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sexta-feira, 5 de março de 2010

As novas margarinas, são mesmo mais saudáveis e ligeiras?


Têm um baixo teor de gordura saturada e não contêm gorduras trans nem colesterol.

Assim são feitas as margarinas actualmente, para que desfrute do seu sabor sem acumular gordura desnecessariamente nem toxinas prejudiciais para a sua saúde.

Se é daquelas pessoas que coloca a margarina e a manteiga no mesmo saco, continue a ler. A margarina é uma gordura semi-sólida com um aspecto semelhante ao da manteiga, mas que contém bastante água. O seu ingrediente principal é a gordura de óleos vegetais (milho, girassol, soja, etc.), e o segundo, a água.

A manteiga contém 739 calorias por cada 100 g. As margarinas mais ligeiras não ultrapassam as 328. Actualmente, são mais saudáveis graças aos avanços tecnológicos que permitiram reduzir um terço da proporção de gorduras e eliminar os ácidos gordos trans (gorduras hidrogenadas), muito prejudiciais para a saúde por aumentarem o risco de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.

Como alimento, a margarina é uma excelente fonte de vitaminas A e E. Algumas delas também contêm vitaminas D e B2 ou riboflavina. As mais recentes são enriquecidas com fibra ou fitoesteróis, que ajudam a reduzir o chamado colesterol mau (LDL), e minerais como o cálcio.

Como deve guardá-la?

Para conservá-la sem que perca nem altere nenhuma das suas propriedades, guarde-a sempre no frigorífico. A temperatura ideal deve rondar os 0,5º C e deve ser conservada na embalagem até ser consumida. Uma vez aberta, convém tapar bem a embalagem para evitar que fique rançosa em contacto com o ar, dando lugar à perda de vitaminas, gorduras e ácidos gordos essenciais, para além de alterar o seu sabor, cor, textura e aroma.

Por isso, quando os especialistas recomendam a ingestão dos fitoesteróis da margarina (ou de qualquer outro produto enriquecido) para baixar os níveis de colesterol, ou enriquecer o pão do lanche com manteiga para que tenha mais vitaminas, o produto deve estar em perfeito estado de conservação. Se não, é provável que o seu benefício extra desapareça.

Margarina ou manteiga?

A manteiga é uma gordura 100% animal, rica em gorduras saturadas (más), gorduras trans e colesterol. A margarina é produzida a partir de óleos 100% vegetais, é rica em gorduras insaturadas (boas), designadamente ácido linoleico (ácido gordo essencial para o organismo), e não contém gorduras trans nem colesterol.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Madalena Alçada Baptista .

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Aumente o bom colesterol


O colesterol HDL é chamado muitas vezes de «colesterolbom», mas a verdade é que é excelente:
quanto mais alto for o valor de HDL, menor é a probabilidade de sofrer de doenças cardíacas. As estatinas (inibidores de colesterol) não são particularmente eficazes na produção de HDL, mas felizmente novas pesquisas demonstram que pode aumentar o colesterol bom comendo os seguintes alimentos:

Chocolate preto:
Num estudo recente, um grupo de voluntários que comeu 100 g de chocolate preto por dia (com 70% de cacau) durante uma semana subiu o nível de HDL em cerca de 9%. Claro que é uma dose exagerada de chocolate (contém 550 calorias), mas Paul A. Gurbel, médico no Hospital Sinai, em Baltimore, e co-autor do estudo, defende que comer uma dose menor (15 g por dia), mas por um período maior de tempo, também ajuda.

Salmão:
O nível de HDL subiu 4% em adultos que comeram 150 g de salmão por semana durante quatro semanas, de acordo com um estudo da Universidade Loma Linda, na Califórnia. Outros peixes gordos, como cavala, arenque ou sardinha, oferecem os mesmos benefícios.

Frutos silvestres:
Não precisam de ser frescos, apenas em quantidade: o nível de HDL sobe 5% quando se
ingere uma taça de frutos silvestres por dia durante oito semanas.

Ovos:
Adultos saudáveis que comeram um ovo inteiro por dia durante 12 semanas viram o seu HDL aumentar 48%,
segundo um estudo feito na Tailândia. Os ovos são ricos em lecitina, que faz aumentar o HDL


Artigo de J.G. publicado na edição de Janeiro de 2010 da revista Selecções do Reader's Digest

domingo, 17 de maio de 2009

Reduzir o Colesterol pode diminuir o risco de cancro

Um estudo recente sugere que a diminuição da taxa de colesterol pode bloquear o crescimento de cancro e tumores na próstata.

