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domingo, 16 de maio de 2010

Anticoagulantes e folhas verdes - Qual a relação entre eles

A ingestão elevada de verduras de folha verde pode interferir com certos medicamentos usados para regular a coagulação sanguínea.

De acordo com a Fundação Eroski (empresa de distribuição alimentar espanhola), são os alimentos que concentram maior quantidade de filoquinona, a principal fonte de vitamina K, que ajuda a evitar perdas de sangue e a travar hemorragias, quando ingerida adequadamente.

Se estiver a tomar algum tipo de anticoagulante, para prevenir que ocorra algum problema cardíaco ou vascular, evite o seu consumo abundante (em saladas e ao jantar, por exemplo). Tenha atenção à ingestão das verduras com maior grau de incompatibilidade, nomeadamente espinafres, acelgas, alface, couve, brócolos e couve-de-bruxelas.

Temperar ou cozinhar os alimentos com óleo de soja ou azeite também aumenta a quantidade de vitamina K nas refeições, pelo que deve limitar a sua ingestão e perguntar ao seu médico quais as doses recomendadas no seu caso específico.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Alimentos para combater as insónias


Café, chocolate ou chá preto são alimentos conhecidos por dificultarem a chegada do sono, devido às suas propriedades estimulantes. Já menos conhecidos são os alimentos que favoreçam o sono. Leite quente e infusões calmantes – como a camomila ou a tília – ajudam a induzir o sono, mas o trabalho pode ser reforçado à hora de jantar. Basta, para isso, juntar leguminosas ao prato.

De acordo com a nutricionista Alexandra Bento, a ingestão de alimentos da família do leite, as carnes e as leguminosas, como os feijões (preto, encarnado, manteiga, frade, catarino…), grão-de-bico ou ervilhas, pode evitar uma noite a contar carneirinhos. Estes alimentos contêm uma grande quantidade de triptofano, um aminoácido essencial que auxilia naturalmente o sono. Estes alimentos funcionam, desta forma, como uma espécie de “remédio caseiro” para as insónias.

Mas o seu efeito pode aumentar se forem integradas em refeições com hidratos de carbono, como as massas ou o arroz. Na verdade, esta combinação favorece os níveis de serotonina e melatonina, substâncias indutoras do sono. O sono é essencial à vida. Já diz o ditado que “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”. Porém, esta velha máxima não é seguida por 30 por cento da população portuguesa, segundo dados do Observatório Nacional da Saúde (ONSA).


Coma bem... e durma melhor

As noites “mal dormidas” podem ter os dias contados, bastando para isso que adopte uma alimentação variada e equilibrada, socorrendo-se também destes pequenos “truques”. Para conseguir uma noite tranquila, a Organização Mundial da Saúde deixa algumas recomendações:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Ter uma alimentação variada e equilibrada, considerando horários e quantidades ingeridas.

Agora, não se esqueça de garantir a inclusão de alimentos ricos em triptofano, que ajudam a relaxar, e evitar os que prejudicam o sono, como como o café ou o chá preto, ricos em cafeína ou xantina, ou outras bebidas estimulantes, como as colas ou o guaraná.

A inclusão de leguminosas numa refeição mais ligeira ao jantar é muito fácil, seja em sopas, estufados ou em saladas. Apesar de pequenas, as leguminosas têm propriedades nutritivas que podem melhorar o pesadelo das insónias e da sonolência diurna:

  • São ricos em ácido fólico, essencial para o funcionamento do sistema nervoso;
  • Têm sais minerais (magnésio, zinco, cobre, cálcio e ferro) que melhoram a duração e a qualidade do descanso;
  • Aportam vitamina B1 (tiamina) capaz de combater a ansiedade e deixar o corpo mais relaxado.


Excerto de artigo publicado em Sapo Saúde

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Salada fresca de legumes e maçã

Leve, fresca, nutritiva e muito saborosa


Porque uma alimentação saudável é sinónimo de bem-estar e de uma qualidade de vida maior, a Clínica Metabólica e a Prevenir trazem até as melhores receitas para um processo de controlo de peso eficaz. Revistas e aprovadas por especialistas credenciados, estas garantem-lhe os melhores resultados. Corra já para a cozinha e... bom apetite!

