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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Falsos mitos sobre o leite fresco


O leite fresco, também conhecido como leite do dia, voltou a estar na moda. Mas ainda existem ideias erradas sobre as suas propriedades, conservação, etc.

Para que saiba com o que conta quando compra uma embalagem deste leite, deitamos por terra alguns mitos que lhe estão associados:

1) Deve ser consumido depois de fervido? FALSO!

Tal como o leite ultrapasteurizado (UHT), pode ser ingerido directamente da embalagem sem ser fervido, uma vez que foi submetido a um processo de pasteurização que elimina todas as bactérias nocivas para a saúde.
2) Não serve para cozinhar? FALSO!

A pasteurização requer uma exposição a menores temperaturas e durante menos tempo (do que a ultrapasteurização), pelo que permite preservar a maior parte das características e sabor originais do leite, o que o torna ideal para preparar pratos tradicionais como o leite creme ou o arroz doce.
3) Engorda? FALSO!

Tem a mesma matéria gorda que o leite ultrapasteurizado. O meio gordo contém cerca de 1,5 g de gordura por cada 100 g.

4) Não é recomendado para crianças e idosos. FALSO!

É ideal para ambos porque não contém conservantes nem aditivos, é 100% natural.

5) Tem de ser bebido no próprio dia. FALSO!

Uma vez aberta a embalagem, deve ser consumido dentro de dois dias. Mas alguns leites frescos já são sujeitos a um método de conservação natural (MCN) que, sem recurso a conservantes nem aditivos, através da esterilização das embalagens (em Tetrapak), permite o aumento do seu tempo de vida para cerca de uma semana.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Consumo de água e leite desnatado pode ajudar a prevenir crises de gota


Há uma nova razão para se consumir bastante água e leite desnatado: ambos podem ajudar a prevenir crises de gota, concluiu um estudos apresentado no Encontro Anual do American College of Rheumatology.

A gota é um tipo de artrite que ocorre mais em homens de meia-idade com excesso de peso, causada pela formação de cristais de ácido úrico nas articulações.

De acordo com os autores, embora a condição tenha um factor genético, não há dúvidas de que o estilo de vida pode contribuir para a doença. E nessa perspectiva, a desidratação é considerada um factor desencadeante dos ataques dolorosos.

Num dos estudos, que avaliou 535 pessoas que tinham sofrido do problema recentemente, investigadores neozelandeses observaram que o facto de os participantes terem bebido de cinco a oito copos de água nas 24 horas anteriores à pesquisa estava associado a 40% menor risco de ter uma crise de gota do que se tivessem tomado apenas um ou nenhum copo.

Em consonância com estudos anteriores, os cientistas demonstraram também que o leite desnatado pode ajudar a reduzir os riscos de gota.

Testes com 16 voluntários indicaram que a bebida reduzia em 10% os níveis de ácido úrico na urina num período de três horas, enquanto o consumo de leite de soja estava associado a um aumento nos níveis do ácido ligado às crises de gota.

Como comparação, um medicamento que trata a condição reduz os níveis da substância em 20% a 30%.

Segundo os autores, a protecção do leite seria atribuída à vitamina B13 –, que promove a remoção do ácido úrico dos rins. Porém, eles destacam ainda ser prematuro fazer recomendações sobre o consumo de água e leite contra gota.



Artigo publicado em Sapo Saúde em 22-10-2009.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O melhor para cada órgão - Músculos


Para que haja boa contracção muscular, é preciso ingerir leite, iogurte ou queijo. O relaxamento é possível com a ajuda de banana, batatas e lentilhas.

Esta leguminosa é «uma fonte proteica de origem vegetal de fácil absorção, em especial quando combinada com um cereal, como arroz integral» salienta a nutricionista Sara Fernandes.


Artigo publicado na edição de 16 de Outubro de 2009 do jornal SOL, por Maria Francisca Seabra.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Alimentos para combater as insónias


Café, chocolate ou chá preto são alimentos conhecidos por dificultarem a chegada do sono, devido às suas propriedades estimulantes. Já menos conhecidos são os alimentos que favoreçam o sono. Leite quente e infusões calmantes – como a camomila ou a tília – ajudam a induzir o sono, mas o trabalho pode ser reforçado à hora de jantar. Basta, para isso, juntar leguminosas ao prato.

De acordo com a nutricionista Alexandra Bento, a ingestão de alimentos da família do leite, as carnes e as leguminosas, como os feijões (preto, encarnado, manteiga, frade, catarino…), grão-de-bico ou ervilhas, pode evitar uma noite a contar carneirinhos. Estes alimentos contêm uma grande quantidade de triptofano, um aminoácido essencial que auxilia naturalmente o sono. Estes alimentos funcionam, desta forma, como uma espécie de “remédio caseiro” para as insónias.

