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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Soja


A soja é um alimento muito completo e o único capaz de substituir por completo a carne.

Os seus elementos nutritivos têm uma excelente qualidade e a sua proteína contém todos os aminoácidos essenciais à vida humana.

Como medicamento, a soja ajuda a combater doenças do sistema nervoso, diabetes, colesterol e a osteoporose.

Deve beber-se 2 copos de leite de soja por dia.


Retirado do livro: Chaves, António J. Leal, Viva Melhor com a medicina do lar, Edições Une, 8ª Edição, 2006

domingo, 31 de agosto de 2008

11 razões para pedir uma cerveja

Na busca do equilíbrio cervejeiro, o Dr. Manuel Rocha de Melo, da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, debruçou-se sobre as propriedades nutricionais da cerveja e concluiu que contém vitaminas do complexo B, polifenóis, fibra solúvel, minerais e álcool, frequentemente esquecidos pela dieta ocidental, que exercem benefícios na prevenção de várias doenças.

Para além disso, o facto de ser pobre em lípidos e açúcares, leva-o a concluir que esta bebida pode ser, se (e apenas se) consumida de forma moderada, integrada numa dieta saudável.

Conheça ao pormenor a composição desta refrescante poção:

  1. 93% de água. Os adultos necessitam de mais de dois litros de água por dia. Comparada com outras bebidas alcoólicas, a cerveja combate melhor a sede pelo seu alto conteúdo de água, que compensa os efeitos desidratantes do álcool.
  2. Álcool (etanol) 3,4%/9%. Se for ingerido em doses moderadas, o álcool contribui para evitar a acumulação de gordura nas paredes arteriais.
  3. Hidratos de carbono 2% a 3%. Proporciona cerca de 15 g da maior fonte de energia do corpo humano.
  4. Calorias. 33 cl de uma cerveja normal contêm cerca de 150 kilocalorias (menos 60 do que um refrigerante de cola), com a vantagem acrescida de não provocar cáries. Com certeza que 9 em cada 10 dentistas lha recomendariam.
  5. Gorduras. Zero... tinha dúvidas?
  6. Magnésio (48 mg, 12% da DDR) e silício (6 mg). O consumo de cerveja associa-se a uma maior densidade mineral nos ossos, actuando como factor preventivo face à osteoporose.
  7. Potássio (190 mg, 12% da DDR). Compensa a perda excessiva deste mineral através da urina, importante na prevenção das cãibras musculares.
  8. Vitamina B12 (0,8 mcg, 48% da DDR). Produz serotonina e dopamina, as duas substâncias químicas responsáveis pela sensação de bem-estar.
  9. Vitamina B2 - Riboflavina (8% da DDR). Contribui para o crescimento da pele, do cabelo e das unhas e também actua como cicatrizante.
  10. Vitamina B5 - Ácido Panthoténico (4% da DDR). Sintetiza os lípidos e o açúcar dos alimentos. Essencial para digerir as batatas bravas.
  11. Vitamina B3 - Niacina (6 mcg, 8% da DDR). Ajuda a queimar os hidratos de carbono e as gorduras, e atrasa a formação de cabelos brancos.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto concedido pela revista Men’s Health.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A importância do Cálcio


Precisamos do calcio diariamente para proteger os nossos ossos e prevenir a osteoporose. Para além disso, o cálcio tem um importante papel na saúde cardiovascular e na nossa actividade cerebral.

É o mineral que mais abunda no nosso corpo, sobretudo nos ossos e nos dentes. Também se encontra no sangue, noutros líquidos e tecidos moles.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. Mas há mais: as espinhas dos peixes azuis de conserva, algumas hortaliças (couve, repolho, brócolos, cebolinha, espinafres, alho-francês e acelgas), as leguminosas, os frutos secos e os cereais integrais.


Qual a quantidade de que precisamos?

Os adultos devem ingerir uma média de 800 mg por dia. Mas este valor pode chegar aos 1.500 mg no caso de mulheres com mais de 45 anos, de grávidas, ou ainda de crianças em idade de crescimento.


Quais os seus benefícios para a saúde?

O mais conhecido é a sua relação com o crescimento e a boa saúde dos ossos e dos dentes. Uma ingestão adequada no início da vida auxilia a formação de um esqueleto saudável, que, por sua vez, minimiza as perdas de massa óssea na vida adulta.

Para além disso, participa em várias reacções orgânicas importantes, relacionadas com a contracção muscular, com a coagulação sanguínea, com o funcionamento do coração e com a actividade neuromuscular.


Pode-se tomar em suplemento?

Sempre que sejam prescritos por um médico, pode-se recorrer aos suplementos. O caso mais comum é o da mulher pós-menopáusica que não faz terapia hormonal de substituição. Também podem ser necessários durante a infância e na puberdade.


O que acontece se não ingerirmos o suficiente?

Em crianças e adolescentes, afecta o crescimento. Nos adultos provoca osteoporose, artrite e anemia. Também aumenta o risco de padecer de cancro e aterosclerose.


É verdade que nem sempre é assimilado?

De facto, para que seja absorvido no intestino, o cálcio depende da acção da vitamina D. Por isso, é importante combinar alimentos com cálcio com outros que incluam esta vitamina (peixes gordos, ovos e soja). Já as gorduras e a fibra dificultam a assimilação deste mineral.


Qual a sua relação com a menopausa?

Quando a mulher chega à menopausa, a assimilação de cálcio pelo organismo decresce. Por isso, o corpo recorre ao cálcio armazenado nos ossos e dentes, debilitando o sistema ósseo e provocando osteoporose.


O que acontece se o ingerirmos em excesso?

O excesso de cálcio (que é raro) produz cálculos renais, prisão de ventre e fadiga física e psíquica.



Artigo publicado em http://saúde.sapo.pt com revisão científica pela Dra. Florbela Mendes (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.