O colesterol elevado não só conduz à arteriosclerose e outras doenças cardíacas, como pode também contribuir para o crescimento e progressão do cancro. Os tumores na próstata acumulam altos níveis de colesterol e a incidência do tumor é correlacionado com uma alimentação típica do mundo ocidental e rica em gorduras e colesterol.

Para além do mais, a progressão tumoral na próstata tem sida associada a níveis séricos de colesterol. Para melhor examinar e analisar o papel do colesterol elevado no cancro da próstata, o Dr. Keith Salomon e outros colegas alimentaram ratos de laboratório com uma dieta ocidental rica em gorduras. Com esta experiência, descobriram que níveis elevados de colesterol promove o crescimento tumoral e que a Ezetimiba (medicamento Zetia TM), que bloqueia a absorção de colesterol pelo intestino, poderia impedir o aumento deste crescimento tumoral. A ezetimiba também bloqueia a angiogênese, o crescimento de novos vasos sanguíneos necessários para o crescimento do tumor. Estes novos dados sugerem que a redução dos níveis de colesterol pode reduzir o desenvolvimento de cancro da próstata, especificamente através da inibição da angiogênese tumoral.

O artigo de Solomon sugere que “a diminuição do colesterol, que pode ser facilmente conseguido farmacologicamente em humanos, pode reduzir a angiogênese, o que por sua vez vai resultar em tumores menos agressivos. “A diminuição dos níveis de colesterol através da alimentação, exercício ou uso controlado de medicamentos redutores de colesterol provoca grandes, e já muito conhecidas, vantagens para os pacientes – no futuro, poderemos acrescentar a inibição do risco de cancro da próstata a esta lista de benefícios”, afirma Solomon. “Estamos no processo de trabalhar com clínicos que vão traduzir estas descobertas em potenciais estudos em humanos. Se pudermos demonstrar e comprovar os efeitos registados nos nossos estudos pré-clínicos em pacientes humanos, poderemos salvar vidas”, acrescentou o Dr. Michael Freeman, autor sénior do estudo.

Artigo publicado no site Alimentação Saudável. Fonte: Science Daily

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Os milagres do cacau: benefícios comprovados


Embora sendo um alimento calórico, a ingestão de chocolate preto pode trazer muitos benefícios.

É o que nos afirma um estudo da Universidade de L'Alquila, em Itália. O estudo teve por base 15 pessoas que ingeriram 100 gramas de chocolate preto por dia, durante duas semanas.

No final, estes voluntários revelaram uma descida da tensão arterial, assim como uma maior capacidade do corpo em metabolizar o açúcar, um problema para os diabéticos.

Esta investigação, publicada no American Journal of Clinical Nutrition, avançou que o principal responsável por estes benefícios é o flavonol, um antioxidante que neutraliza os radicais livres.


Tem bons nutrientes

O chocolate puro contém menos gordura, grande quantidade de magnésio (essencial para a libertação de energia para as células), ferro (essencial para a produção de glóbulos vermelhos), niacina (também envolvida na libertação de energia para as células) e menor valor calórico que o chocolate de leite e branco.

O chocolate branco contém maior quantidade de cálcio, zinco, caroteno e vitamina B2 do que o puro.

Reduz o colesterol

Um estudo norte-americano apresentado na Sociedade Química dos EUA alega que o chocolate contém polifenol, um composto que impede a formação do mau colesterol (LDL), ajudando assim na prevenção do colesterol, doenças cardíacas e cancro.

Deixa-o feliz

A feniletilamina, uma substância natural produzida pelo cérebro humano cuja produção aumenta quando a pessoa está apaixonada, pode ser encontrada na semente do cacau.

Sendo considerado um antidepressivo natural, quando consumido exageradamente pode levar a alterações de humor, passando da euforia inicial para a carência do organismo desse alimento.

Aumenta o orgasmo

Trudy Barber, da Universidade de Canterbury, em Inglaterra, avançou que no futuro vão ser lançados no mercado chocolates que ajudam a potenciar a sensação de orgasmo em homens e mulheres.

