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domingo, 30 de maio de 2010

Sessão de Cinesioterapia Respiratória de grupo no Jardim Amália Rodrigues em Lisboa


Dia 30 de Maio, para assinalar o Dia Mundial Sem Tabaco, a Associação Respira, em parceria com a GOLD e SPP, organiza uma sessão de Cinesioterapia Respiratória de grupo no Jardim Amália Rodrigues, em Lisboa.

A iniciativa "Respire Fundo em Lisboa" tem como objectivo sensibilizar a comunidade para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). A DPOC é causada, fundamentalmente, pelo tabagismo, mas também pela poluição ambiental que cada vez mais se faz sentir.

"Os índices de monóxido de carbono e o fumo dos carros prejudicam a nossa saúde e capacidade respiratória”, afirma Luísa Soares Branco, Presidente da Respira.

No Jardim Amália Rodrigues vai ser promovida uma sessão de reabilitação respiratória de grupo, como forma de chamar a atenção para esta patologia. Vamos poder realizar e aprender exercícios simples que ajudam a combater a fadiga e a falta de ar em esforço.

Paula Simão, pneumologista, explica que “a reabilitação respiratória é dirigida a doentes respiratórios crónicos e ensinam técnicas de relaxamento, de controlo da ventilação e da falta de ar. Este método ajuda a prevenir as crises, a reduzir os sintomas e a incapacidade de uma forma geral. Tudo isto se traduz no aumento da qualidade de vida”.

Segundo a Respira “a reabilitação respiratória é ainda subutilizada em Portugal, pois temos apenas 11 centros para 100 mil pessoas diagnosticadas e perto dos 500 mil doentes estimados. É urgente criar condições de igualdade de acesso a esta modalidade terapêutica para todos os doentes. Não podemos aceitar que só os doentes dos grandes centros urbanos tenham possibilidade de beneficiar deste acompanhamento”.

PROGRAMA:
• 11h00 Concentração no Parque Eduardo VII (Topo Norte)
• 11h30 Sessão de Cinesioterapia Respiratória de Grupo – Jardim Amália Rodrigues (Anfiteatro Panorâmico)
• 12h15 Largada de Balões

Sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica:
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica – DPOC - é uma das doenças respiratórias crónicas causadas pelo tabaco. Estima-se que em Portugal exista já meio milhão de portugueses com esta patologia, que muitos ainda desconhecem. Cerca de 80% das situações clínicas da DPOC são provocadas pelo tabaco.

A partir dos 40 anos fumadores e ex-fumadores entram no grupo de risco desta doença, na ausência de rastreio permanecerão sub diagnosticadas e sub tratados. Tosse persistente, fadiga, dificuldades em desempenhar tarefas simples e quotidianas, são sinais que devem servir de alerta.

Artigo publicado em Sapo Saúde.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tabaco mata seis pessoas por segundo

Comemorou-se ontem o "Dia Mundial do Não Fumador". Em todo o mundo, o tabaco mata seis pessoas por segundo. O dado é da Organização Mundial de Saúde, que associa o cigarro a 90% dos casos de cancro de pulmão, cuja letalidade é altíssima: mata 85% dos pacientes e apenas 15% dos casos podem ser diagnosticados precocemente.

Os dados da OMS mostram que 25% a 46% das mulheres que morrem de cancro de pulmão e 13 a 37% dos homens que morrem da mesma doença são apenas fumadores passivos.

Além do cancro de pulmão, outras doenças são causadas pelo cigarro, como cancro do colo do útero, cancro de laringe, de boca, de pâncreas, bexiga, esófago, estômago e rim.

O tabaco também está associado a ataques cardíacos e às doenças cérebro-cardiovasculares.

As pesquisas demonstram também que o fumo é a causa principal de bronquites crónicas e enfisemas pulmonares. Além disso, em mulheres grávidas, o cigarro causa partos prematuros e o nascimento de crianças com peso abaixo do normal.

Durante o seu consumo são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escape de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 48 substâncias pré-cancerígenas, como agrotóxicos e substâncias radioactivas.

Os malefícios causados pelo tabaco ao pulmão podem ser irreversíveis. E a capacidade funcional das vias aéreas diminui rapidamente – jovens com idades entre 18 e 20 que se tornaram fumadores com 14 anos já têm capacidade pulmonar equivalente à de um adulto na faixa dos 30 anos.

Com capacidade funcional diminuída, os fumadores têm pulmões mais vulneráveis a infecções e, portanto, estão sujeitos a mais constipações, gripes, bronquites, pneumonias e até tuberculose.

