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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ómega 3 diminui risco de cancro do intestino

A forma pura do ómega 3, a chamada "gordura boa", encontrada em certos tipos de peixe e óleos de nozes, reduz perigosos pólipos em pessoas propensas a cancro do intestino, informou um estudo publicado nesta quinta-feira, avançado pela France Presse e citado pelo site noticioso da Globo, o G1.

Cinquenta pacientes foram envolvidos na pesquisa, todos com mutações genéticas que incentivavam o desenvolvimento de pólipos - que crescem no intestino e podem evoluir para tumores, tornando necessárias remoções de grandes partes do intestino.

No estudo, 28 pacientes foram aleatoriamente incluídos num grupo que recebeu uma dose diária de duas gramas de uma nova e altamente pura forma de ómega 3, enquanto o outro grupo, de 27 pessoas, recebeu um placebo.

Após seis meses, o número de pólipos aumentou em cerca de 10% dos pacientes que tomaram o placebo, mas caiu 12% nos que ingeriam as cápsulas de ómega 3, totalizando uma diferença de mais de 22%. Além disso, o tamanho dos pólipos aumentou em 17% no grupo placebo, enquanto que diminuiu em 12,5% no grupo ómega 3, uma diferença de quase 30%.

Os resultados são similares aos produzidos por um fármaco chamado celecoxib, comercializado com o nome de Celebrex®, utilizado para inibir pólipos em pacientes geneticamente vulneráveis.

Entretanto, o celecoxib produziu efeitos adversos cardiovasculares em pacientes mais idosos. Já as cápsulas de ómega 3 – um dos principais é o ácido eicosapentanoico, ou EPA - foram "muito bem toleradas", disseram os médicos.

Artigo publicado em Sapo Saúde. O estudo foi publicado no British Medical Journal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O melhor para cada órgão - Cérebro


Batata, cereais integrais e carne magra, ricos em vitaminas do complexo B, «ajudam a converter a glicose em energia» para o bom funcionamento do cérebro, diz a dietista Patrícia Almeida Nunes.

Para a nutricionista e especialista em macrobiótica Sara Fernandes, as nozes também contribuem para a saúde das células cerebrais, devido ao ácido gordo essencial ómega-3.


Artigo publicado na edição de 16 de Outubro de 2009 do jornal SOL.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Óleo de peixe durante a gravidez pode reduzir as alergias na infância


De acordo com um recente estudo Sueco publicado na Acta Paediatrica, a suplementação com óleos de peixe ricos em ómega 3 durante a gravidez pode reduzir o risco de alergias alimentares e eczema em crianças.

A ocorrência de eczema e alergias alimentares foi 16 e 13% mais baixa, respectivamente, em crianças de mães que receberam suplementos de óleo de peixe durante a gravidez e primeiros meses de lactação, comparativamente ao placebo.

“Este estudo randomizado controlado por placebo e duplamente cego revela que a suplementação com ómega-3 durante a gravidez e lactação pode reduzir o risco de desenvolver sensibilização alérgica ao ovo, eczema associado à IgE e alergia alimentar durante o primeiro ano de vida”, afirmaram os investigadores da Universidade de Linkoping.

A IgE (imunoglobulina E) é o principal anticorpo associado a uma resposta alérgica. Os investigadores recrutaram 145 grávidas com alergias ou com parceiros ou outras crianças com alergias. Iniciando à 25ª semana de gravidez e continuando depois ao 3º-4º mês de lactação, as mulheres foram aleatoriamente seleccionadas para receber suplementos diários de óleo de peixe com 1,6g de EPA e 1,1g de DHA ou placebo.

Utilizando uma variedade de testes, incluindo o exame clínico, testes cutâneos de prick e testes sanguíneos para a IgE, os investigadores detectaram uma prevalência de 2% de alergias alimentares no grupo ómega-3 em comparação a 15% no grupo placebo. Mais ainda, a incidência de eczema associado à IgE foi de apenas 8% no grupo ómega-3, em relação a 24% no grupo placebo.