A promessa foi lançada durante a Conferência da Federação Europeia de Sexologia em Brighton, segundo a qual, basta aumentar a quantidade de feniletilamina, produzida pelo organismo durante as relações sexuais.

Torna os bebés alegres

Um estudo finlandês da Universidade de Helsínquia acompanhou um grupo de grávidas que comia chocolate diariamente durante a gestação. No final, foi registado um impacto positivo no comportamento do bebé e nas futuras mães.

Seis meses depois do parto, as mulheres apresentavam ainda reacções mais positivas como rir e divertir-se com os filhos.

O estudo, publicado na revista New Scientist, refere ainda que os bebés das mães consumidoras de chocolate revelaram menos medo perante situações novas.

Combate cardiopatias

O chocolate amargo melhora o funcionamento dos vasos sanguíneos, conforme um estudo da Universidade da Califórnia.

A investigação, publicada no Journal of the American College Nutrition, teve por base o estudo dos flavonóides, substâncias com propriedades antioxidantes.

Para Mary Engler, responsável pelo estudo, foram verificadas melhoras na função endotelial, ou seja a capacidade da artéria se dilatar, o que traduz um menor risco de doenças cardíacas.

Acaba com a tosse

A teobromina, uma substância presente no chocolate, pode diminuir ataques persistentes de tosse, conforme um dos autores do estudo publicado na revista Faseb, Peter Barnes, da Universidade Imperial College, de Londres.

A teobromina funciona através da inibição da actividade do nervo vago, localizado no crânio, responsável pelos ataques de tosse.

Os cientistas acreditam mesmo que a teobromina é um terço mais eficaz do que a codeína, a substância mais usada para travar a tosse, além de que causaria menos efeitos secundários.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto concedido pela revista Men’s Health.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Soja


A soja é um alimento muito completo e o único capaz de substituir por completo a carne.

Os seus elementos nutritivos têm uma excelente qualidade e a sua proteína contém todos os aminoácidos essenciais à vida humana.

Como medicamento, a soja ajuda a combater doenças do sistema nervoso, diabetes, colesterol e a osteoporose.

Deve beber-se 2 copos de leite de soja por dia.


Retirado do livro: Chaves, António J. Leal, Viva Melhor com a medicina do lar, Edições Une, 8ª Edição, 2006

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Alimentos contra o Colestrol, a Diabetes e a Hipertensão


Existem alimentos que fazem bem a tudo, matando três coelhos de uma cajadada só, como diz a expressão popular. Quer saber quais protegem destas três doenças ao mesmo tempo?

  • Azeite virgem
    Não se esqueça que as gorduras são imprescindíveis para que o nosso organismo funcione adequadamente, apesar dos especialistas recomendarem uma ingestão que não ultrapasse os 30% das calorias diárias.

    O truque está em privilegiar a ingestão de gorduras boas, como a que o azeite contém. Os seus ácidos gordos monoinsaturados (cerca de 80% de ácido oleico, por exemplo) não só conseguem reduzir o colesterol mau (LDL), como aumentam o bom (HDL).

    Rico em ácidos gordos ómega-3, 6 e 9, favorece a saúde do coração e do sangue. O ácido alfa-linoleico, um tipo de ácido gordo ómega-3, protege o coração. O azeite virgem é também conhecido por reduzir a pressão arterial e um estudo do ano 2000 revelou que pode ter benefícios específicos para os diabéticos tipo 2.

    Não se esqueça, contudo, que 1ml de azeite tem 9 kcal, pelo que deve ser ingerido com moderação, para não engordar (atente neste exemplo: em média, colocamos cerca de 20 ml de azeite numa salada individual, o que corresponde a 180 Kcal. Ingerindo duas saladas diárias, são 360 kcal, só em azeite...)

  • Frutas e verduras
    A elevada quantidade de fibra, vitaminas, minerais e água que contêm tornam-nas imprescindíveis na alimentação diária. A OMS recomenda a ingestão de cinco peças ou porções por dia, que podem ser combinadas como quiser e puder. Cheias de antioxidantes, preservam a saúde tanto das células sanguíneas como dos tecidos arteriais.

  • Frutos secos
    A sua acção diminui o nível de colesterol total e reduz a viscosidade sanguínea, diminuindo, assim, a formação de trombos. Esta propriedade deve-se aos seus ácidos gordos ómega-3, presentes em maior quantidade nas nozes.