Quando a dependência da nicotina é alta, a sua ausência provoca sintomas físicos como dor de cabeça, enjoo, ânsia de vómito, ansiedade e irritação, mas é possível deixar de fumar. Existem produtos que oferecem pequenas doses de nicotina, livres de outros ingredientes tóxicos do tabaco. São adesivos, pastilhas e sprays nasais, que devem ser utilizados sob orientação médica.

Parar de fumar depende de uma grande dose de força de vontade. Muitos conseguem eliminar o vício, provando que é possível ficar livre dele e de todas as suas consequências para a saúde.


Artigo publicado em Sapo Saúde em 13-10-2009.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Fuma? Coma mais brócolos!


Um estudo efectuado nos Estados Unidos sugere que os brócolos podem ajudar a reduzir os danos causados nos pulmões em pacientes que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), geralmente associada ao fumo do tabaco.

A equipa de investigadores da John Hopkins School of Medicine, em Maryland (EUA), acredita que um composto produzido pelos brócolos, o sulforafano, aumenta a actividade da proteína NRF2, um potente antioxidante que protege as células dos danos causados pela DPOC.

Segundo dados do estudo, a NRF2 activa vários mecanismos que removem do organismo toxinas e poluentes que podem danificar as células pulmonares. «Aumentar a actividade da NRF2 pode levar à descoberta de tratamentos úteis para prevenir a evolução da DPOC», disse Shyam Biswal, coordenador da pesquisa.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vacina contra o tabaco

A vacina antitabaco entrou na sua fase inicial. Já foi realizado um ensaio com mais de 300 pessoas com resultados muito positivos.

Agora vai-se estender a mais participantes e espera-se que seja comercializada dentro de três ou quatro anos. De acordo com especialistas do Instituto sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos da América, esta vacina actua de forma parecida com outra para a dependência da cocaína.

Quando é injectada, reage com a nicotina, produzindo uma molécula tão grande que não deixa que a substância aditiva entre no cérebro, impedindo que o paciente tenha as sensações normalmente provocadas por esta droga.


Publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 8 de março de 2009

Como o tabaco afecta a pele

Não lhe vamos dizer que o tabaco faz mal à saúde porque partimos do princípio que já sabe e que se fuma é porque quer.

Mas vamos relembrá-la dos graves efeitos adversos que tem sobre a sua pele.

A nicotina dos cigarros estreita os vasos sanguíneos na camada superior da pele, reduzindo o seu aporte de nutrientes. Para além disso, fumar destrói o colagénio, responsável, juntamente com a elastina, por manter a pele elástica e forte.

A pele da fumadora caracteriza-se, por isso, por ter mais rugas e um aspecto amarelo-acinzentado, resultante de uma circulação deficiente. A sua epiderme precisa de uma grande quantidade de vitaminas antioxidantes.

A idade crítica

O efeito dos cigarros é cumulativo. Se fumar há pouco tempo, a capacidade de reparação da sua pele será maior, mas se já não se lembra de quando fumou o seu primeiro cigarro, basta olhar-se ao espelho e ver a quantidade de rugas que tem e o tom baço que a sua pele exibe.

Como atacar o problema

A melhor solução é despedir-se do tabaco para sempre. Tem à sua disposição inúmeros métodos para o abandonar, basta querer.

O que pode ir fazendo já, enquanto pensa em deixar de fumar, é dar à sua pele, através da alimentação, as vitaminas de que precisa para lutar contra os efeitos nefastos do tabaco. Especialmente vitaminas com efeito antioxidante como a A, a E ou a C.

Também deve aplicar cremes que incluam estas vitaminas entre os seus princípios activos e não se esquecer de usar diariamente um anti-rugas eficaz.

Artigo publicado em Sapo Mulher. Texto de Madalena Alçada Baptista. Responsabilidade editorial e científica da revista Ultimate.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Terapias Naturais - Tratamento para deixar de fumar

O fumo do tabaco reduz a capacidade de oxigenação do sangue. As folhas contêm nicotina, uma substância altamente tóxica. O tabaco favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares, bronquites, úlceras no estômago e nos intestinos e perturbações do sistema nervoso, para além de ser responsável pelo cancro do pulmão, brônquios, laringe e lábio.

A dependência química é um dos maiores obstáculos para deixar de fumar, principalmente pelo efeito da nicotina. Por isso só eliminando os componentes químicos do tabaco se pode eliminar essa dependência.