Ingredientes
(para 4 pessoas)

2 maçãs golden
2 pepinos pequenos
1 cenoura
1 iogurte natural magro
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de mostarda
30g de amêndoas
sal e pimenta q.b.

Preparação

  1. Descasque as maçãs, parta-as em quatro, retire os caroços e corte em fatias finas. Lave e corte os pepinos em rodelas finas. Descasque a cenoura e as batatas e coza num tacho, em água temperada de sal.
  2. Corte a cenoura em triângulos pequenos e as batatas em pequenos cubos e misture os frutos e os legumes numa saladeira.
  3. À parte, misture o iogurte natural com o azeite e a mostarda. Tempere com o sal e pimenta e deite sobre o preparado de fruta e legumes. Tape com película aderente e reserve no frigorífico até à altura de servir.
  4. No momento de levar à mesa, polvilhe com as amêndoas torradas em palitos e sirva.

Artigo publicado no site http://saude.sapo.pt. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A importância do Cálcio


Precisamos do calcio diariamente para proteger os nossos ossos e prevenir a osteoporose. Para além disso, o cálcio tem um importante papel na saúde cardiovascular e na nossa actividade cerebral.

É o mineral que mais abunda no nosso corpo, sobretudo nos ossos e nos dentes. Também se encontra no sangue, noutros líquidos e tecidos moles.

O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio. Mas há mais: as espinhas dos peixes azuis de conserva, algumas hortaliças (couve, repolho, brócolos, cebolinha, espinafres, alho-francês e acelgas), as leguminosas, os frutos secos e os cereais integrais.


Qual a quantidade de que precisamos?

Os adultos devem ingerir uma média de 800 mg por dia. Mas este valor pode chegar aos 1.500 mg no caso de mulheres com mais de 45 anos, de grávidas, ou ainda de crianças em idade de crescimento.


Quais os seus benefícios para a saúde?

O mais conhecido é a sua relação com o crescimento e a boa saúde dos ossos e dos dentes. Uma ingestão adequada no início da vida auxilia a formação de um esqueleto saudável, que, por sua vez, minimiza as perdas de massa óssea na vida adulta.

Para além disso, participa em várias reacções orgânicas importantes, relacionadas com a contracção muscular, com a coagulação sanguínea, com o funcionamento do coração e com a actividade neuromuscular.


Pode-se tomar em suplemento?

Sempre que sejam prescritos por um médico, pode-se recorrer aos suplementos. O caso mais comum é o da mulher pós-menopáusica que não faz terapia hormonal de substituição. Também podem ser necessários durante a infância e na puberdade.


O que acontece se não ingerirmos o suficiente?

Em crianças e adolescentes, afecta o crescimento. Nos adultos provoca osteoporose, artrite e anemia. Também aumenta o risco de padecer de cancro e aterosclerose.


É verdade que nem sempre é assimilado?

De facto, para que seja absorvido no intestino, o cálcio depende da acção da vitamina D. Por isso, é importante combinar alimentos com cálcio com outros que incluam esta vitamina (peixes gordos, ovos e soja). Já as gorduras e a fibra dificultam a assimilação deste mineral.


Qual a sua relação com a menopausa?

Quando a mulher chega à menopausa, a assimilação de cálcio pelo organismo decresce. Por isso, o corpo recorre ao cálcio armazenado nos ossos e dentes, debilitando o sistema ósseo e provocando osteoporose.


O que acontece se o ingerirmos em excesso?

O excesso de cálcio (que é raro) produz cálculos renais, prisão de ventre e fadiga física e psíquica.



Artigo publicado em http://saúde.sapo.pt com revisão científica pela Dra. Florbela Mendes (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Alimentos contra o Colestrol, a Diabetes e a Hipertensão


Existem alimentos que fazem bem a tudo, matando três coelhos de uma cajadada só, como diz a expressão popular. Quer saber quais protegem destas três doenças ao mesmo tempo?

  • Azeite virgem
    Não se esqueça que as gorduras são imprescindíveis para que o nosso organismo funcione adequadamente, apesar dos especialistas recomendarem uma ingestão que não ultrapasse os 30% das calorias diárias.