    Têm um elevado conteúdo calórico, pelo que só deve ingerir de três a seis unidades por dia, dependendo do tamanho, e sem sal. Um estudo da Universidade de Harvard acrescenta que as nozes também combatem a diabetes tipo 2, já que conseguem aumentar a capacidade do organismo em utilizar insulina, regulando, desta forma, os níveis de glicose.

    Os restantes frutos secos também contêm bastante cálcio, ou seja, são grandes aliados da tensão arterial e do coração. Mas, mais uma vez, atenção às quantidades, pois apesar de conterem gorduras saudáveis, são altamente calóricos: 100 g de amêndoas são 625 kcal; 100 g de nozes são 696 Kcal.

  • Alho
    Contém alicina, com efeito anti-plaquetário, dilata os vasos sanguíneos, liquidifica o sangue, reduz o colesterol e aumenta a energia, sem acrescentar gorduras a mais.

  • Soja
    Torna a passagem dos açúcares pelo sangue mais lenta (bom para a diabetes) e reduz os níveis de colesterol. São de destacar os seus ácidos gordos: o linolénico (ómega-3) e o linoleico (ómega-6), ambos fundamentais para a saúde dos vasos sanguíneos e do coração.

  • Leguminosas
    Todas elas são excelentes fontes de proteínas de elevada qualidade biológica. Pode usá-las esporadicamente para substituir carnes vermelhas, que contêm demasiadas gorduras insaturadas (como o colesterol), o que aumenta os níveis de LDL no sangue.

    O feijão, por exemplo, pelo seu elevado conteúdo de fibra solúvel, diminui a taxa de colesterol no sangue e estabiliza os níveis de glicose. Já as lentilhas são ricas em potássio, que, juntamente com a sua escassez de sódio, as torna ideais para pessoas hipertensas.

  • Alcachofra
    Contém um composto activo amargo protector do fígado (a cinaropicrina) que reduz o colesterol no sangue (efeito lipolítico). E a cinarina aumenta a produção da bílis, melhorando o funcionamento do fígado.

  • Cereais integrais.
    Estudos recentes confirmaram que a ingestão frequente de trigo, aveia e centeio podem reduzir as doenças coronárias até 30%.

    Mas o benefício de utilizar cereais na sua versão integral é o facto de ingerir a casca do grão, o que lhe dá mais fibra e uma dose extra de vitamina E e do complexo B, e minerais como zinco, fósforo e ferro, que favorecem a qualidade do sangue e da sua circulação. A aveia, por seu lado, dificulta a absorção de colesterol por parte do intestino.


Excerto de artigo publicado por Madalena Alçada Baptista, no site Saúde do Sapo, da responsabilidade da revista Prevenir. Revisão científica: Dra. Magda Roma (nutricionista)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Alimentos contra o Colestrol

O Colesterol alto

A hipercolesterolemia é diagnosticada quando os níveis de colesterol total superam os 200 mg/dl. O mesmo também acontece quando os níveis de LDL (colesterol mau) são superiores a 130 mg/dl ou os de HDL (bom colesterol) inferiores a 35 mg/dl, no homem, e 40 mg/dl na mulher.

Alimentos que ajudam a combater o colestrol alto:
  • Arroz
    Um estudo da Universidade de Rochester revelou que o nível de colesterol LDL diminui até 62% com a ingestão de tocotrienol, uma forma de vitamina E presente na casca do grão de arroz. Trata-se de um poderoso antioxidante, cada vez mais estudado, devido a este espectacular efeito sobre os lípidos de alta densidade (LDL).

  • Cebola
    A elevada quantidade de aliína que contém facilita a circulação do fluxo sanguíneo, evitando a formação de placas de colesterol nas artérias.

  • Maçã
    Contém metionina, um aminoácido essencial que participa no metabolismo das gorduras, regulando os níveis de colesterol no sangue.

  • Mirtilos (Arando ou Uva-do-monte)
    As suas antocianinas previnem a oxidação do colesterol e liquidificam o sangue, prevenindo as placas de ateroma (lesão nas artérias provocadas pelo depósito de colesterol).