Mas o seu efeito pode aumentar se forem integradas em refeições com hidratos de carbono, como as massas ou o arroz. Na verdade, esta combinação favorece os níveis de serotonina e melatonina, substâncias indutoras do sono. O sono é essencial à vida. Já diz o ditado que “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”. Porém, esta velha máxima não é seguida por 30 por cento da população portuguesa, segundo dados do Observatório Nacional da Saúde (ONSA).


Coma bem... e durma melhor

As noites “mal dormidas” podem ter os dias contados, bastando para isso que adopte uma alimentação variada e equilibrada, socorrendo-se também destes pequenos “truques”. Para conseguir uma noite tranquila, a Organização Mundial da Saúde deixa algumas recomendações:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Ter uma alimentação variada e equilibrada, considerando horários e quantidades ingeridas.

Agora, não se esqueça de garantir a inclusão de alimentos ricos em triptofano, que ajudam a relaxar, e evitar os que prejudicam o sono, como como o café ou o chá preto, ricos em cafeína ou xantina, ou outras bebidas estimulantes, como as colas ou o guaraná.

A inclusão de leguminosas numa refeição mais ligeira ao jantar é muito fácil, seja em sopas, estufados ou em saladas. Apesar de pequenas, as leguminosas têm propriedades nutritivas que podem melhorar o pesadelo das insónias e da sonolência diurna:

  • São ricos em ácido fólico, essencial para o funcionamento do sistema nervoso;
  • Têm sais minerais (magnésio, zinco, cobre, cálcio e ferro) que melhoram a duração e a qualidade do descanso;
  • Aportam vitamina B1 (tiamina) capaz de combater a ansiedade e deixar o corpo mais relaxado.


Excerto de artigo publicado em Sapo Saúde

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Terapias Naturais - Tratamento para deixar de fumar

O fumo do tabaco reduz a capacidade de oxigenação do sangue. As folhas contêm nicotina, uma substância altamente tóxica. O tabaco favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares, bronquites, úlceras no estômago e nos intestinos e perturbações do sistema nervoso, para além de ser responsável pelo cancro do pulmão, brônquios, laringe e lábio.

A dependência química é um dos maiores obstáculos para deixar de fumar, principalmente pelo efeito da nicotina. Por isso só eliminando os componentes químicos do tabaco se pode eliminar essa dependência.

O organismo consegue eliminar cerca de 70 % dos componentes químicos, como a nicotina e o alcatrão, através do suor e da urina, mas os restantes 30% ficam alojados no pulmão. O sangue quando vai buscar oxigénio aos pulmões, traz esses químicos, espalhando-os no corpo, principalmente no cérebro, criando assim a dependência.


Para eliminar as substâncias nocivas experimente o seguinte tratamento:


Ingredientes:

  • 50 gramas de agrião
  • 3 colheres de mel
  • 1 copo de leite
  • 1 gema de ovo
  • Canela em pó

Preparação:

Bater no liquidificador o agrião com o mel, o leite e a gema de ovo, ferver cerca de 5 minutos e juntar um pouco de canela em pó.


Repetir 3 vezes por semana.


Retirado do livro: Chaves, António J. Leal, Viva Melhor com a medicina do lar, Edições Une, 8ª Edição, 2006

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Combinação de alimentos - Más combinações I

A combinação de alimentos nem sempre é boa para o organismo. Esta é mais uma informação a reter do artigo da revista Sábado.


Café e Espinafres: os anti-lacticínios

Pode pensar-se que o leite beneficia o café, mas tal combinação tem efeitos contrários, pois o café anula um dos principais nutrientes do leite, o cálcio, prejudicando os ossos e os dentes. O ideal é beber o leite simples e 2 horas após ter bebido o café. Para quem tenha problemas de osteoperose, esta combinação deve ser evitada. Também os cereais integrais tornam difícil a absorção do cálcio do leite, por causa do ácido fítico.

Outro ácido prejudicial à absorção do cálcio, está presente nos espinafres, pelo que estes não deverão ser consumidos numa refeição onde já tenham estado presentes os lacticínios, nomeadamente o queijo.