    O truque está em privilegiar a ingestão de gorduras boas, como a que o azeite contém. Os seus ácidos gordos monoinsaturados (cerca de 80% de ácido oleico, por exemplo) não só conseguem reduzir o colesterol mau (LDL), como aumentam o bom (HDL).

    Rico em ácidos gordos ómega-3, 6 e 9, favorece a saúde do coração e do sangue. O ácido alfa-linoleico, um tipo de ácido gordo ómega-3, protege o coração. O azeite virgem é também conhecido por reduzir a pressão arterial e um estudo do ano 2000 revelou que pode ter benefícios específicos para os diabéticos tipo 2.

    Não se esqueça, contudo, que 1ml de azeite tem 9 kcal, pelo que deve ser ingerido com moderação, para não engordar (atente neste exemplo: em média, colocamos cerca de 20 ml de azeite numa salada individual, o que corresponde a 180 Kcal. Ingerindo duas saladas diárias, são 360 kcal, só em azeite...)

  • Frutas e verduras
    A elevada quantidade de fibra, vitaminas, minerais e água que contêm tornam-nas imprescindíveis na alimentação diária. A OMS recomenda a ingestão de cinco peças ou porções por dia, que podem ser combinadas como quiser e puder. Cheias de antioxidantes, preservam a saúde tanto das células sanguíneas como dos tecidos arteriais.

  • Frutos secos
    A sua acção diminui o nível de colesterol total e reduz a viscosidade sanguínea, diminuindo, assim, a formação de trombos. Esta propriedade deve-se aos seus ácidos gordos ómega-3, presentes em maior quantidade nas nozes.

    Têm um elevado conteúdo calórico, pelo que só deve ingerir de três a seis unidades por dia, dependendo do tamanho, e sem sal. Um estudo da Universidade de Harvard acrescenta que as nozes também combatem a diabetes tipo 2, já que conseguem aumentar a capacidade do organismo em utilizar insulina, regulando, desta forma, os níveis de glicose.

    Os restantes frutos secos também contêm bastante cálcio, ou seja, são grandes aliados da tensão arterial e do coração. Mas, mais uma vez, atenção às quantidades, pois apesar de conterem gorduras saudáveis, são altamente calóricos: 100 g de amêndoas são 625 kcal; 100 g de nozes são 696 Kcal.

  • Alho
    Contém alicina, com efeito anti-plaquetário, dilata os vasos sanguíneos, liquidifica o sangue, reduz o colesterol e aumenta a energia, sem acrescentar gorduras a mais.

  • Soja
    Torna a passagem dos açúcares pelo sangue mais lenta (bom para a diabetes) e reduz os níveis de colesterol. São de destacar os seus ácidos gordos: o linolénico (ómega-3) e o linoleico (ómega-6), ambos fundamentais para a saúde dos vasos sanguíneos e do coração.

  • Leguminosas
    Todas elas são excelentes fontes de proteínas de elevada qualidade biológica. Pode usá-las esporadicamente para substituir carnes vermelhas, que contêm demasiadas gorduras insaturadas (como o colesterol), o que aumenta os níveis de LDL no sangue.

    O feijão, por exemplo, pelo seu elevado conteúdo de fibra solúvel, diminui a taxa de colesterol no sangue e estabiliza os níveis de glicose. Já as lentilhas são ricas em potássio, que, juntamente com a sua escassez de sódio, as torna ideais para pessoas hipertensas.

  • Alcachofra
    Contém um composto activo amargo protector do fígado (a cinaropicrina) que reduz o colesterol no sangue (efeito lipolítico). E a cinarina aumenta a produção da bílis, melhorando o funcionamento do fígado.

  • Cereais integrais.
    Estudos recentes confirmaram que a ingestão frequente de trigo, aveia e centeio podem reduzir as doenças coronárias até 30%.

    Mas o benefício de utilizar cereais na sua versão integral é o facto de ingerir a casca do grão, o que lhe dá mais fibra e uma dose extra de vitamina E e do complexo B, e minerais como zinco, fósforo e ferro, que favorecem a qualidade do sangue e da sua circulação. A aveia, por seu lado, dificulta a absorção de colesterol por parte do intestino.


Excerto de artigo publicado por Madalena Alçada Baptista, no site Saúde do Sapo, da responsabilidade da revista Prevenir. Revisão científica: Dra. Magda Roma (nutricionista)