  • Peixes azuis (atum, sardinha, truta, salmão, arenque, cavala, enguia)
    Os organismos internacionais de Nutrição recomendam a ingestão de 1 a 1,5 g por dia de ácidos gordos ómega-3, o que equivale a cerca de três porções de peixe azul por semana. Estes ácidos gordos têm especial importância na inibição plaquetária, ou seja, são bons aliados da saúde das artérias.

  • Abacate
    Tem fama de ser muito calórico (e, de facto, é, apesar das suas gorduras serem saudáveis), mas ingerido com moderação é um bom regulador do colesterol, graças às suas gorduras insaturadas.

  • Iogurte com prebióticos
    Os prebióticos em geral diminuem o pH do aparelho digestivo. Tal acontece devido aos ácidos gordos da cadeia curta que contêm. Segundo investigações recentes, um deles, o propiónico, participa activamente na inibição da síntese de colesterol no fígado.

  • Citrinos e Kiwi
    Estas frutas, ricas em vitamina C e E (fabulosos antioxidantes), evitam a formação de trombos (coágulo sanguíneo no interior de um vaso), uma vez que contrariam a oxidação do LDL (mau colesterol), responsável pela formação de ateromas e impedem a captação de colesterol por parte dos vasos sanguíneos.

  • Fibras
    As fibras beneficiam o nosso organismo de diversas formas, uma delas é no momento da absorção dos nutrientes: as fibras são consideradas como esponjas e absorvem para o seu interior as gorduras alimentares, prevenindo a absorção de gorduras para a nossa corrente sanguínea.

Recomendações:

Modere a ingestão de excitantes como o café e o chá preto, que aceleram a circulação sanguínea podendo levar à formação de ateroma (placa de gordura nos vasos sanguíneos que leva ao bloqueio da circulação sanguínea, provocando doenças cardiovasculares).

E reduza a ingestão de carnes gordas, enchidos, fumados, molhos e fritos. Atenção a estes elementos da nossa alimentação pois são superpoderosos no aumento do colesterol LDL.


Excerto de artigo publicado por Madalena Alçada Baptista, no site Saúde do Sapo, da responsabilidade da revista Prevenir. Revisão científica: Dra. Magda Roma (nutricionista)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A cafeína protege o cérebro

A cafeína pode proteger o cérebro contra problemas neurológicos, causados por dietas ricas em colesterol, e prevenir doenças como Alzheimer, segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Neuroinflammation

Segundo a pesquisa, a cafeína reforça a barreira sanguínea do cérebro – estrutura que protege o sistema nervoso central contra substâncias químicas presentes no sangue. Estudos anteriores tinham mostrado que um nível alto de colesterol no sangue prejudica o isolamento da barreira, o que, segundo especialistas em Alzheimer, torna o cérebro mais vulnerável a danos que podem causar ou estimular a doença.

A equipa de investigação da Universidade de Dakota do Norte, EUA, alimentou coelhos com uma dieta rica em colesterol e dividiu os animais em dois grupos – um recebeu o equivalente a um café por dia e o outro não recebeu nenhuma dose de cafeína. Após 12 semanas, os investigadores realizaram vários exames aos coelhos e identificaram que a barreira sanguínea dos que ingeriram cafeína estava menos danificada pelo colesterol do que a do segundo grupo.

Segundo Jonathan Geiger, coordenador da investigação, os resultados ajudaram a explicar que o colesterol é um factor de risco para a doença de Alzheimer e como a cafeína pode ser usada no seu tratamento. "A cafeína parece bloquear os efeitos prejudiciais do colesterol que prejudicam o isolamento da barreira sanguínea" , disse. "É substância segura e disponível e sua habilidade de estabilizar a barreira sanguínea no cérebro significa que pode ter um papel importante no tratamento de problemas neurológicos", concluiu o pesquisador.

De acordo com a coordenadora de pesquisa da organização britânica Alzheimer Disease Society, Susanne Sorensen, o estudo traz informações importantes sobre os benefícios da cafeína na prevenção da doença. "Esta é a melhor prova de que uma quantidade de cafeína equivalente a um café por dia pode proteger o cérebro contra o colesterol" , afirmou Sorensen.

Apesar disso, Sorensen afirma que são necessárias mais pesquisas para avaliar se benefício do impacto da ingestão de cafeína também pode ser observado em humanos.


Artigo publicado na edição online do jornal Sol.