O Batido é bom... mas não faz bem

As frutas são dos alimentos com maior riqueza de nutrientes. Por isso alguns nutricionistas defendem que o consumo das mesmas deve ser fora das das refeições. Segundo Humberto Barbosa, nutricionista, juntar sal com doce é o mesmo que "aproximar umfósforo de um barril de pólvora", pois parte dos sucos gástricos é requisitada para assimilação do açúcar (presente na fruta) e as proteínas (do peixe ou da carne) não são processados de forma correcta.

Por isso para além do desperdício de nutrientes podem ocorrer dificuldades digestivas, aumento do colestrol ou dos triglicéridos e aumento do peso. Tendo o leite proteínas e gordura, o batido de morango, por exemplo, é perfeitamente explosivo.


Resumo de artigo publicado no número 213 da revista Sábado de 29 de Maio de 2008, da autoria de Isabel Lacerda e com intervenções de Patrícia Almeida Nunes, dietista do Hospital de Santa Maria, Humberto Barbosa, nutricionista e Helena Coutinho, médica.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A importância do Cálcio


Precisamos do calcio diariamente para proteger os nossos ossos e prevenir a osteoporose. Para além disso, o cálcio tem um importante papel na saúde cardiovascular e na nossa actividade cerebral.

É o mineral que mais abunda no nosso corpo, sobretudo nos ossos e nos dentes. Também se encontra no sangue, noutros líquidos e tecidos moles.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. Mas há mais: as espinhas dos peixes azuis de conserva, algumas hortaliças (couve, repolho, brócolos, cebolinha, espinafres, alho-francês e acelgas), as leguminosas, os frutos secos e os cereais integrais.


Qual a quantidade de que precisamos?

Os adultos devem ingerir uma média de 800 mg por dia. Mas este valor pode chegar aos 1.500 mg no caso de mulheres com mais de 45 anos, de grávidas, ou ainda de crianças em idade de crescimento.


Quais os seus benefícios para a saúde?

O mais conhecido é a sua relação com o crescimento e a boa saúde dos ossos e dos dentes. Uma ingestão adequada no início da vida auxilia a formação de um esqueleto saudável, que, por sua vez, minimiza as perdas de massa óssea na vida adulta.

Para além disso, participa em várias reacções orgânicas importantes, relacionadas com a contracção muscular, com a coagulação sanguínea, com o funcionamento do coração e com a actividade neuromuscular.


Pode-se tomar em suplemento?

Sempre que sejam prescritos por um médico, pode-se recorrer aos suplementos. O caso mais comum é o da mulher pós-menopáusica que não faz terapia hormonal de substituição. Também podem ser necessários durante a infância e na puberdade.


O que acontece se não ingerirmos o suficiente?

Em crianças e adolescentes, afecta o crescimento. Nos adultos provoca osteoporose, artrite e anemia. Também aumenta o risco de padecer de cancro e aterosclerose.


É verdade que nem sempre é assimilado?

De facto, para que seja absorvido no intestino, o cálcio depende da acção da vitamina D. Por isso, é importante combinar alimentos com cálcio com outros que incluam esta vitamina (peixes gordos, ovos e soja). Já as gorduras e a fibra dificultam a assimilação deste mineral.


Qual a sua relação com a menopausa?

Quando a mulher chega à menopausa, a assimilação de cálcio pelo organismo decresce. Por isso, o corpo recorre ao cálcio armazenado nos ossos e dentes, debilitando o sistema ósseo e provocando osteoporose.


O que acontece se o ingerirmos em excesso?

O excesso de cálcio (que é raro) produz cálculos renais, prisão de ventre e fadiga física e psíquica.



Artigo publicado em http://saúde.sapo.pt com revisão científica pela Dra. Florbela Mendes (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Alimentos contra a Hipertensão


Hipertensão

Patologia na qual os valores de tensão arterial (força exercida pelo sangue nas paredes das artérias) são superiores a 140/90 mmHg.

Combata-a com:

  • Banana
    Têm uma grande quantidade de potássio, fundamental para o equilíbrio líquido do organismo, o que mantém a tensão arterial sob controlo. Por outro lado, uma dose elevada de potássio favorece a eliminação de sódio que consumimos, principalmente, sob a forma de sal (que exerce efeitos nocivos sobre a tensão).

  • Tomate
    O seu principal componente é o licopeno, com grande poder antioxidante. Ajuda a manter a saúde das artérias, conservando a flexibilidade que lhes permite dilatar e contrair à passagem do sangue.

  • Mexilhões
    Outra boa fonte de potássio. No entanto, se forem de lata, deve-se moderar o seu consumo, já que contêm demasiado sódio, o que faz subir a tensão arterial.