“Os nossos resultados sugerem que os mecanismos que levam à produção sustentada de anticorpos IgE durante os primeiros ano de vida podem ser inibidos pelos AG ómega-3 EPA e DHA”, concluíram.


Artigo publicado no site da Associação Portuguesa de Dietistas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gordura contra gordura


O peixe gordo não só é amigo do coração mas também do estômago. As gorduras ómega-3 presentes nestes peixes fazem-nos sentir saciados durante mais tempo, segundo investigadores islandeses. Neste estudo, um grupo de pessoas com uma dieta que incluía salmão, sentia-se com menos fome ao fim de duas horas do que o grupo com uma dieta sem peixe.

Os investigadores constataram que ingerir alimentos ricos em ácidos gordos ómega-3 aumenta os níveis de leptina, a hormona responsável pelo controlo da saciedade.


Artigo publicado na edição de Junho de 2009 da revista Men's Health.

domingo, 5 de abril de 2009

Óleo de peixe ajuda a tratar crianças com excesso de peso


Cientistas norte-americanos descobriram que a ingestão de óleo de peixes, rico em ómega 3, pode auxiliar no tratamento de crianças com excesso de peso.

Actualmente quase não se fala no óleo de fígado de bacalhau que foi amplamente utilizado desde o século XVIII. Contudo, um estudo da Universidade de Nevada (EUA) concluiu que a ingestão de óleo de peixes pode auxiliar no tratamento de jovens com excesso de peso.

A pesquisa avaliou o efeito do óleo com ómega 3 sobre o perfil de gorduras no sangue em crianças e adolescentes com excesso de peso, entre os 10 e os 18 anos. Todos fizeram dieta e exercícios regulares. Um grupo recebeu, além dessas orientações, doses diárias de óleo de peixe.

Aqueles que receberam o óleo de peixe melhoraram o seu perfil de gorduras no sangue de forma significativa, baixaram os níveis de triglicéridos e aumentaram o colesterol HDL (colesterol bom).

Os que não utilizaram o suplemento, e só fizeram dieta e exercício físico, melhoraram o peso, mas não os níveis de gorduras sanguíneas.

Então, o estudo conclui que a ingestão de óleos gordos, em conjunto com dieta e actividade física, ajuda no combate ao excesso de peso, pelo menos nos jovens, mais do que se eles fizerem só dieta e exercício.

Este estudo é pertinente, pois a epidemia de obesidade que atinge o mundo ocidental está a estender-se às crianças. Estimativas actuais apontam que cerca de 15% das crianças norte-americanas estão com peso acima do ideal.

O excesso de peso das crianças traduz-se por alterações nos níveis de gordura no sangue que, muitas vezes, são semelhantes às de adultos.

Se nada for feito, esses jovens terão mais riscos cardiovasculares no futuro.


Publicado em 6 de Abril em Sapo Saúde.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Não comer gorduras emagrece?

Não deve eliminar nenhum alimento da sua dieta. O corpo necessita de uma porção diária de gorduras (cerca de 25-30% do valor calórico total diário), indispensável para assimilar as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Para além disso, quando as gorduras são insuficientes, o cérebro segrega uma hormona (galanina) que aumenta a vontade de comer. Motivos mais do que suficientes para não se concentrar naquilo que come, mas sim na quantidade que come. Ou seja, pode e deve comer gordura, mas sem excessos (não se esqueça que 1 g de gordura tem cerca de 9 kcal).

Por outro lado, está demonstrado que a dieta mediterrânica, que inclui azeite e ácidos gordos ómega-3 e 6, está associada a um menor risco de obesidade. Mais uma prova de que se pode comer (determinadas) gorduras, desde que o faça com moderação.

A nutricionista Magda Roma sublinha a este propósito que «os 50g/ml de azeite (quantidade equivalente a um café curto), que pode colocar numa salada, no peixe ou legumes cozidos, têm 450 kcal, o que equivale a 1/3 das suas necessidades calóricas diárias».

