora o nosso conselho: substitua a sua dose diária de aperitivos ricos em hidratos de carbono (como bolachas doces ou salgadas) por pistácios, entre 30 a 60 gramas.

Uma boa alternativa, não concorda?

Artigo publicado na edição online da revista Men's Health portuguesa.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Azeitonas boas para o coração

Os seus ácidos gordos monoinsaturados ajudam a controlar o colesterol e dão energia ao organismo.

São calóricas? Sim. Mas as suas gorduras são de boa qualidade, o que faz delas um alimento muito saudável. Este fruto do qual se extrai o azeite esconde no seu interior uma grande variedade de nutrientes de alto valor biológico.

Tem um elevado conteúdo de água e as suas calorias rondam as 172 por cada 100 gramas. Por isso, deve ser ingerida em pequenas quantida­des, ou ocasionalmente, quando há excesso de peso.

A sua proporção de proteínas é pequena mas inclui quase todos os aminoácidos essenciais na quantidade certa. Há que valorizar o seu conteúdo de fibra, que chega aos 4% e é de fácil digestão. A que mais fibra contém é a azeitona preta (entre 2 e 7%), o que faz dela um excelente aperitivo que, para além disso, favorece o trânsito intestinal.

Relativamente ao seu conteúdo mineral, destaca-se o só­dio (cerca de 2,1 g), já que é o componente principal da salmoura que permite conservar as azeitonas durante longos períodos de tempo. 25 g de azeitonas (cerca de 7 unidades) contém cerca de 0,52 g de sódio, aproximadamente. No entanto, por serem ricas em sódio, as pessoas que padeçam de hipertensão arterial, insuficiência cardíaca ou retenção de líquidos devem ingeri-las com moderação ou mesmo evitá-las.

O conteúdo de ferro (sobretudo nas azeitonas pretas) e de cobre (que favorece a absorção do primeiro) encontra-se em maiores proporções do que noutros vegetais. A quantidade de zinco é aproximadamente a mesma do que a da cebola, que é o vegetal que mais o tem. Este mineral par­ticipa no crescimento, no desenvolvimento sexual, na cicatrização de feridas e na manutenção da pele, cabelo, unhas e membranas mucosas.

O seu aporte vitamínico também é importante, com especial destaque para a vitamina E, que possui um grande poder antioxidante, protegendo o organismo de processos degenerati­vos e atrasando o envelhecimento celular. Também contém vitamina A e pequenas quanti­dades do grupo B.

Quantas azeitonas por dia?

Uma quantidade adequada são 175 g por semana, o que supõe 25 g de azeitonas por dia (cerca de sete unidades), substituindo outro tipo de gordura que utilize diariamen­te (nomeadamente azeite e creme vegetal para barrar), para não aumentar a ingestão calórica. Esta quantidade deverá ser reduzida em caso de excesso de peso ou hipertensão.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Madalena Alçada Baptista. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.