  • Leite magro
    Na maioria dos estudos epidemiológicos, foi possível observar que uma ingestão de cálcio reduzida está associada a um predomínio de hipertensão. A melhor fonte de cálcio é o leite.
    Se não gosta ou é intolerante ao leite, outra opção são os peixes pequenos que se comem com espinha (sardinhas enlatadas, por exemplo) ou suplementação especifica deste mineral. A nutricionista Magda Roma sugere: "Lave bem a casca do ovo, retire o seu conteúdo e esmague a casca do ovo até ficar em pó. Utilize-a camuflada nos pratos confeccionados ou em sopa. Não tem sabor nem odor. Esta é de todas a melhor fonte de cálcio e nós desperdiçamo-la".

  • Melão
    Contém bastante potássio mas, sobretudo, água (cerca de 80%), o que faz dele um óptimo alimento para eliminar toxinas, e favorece o fluxo sanguíneo.

  • Chocolate preto
    Investigadores da Universidade de Colónia, na Alemanha, demonstraram que a ingestão de chocolate preto provoca uma queda significativa da pressão arterial. A explicação encontra-se no poder antioxidante dos flavonóides polifenólicos que contém, mantendo as artérias saudáveis e melhorando o fluxo sanguíneo.

  • Beringela
    Tem grandes quantidades de magnésio, mineral que evita os edemas e que faz com que a tensão arterial se mantenha com os valores adequados.

  • Tâmaras secas
    Têm menos água do que as frescas, o que faz com que concentrem mais nutrientes, entre eles o potássio, fundamental para controlar o equilíbrio de água dentro e fora da célula.

Recomendações:

Modere o consumo de enchidos e fumados, pois contêm bastante sal.


Excerto de artigo publicado por Madalena Alçada Baptista, no site Saúde do Sapo, da responsabilidade da revista Prevenir. Revisão científica: Dra. Magda Roma (nutricionista)

segunda-feira, 24 de março de 2008

A Vitamina D pode retardar envelhecimento


A vitamina D pode ajudar a retardar o envelhecimento e proteger de certas doenças relacionadas com a idade, revela um estudo britânico hoje divulgado.

Uma equipa de cientistas do King´s College de Londres, que estudou 2.160 mulheres entre os 18 e 79 anos, descobriu que quem tinha menores níveis de vitamina D mostrava mais sintomas de envelhecimento biológico.

Apesar dessa constatação, os cientistas, que publicaram os seus resultados na revista «American Journal of Clinical Nutrition», mostram-se cautelosos e indicam que são necessários estudos em maior escala para confirmar a descoberta, que, a confirmar-se, teria um grande impacto no campo da saúde.

Entre os indicadores mais fiáveis da idade de uma pessoa estão os telómeros, estruturas especializadas no final dos cromossomas das chamadas células eucarióticas.

Os telómeros asseguram a estabilidade dos cromossomas e protegem os seus extremos contra a degradação e a fusão com outros cromossomas.

Com o envelhecimento, os telómeros encurtam-se progressivamente, o ADN da célula torna-se menos estável, até que finalmente morre.

As mulheres que participaram na experiência dividiram-se em três grupos segundo os seu níveis de vitamina D, e, segundo descobriram os especialistas, aquelas com os níveis mais elevados tinham telómeros mais largos, equivalentes a menos cinco anos de envelhecimento, do que as que apresentavam os níveis mais baixos dessa vitamina.

No Verão, o próprio metabolismo cria quase toda a vitamina D que necessita como reacção à luz do sol, enquanto no Inverno essa vitamina se deve sobretudo à ingestão de peixe como a cavala, o salmão e a sardinha, ou no óleo de fígado de bacalhau.

Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm vitamina D, embora em menor quantidade.

O director da equipa do King´s College, o endocrinologista Brent Richards, afirma que o estudo ajuda a explicar como é que a vitamina D tem efeitos protectores em doenças relacionadas com a idade, como as cardiovasculares e o cancro.

Segundo Tim Spector, um dos co-autores do estudo, “ainda que pareça absurdo, a mesma luz do sol que aumenta o perigo de sofrer cancro da pele pode ter um efeito benéfico no processo de envelhecimento em geral”.

Artigo publicado pelo Diário Digital / Lusa em 18-11-2007

domingo, 16 de março de 2008

Comer contra o Cancro

Há alimentos que protegem das neoplasias.

Ingerir fibras, como as que encontramos nos cereais, previne o cancro do cólon. O leite e o queijo parecem igualmente trazer benefícios. A cebola e o alho ajudam a evitar alguns tumores do estômago e do esófago. De uma maneira geral, é aconselhada a ingestão de frutas e vegetais, mas, por exemplo, estes alimentos não parecem estar relacionados com uma diminuição de risco do cancro da mama ou da próstata. A alimentação é cada vez mais chamada a explicar casos de cancro e, crescentemente, a investigação científica tem vindo a debruçar-se sobre a relação entre a dieta e a saúde.