O organismo consegue eliminar cerca de 70 % dos componentes químicos, como a nicotina e o alcatrão, através do suor e da urina, mas os restantes 30% ficam alojados no pulmão. O sangue quando vai buscar oxigénio aos pulmões, traz esses químicos, espalhando-os no corpo, principalmente no cérebro, criando assim a dependência.


Para eliminar as substâncias nocivas experimente o seguinte tratamento:


Ingredientes:

  • 50 gramas de agrião
  • 3 colheres de mel
  • 1 copo de leite
  • 1 gema de ovo
  • Canela em pó

Preparação:

Bater no liquidificador o agrião com o mel, o leite e a gema de ovo, ferver cerca de 5 minutos e juntar um pouco de canela em pó.


Repetir 3 vezes por semana.


Retirado do livro: Chaves, António J. Leal, Viva Melhor com a medicina do lar, Edições Une, 8ª Edição, 2006

domingo, 4 de maio de 2008

Porquê deixar de fumar?


Quando deixar o tabaco, recuperará o paladar e o olfacto em poucos dias. Quando deixar o tabaco, voltará a ter uma respiração mais regular e natural.

Quando deixar o tabaco, passará a ter um ritmo de vida mais estável, um sono realmente revigorante.

Quando deixar o tabaco, recuperará a serenidade e um gosto pela vida que estava esquecido: o stress, a ansiedade e a irritabilidade provocados pela desabituação extinguir se ão rapidamente (existem métodos terapêuticos que podem ajudar), e as vantagens serão superiores às desvantagens.

Quando deixar o tabaco, irá gastar menos dinheiro, e até poderá fazer economias. O acto de “colocar de lado” o dinheiro que era gasto em tabaco com o intuito de realizar um determinado projecto é uma boa motivação. O aumento de peso sentido durante a desabituação estabiliza, em média, num prazo de três meses. Quando deixar de fumar, a sua pele e cabelo ganharão um aspecto mais saudável, e os seus dedos, dentes e respiração deixarão de revelar o seu vício.

Quando deixar de fumar, voltará a ganhar o seu espaço na sociedade; o aparecimento de numerosos locais para não-fumadores permite-lhe ter uma vida mais normal e saudável, ao mesmo tempo que evita a tentação permanente do tabaco. Independentemente de ser um fumador regular, ocasional, jovem ou com idade avançada, está sempre a tempo de deixar de fumar, mesmo se já tiver tentado várias vezes. Existem, actualmente, numerosos métodos eficazes. Antes ou depois da tomada de decisão, também pode ser considerada a ajuda médica ou associativa.


Para saber mais:

http://www.help-eu.com/

http://www.parar.net/


Artigo publicado no site da Help-Por uma vida sem tabaco.

domingo, 2 de março de 2008

Efeitos de deixar de fumar começam 20 minutos depois


Os efeitos de deixar de fumar começam a sentir-se logo 20 minutos depois, mas só passados 10 a 15 anos é que o risco de ter doenças do coração fica igual ao de um não fumador, segundo pneumologistas.

Os dados da Sociedade Portuguesa de Pneumologia indicam que bastam 20 minutos sem fumar para que a tensão arterial desça e que depois de 24 horas sem tabaco o risco de enfarte diminui.
Para sentir uma redução na tosse e no cansaço quem deixa de fumar tem de esperar entre um e nove meses e um pouco mais, cerca de 12 meses, para ver decrescer para metade o risco de contrair doença coronária.

Mas só 10 a 15 anos depois é que o risco de ter doenças do coração fica idêntico ao de alguém que nuca fumou. Para reduzir para um terço o risco de enfarte e de morte é necessário passar um ano e esse risco só fica equivalente a um não fumador após três ou quatro anos.

Para se alcançar uma diminuição de 50 por cento do risco de acidente vascular cerebral é necssário que passem cinco anos depois de abandonado o vício do tabaco.
Os dados referentes aos benefícios da cessação tabágica indicam ainda que só depois de 10 anos sem fumar é que se consegue diminuir o risco de cancro do pulmão, mas que, por mais tempo que passe, nunca fica igual ao de um não fumador.

Relativamente à gravidez, deixar de fumar antes da gestação permite às mulheres terem crianças com o mesmo peso de não fumadoras. Mesmo que a mulher continue a fumar até à 30ª semana, o peso do bebé será ainda assim superior aos filhos de quem fuma durante toda a gestação. São cerca de 30 por cento as mulheres que optam por deixar de fumar durante a gravidez, mas 80 por cento delas acaba por ter uma recaída depois do parto.
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Publicado no Diário Digital em 15-11-2007