É importante, contudo, ressalvar que há gorduras que não são bem-vindas à nossa mesa: os médicos recomendam reduzir ao máximo de uma dieta adelgaçante (e de qualquer regime alimentar, por motivos de saúde) as gorduras animais (saturadas), pois fazem subir o colesterol mau e, por conseguinte, o risco de padecer de doença cardiovascular.

Falamos, por exemplo, de toucinho, manteiga... enfim, basicamente todas as gorduras de origem animal, salvo os ómega-3 e 6 dos peixes gordos, que deve ingerir uma a duas vezes por semana.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Alimentos antidor

A alimentação é uma das vias para paliar os mais diversos mal-estares. Saiba o que deve consumir e as dores que pode aliviar

A dor é o sintoma mais comum e o que mais motiva os pacientes a recorrerem ao médico. Quando o nosso organismo é afectado por uma doença, lesão ou infecção, as terminações nervosas específicas da dor enviam mensagens ao cérebro para o informar dos danos através de uma série de estímulos desagradáveis.

Apesar da ciência tentar encontrar constantemente formas de atenuar a dor, esta pode ser controlada ou evitada, muitas vezes, através de algumas soluções naturais. Uma delas é a alimentação. Saiba o que deve consumir e as dores que pode aliviar:


Peixe azul

O salmão, as sardinhas e o atum em conserva são fontes ricas de ácidos ómega-3, que ajudam a reduzir a inflamação, causa frequente de dor.

Coma: três vezes por semana, reduzindo as carnes vermelhas.


Frutos vermelhos, cenouras e tomates

Estabilizam as membranas celulares, o que reduz as substâncias da dor. Também reforçam o sistema imunitário.

Coma: duas vezes ao dia, em sumo, como sobremesa ou em saladas.


Espinafres, brócolos e acelgas

As verduras de folha verde têm vitamina B, essencial para assegurar a saúde do sistema nervoso, que quando está danificado aumenta as sensações de dor.

Coma: duas vezes ao dia, ao almoço e ao jantar.


Nozes

São uma fonte de ácidos gordos essenciais ómega-3 e reduzem a produção de bradicininas, substâncias que provocam o aumento da permeabilidade capilar, queda da tensão arterial e contracção dos músculos lisos, aumentando a susceptibilidade à dor.

Coma: três nozes todos os dias são suficientes para notar benefícios.


Cereais

Ricos em vitaminas do grupo B, que fortalecem as defesas do organismo. O arroz integral e todos os cereais, em geral, possuem magnésio, que diminui a contracção muscular.

Coma: diariamente, ao pequeno-almoço ou a meio da manhã.


Peru

Graças ao seu L-triptofano, aumenta os níveis de serotonina, a hormona do bem-estar. Se não a tiver em quantidade suficiente, a dor pode afectá-la mais do que é suposto.

Coma: ao almoço, ao jantar ou ao lanche.


Infusões contra a dor


Para além de complementar as suas ementas com estes alimentos que aliviam a dor, termine as refeições com uma infusão. Existem plantas especialmente aconselhadas para acalmar incómodos, como o harpagofito. Apesar de ser um pouco amargo, demonstrou combater a dor muscular com sucesso.

O chá verde, por outro lado, graças aos seus polifenóis, tem a capacidade de reduzir a gravidade da dor. O hipericão também pode ser uma ajuda (beba 4 chávenas por dia).



Cuidado! Estes alimentos pioram a dor

Doces e pastelaria industrial e todos os produtos elaborados com farinhas refinadas, já que desencadeiam dores de cabeça, especialmente as de origem nervosa.

Leite gordo, manteiga, natas, queijo e todos os alimentos demasiado gordos, pois aumentam a produção de prostaglandinas (substância produzida em vários órgãos e tecidos), que, juntamente com as bradicininas (composto orgânico contido nas plaquetas do sangue), pioram a inflamação e a sensação de dor.

Publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Os benefícios do ... tremoço

Visto muitas vezes como um simples aperitivo raramente nos damos conta das vantagens que o tremoço pode trazer para a nossa saúde. Leguminosa da mesma família das ervilhas e das favas, o tremoço é extremamente tóxico quando é colhido da planta, ainda em grão seco.