Contudo, a tarefa dos investigadores não tem sido fácil e a relação com os alimentos também não, porque é uma associação nem sempre simples de medir e seguir, não surgindo de forma evidente. Um dos estudos mais importantes neste campo tem sido o EPIC, um projecto internacional que tem trazido grandes contributos para a conhecimento do cancro através da participação de mais de meio milhão de europeus. Fátima Carneiro, investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), que está envolvida no projecto na parte do controlo dos diagnósticos, explica que esta base de estudo "tem um valor inestimável".

O desenho de coorte - que está na base do EPIC - tem um importância capital na ciência: a ideia é seguir um conjunto populacional ao longo de vários anos, às vezes décadas, avaliando inúmeros factores, como é o caso da dieta alimentar. Ou seja, os cientistas acompanham uma população real no seu dia-a-dia. A "importância capital" do EPIC, explica a ainda a patologista do Porto, reside no facto de ter conseguido agregar mais de 500 mil pessoas - recrutadas entre 1992 e 1998 - vindas de dez países como a Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido. Portugal não tem participantes nacionais envolvidos neste projecto, que tem vindo a armazenar as amostras biológicas em Lyon (França).

Um dos estudos recentes "saídos" do projecto EPIC, financiado por uma série de instituições
europeias, é o trabalho que relaciona a ingestão de carne vermelha com o cancro de estômago e
do esófago. É já um dos artigos, publicado no International Journal of Cancer, mais citados em
todo o mundo. Muitos estudos têm falhado em encontrar ligação entre a dieta alimentar e o cancro (com sucessivos resultados e descobertas contraditórias a serem recorrentemente publicadas) porque existem diferentes tipos de neoplasias, mesmo dentro da cada órgão, e os factores de risco variam.

Por isso, uma das componentes que contribuem para a solidez do EPIC diz respeito à confirmação dos diagnósticos de cancro por análise patológica, em que Fátima Carneiro tem estado envolvida.

No que diz respeito ao cancro do estômago, os investigadores distinguiram dois tipos diferentes, consoante a sua localização: os de tipo cárdia (na zona de transição entre o estômago e o esófago) e os não-cárdia, relativos a outras zonas deste órgão digestivo. Assim, o consumo de qualquer tipo de carne, de carne vermelha e cozinhada, está significativamente associada ao cancro do estômago não-cárdia, risco significativamente agravado quando há infecção pela Helicobacter pylori (bactéria responsável pelas gastrites). Os investigadores não encontraram relação entre o tipo de cancro do estômago de tipo cárdia e uma associação positiva, mas não significativa, entre o consumo de carne e a neoplasia do esófago.
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Publicado por Elsa Costa e Silva no Diário de Notícias em 02-08-2007

terça-feira, 4 de março de 2008

Beber leite ajuda a emagrecer


Um estudo realizado na Universidade de McMaster, no Canadá, descobriu que beber leite ajuda os praticantes de exercício físico a queimar mais gorduras.

Os investigadores analisaram 56 jovens, entre os 18 e os 30 anos, separando-os em três grupos. Todos participaram num programa rigoroso de levantamento de pesos, cinco vezes por semana, durante 12 semanas.

A seguir ao exercício, os participantes de um grupo bebiam dois copos de leite, os de outro grupo bebiam uma bebida de soja com a mesma quantidade de proteínas e energia e os atletas do terceiro grupo bebiam a mesma quantidade, mas de uma bebida de carbohidratos.

Após finalizarem o programa, os investigadores comprovaram que o grupo que bebeu leite perdeu mais gordura do que os restantes. Ou seja, os participantes perderam, em média, um quilo; no caso dos que ingeriram carbohidratos perderam 500 gramas; e, no grupo dos que ingeriram bebidas de soja, não foi detectada qualquer perda de peso.

Além disso, os participantes que beberam leite registaram também um maior ganho de massa muscular em relação aos restantes.

«A perda de massa gorda, apesar de esperada, foi bem maior do que pensávamos que iria acontecer. Eu acho que as implicações práticas destes resultados são óbvios: se quer ganhar músculos e perder gordura em resultado do exercício, então beba leite», diz Stuart Phillips, responsável pelo estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition.
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Publicado por Sónia Santos Dias em http://saude.sapo.pt em 10-08-2007