Só depois de cozido e demolhado em água salgada se torna comestível. Já na Antiguidade era consumido por diversos povos que lhe reconheciam propriedades vantajosas sendo mesmo, para alguns deles, considerado um alimento básico.




Mais nutritivo do que o leite ou a carne, embora não os substitua, o tremoço é rico em proteínas, em vitaminas do complexo B e E, cálcio, fósforo, potássio, ferro, fibras e ácidos gordos insaturados (ómega 3 e 6). É, por isso excelente para os ossos, contribui para um bom funcionamento do trânsito intestinal, ajuda a controlar a taxa de açúcar no sangue, o colesterol e reduz o apetite. Além disso as suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes favorecem a renovação das células.


http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/nutrition/

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Alimentos contra o Colestrol, a Diabetes e a Hipertensão


Existem alimentos que fazem bem a tudo, matando três coelhos de uma cajadada só, como diz a expressão popular. Quer saber quais protegem destas três doenças ao mesmo tempo?

  • Azeite virgem
    Não se esqueça que as gorduras são imprescindíveis para que o nosso organismo funcione adequadamente, apesar dos especialistas recomendarem uma ingestão que não ultrapasse os 30% das calorias diárias.

    O truque está em privilegiar a ingestão de gorduras boas, como a que o azeite contém. Os seus ácidos gordos monoinsaturados (cerca de 80% de ácido oleico, por exemplo) não só conseguem reduzir o colesterol mau (LDL), como aumentam o bom (HDL).

    Rico em ácidos gordos ómega-3, 6 e 9, favorece a saúde do coração e do sangue. O ácido alfa-linoleico, um tipo de ácido gordo ómega-3, protege o coração. O azeite virgem é também conhecido por reduzir a pressão arterial e um estudo do ano 2000 revelou que pode ter benefícios específicos para os diabéticos tipo 2.

    Não se esqueça, contudo, que 1ml de azeite tem 9 kcal, pelo que deve ser ingerido com moderação, para não engordar (atente neste exemplo: em média, colocamos cerca de 20 ml de azeite numa salada individual, o que corresponde a 180 Kcal. Ingerindo duas saladas diárias, são 360 kcal, só em azeite...)

  • Frutas e verduras
    A elevada quantidade de fibra, vitaminas, minerais e água que contêm tornam-nas imprescindíveis na alimentação diária. A OMS recomenda a ingestão de cinco peças ou porções por dia, que podem ser combinadas como quiser e puder. Cheias de antioxidantes, preservam a saúde tanto das células sanguíneas como dos tecidos arteriais.

  • Frutos secos
    A sua acção diminui o nível de colesterol total e reduz a viscosidade sanguínea, diminuindo, assim, a formação de trombos. Esta propriedade deve-se aos seus ácidos gordos ómega-3, presentes em maior quantidade nas nozes.

    Têm um elevado conteúdo calórico, pelo que só deve ingerir de três a seis unidades por dia, dependendo do tamanho, e sem sal. Um estudo da Universidade de Harvard acrescenta que as nozes também combatem a diabetes tipo 2, já que conseguem aumentar a capacidade do organismo em utilizar insulina, regulando, desta forma, os níveis de glicose.

    Os restantes frutos secos também contêm bastante cálcio, ou seja, são grandes aliados da tensão arterial e do coração. Mas, mais uma vez, atenção às quantidades, pois apesar de conterem gorduras saudáveis, são altamente calóricos: 100 g de amêndoas são 625 kcal; 100 g de nozes são 696 Kcal.

  • Alho
    Contém alicina, com efeito anti-plaquetário, dilata os vasos sanguíneos, liquidifica o sangue, reduz o colesterol e aumenta a energia, sem acrescentar gorduras a mais.

  • Soja
    Torna a passagem dos açúcares pelo sangue mais lenta (bom para a diabetes) e reduz os níveis de colesterol. São de destacar os seus ácidos gordos: o linolénico (ómega-3) e o linoleico (ómega-6), ambos fundamentais para a saúde dos vasos sanguíneos e do coração.

  • Leguminosas
    Todas elas são excelentes fontes de proteínas de elevada qualidade biológica. Pode usá-las esporadicamente para substituir carnes vermelhas, que contêm demasiadas gorduras insaturadas (como o colesterol), o que aumenta os níveis de LDL no sangue.

    O feijão, por exemplo, pelo seu elevado conteúdo de fibra solúvel, diminui a taxa de colesterol no sangue e estabiliza os níveis de glicose. Já as lentilhas são ricas em potássio, que, juntamente com a sua escassez de sódio, as torna ideais para pessoas hipertensas.

  • Alcachofra
    Contém um composto activo amargo protector do fígado (a cinaropicrina) que reduz o colesterol no sangue (efeito lipolítico). E a cinarina aumenta a produção da bílis, melhorando o funcionamento do fígado.

  • Cereais integrais.
    Estudos recentes confirmaram que a ingestão frequente de trigo, aveia e centeio podem reduzir as doenças coronárias até 30%.

    Mas o benefício de utilizar cereais na sua versão integral é o facto de ingerir a casca do grão, o que lhe dá mais fibra e uma dose extra de vitamina E e do complexo B, e minerais como zinco, fósforo e ferro, que favorecem a qualidade do sangue e da sua circulação. A aveia, por seu lado, dificulta a absorção de colesterol por parte do intestino.


Excerto de artigo publicado por Madalena Alçada Baptista, no site Saúde do Sapo, da responsabilidade da revista Prevenir. Revisão científica: Dra. Magda Roma (nutricionista)

domingo, 13 de abril de 2008

Os Motivos para comer salmão


Os especialistas Robert Goldberg e Joel Katz, da Universidade York, em Toronto, Canadá, revelaram que suplementos de ômega-3 podem reduzir a dor decorrente de inflamações. O ômega-3 é uma gordura polisaturada abundante em peixes de águas frias e profundas, como o salmão e a sardinha.


CÓLICAS

Os especialistas analisaram 17 estudos, num método chamado meta-análise, e concluíram que os pacientes que tomaram ômega-3, em três ou quatro meses afirmaram sentir menos dor (Neste caso dores reumáticas e cólicas menstruais).

“Os pesquisadores relataram que houve um efeito analgésico importante, mas não podem afirmar ainda qual a dose eficaz. Observaram também que algumas pessoas parecem ser mais susceptíveis a esse efeito do que outras, o que estaria determinado pela predisposição genética”, diz Marco Dias Leme, nutricionista do Grupo de Dor do Hospital das Clínicas e que apresentou a novidade, em Julho, durante o II Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada, que aconteceu em São Paulo.


EFEITO ANALGÉSICO

Segundo a nutricionista Maria Izabel Lamounier de Vasconcellos, de São Pau­lo, esse é um novo foco para o auxílio do paciente com dor. “No seu processo de digestão, o ômega-3 divide-se em minúsculas substâncias, que têm uma acção anti-inflamatória sobre as células”, explica. Ela frisa no entanto, que essas substâncias podem ter um efeito ainda melhor se tivermos uma ingestão correcta de vitamina E.

“Essa vitamina, presente no azeite e nos óleos de soja e milho, entre outras fontes, ajuda a manter a membrana da célula íntegra e protege contra o estímulo da dor. É um coadjuvante, portanto, do ômega-3.”

O médico e acupunturista Marcius Luz, de São Paulo, explica que o ômega-3 concorre com outros transmissores do impulso nervoso. “Imagine três escadas rolantes, que seguem para o mesmo lugar. O que o ômega-3 faz é subir numa delas e bloquear a passagem da dor. É uma vantagem. Mas é bom entender que só isso não substitui a necessidade de medicamentos”, considera. Pelo menos, ainda não.


QUANTO INGERIR?

Embora não se saiba a quantidade diária de ômega-3 eficiente para minimizar a dor, existe a recomendação geral para que a população consuma salmão ou sardinha frescos três vezes por semana. É uma acção preventiva!


Artigo de Kátia Stringueto para a Revista Bons Fluidos publicado no site http://blogvisao.wordpress.com em 09-08-2007