Mostrar mensagens com a etiqueta Cancro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cancro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mulheres são quem mais procura Linha de Apoio ao cancro


A Linha de Apoio à Pessoa com Cancro recebe uma média de 220 telefonemas por mês. As mulheres são quem mais procura ajuda e o cancro da mama é o que suscita maiores dúvidas, segundo a Liga Contra o Cancro.

Desde que foi criada, em Setembro de 2007, a Linha já recebeu 7.135 chamadas, a maioria proveniente de Lisboa (43%) e do Porto (18%), adiantam dados referentes a 31 de Maio. «São cada vez mais os doentes que procuram a Linha Cancro como forma de apoio à informação e de apoio emocional profissional», afirma o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Carlos Oliveira.

A equipa «especializada procura encaminhar a pessoa com doença oncológica e, sobretudo, tranquilizá-la e motivá-la para uma maior qualidade de vida», assegura Carlos Oliveira.

A grande maioria dos interlocutores do número 808 255 255 da Liga Portuguesa Contra o Cancro são mulheres: 73%. Trinta e cinco por cento das pessoas que recorrem a este serviço procura informação sobre a doença, 20% quer saber mais sobre os direitos gerais das pessoas com cancro, 17% sobre os direitos legais e 11% procura apoio emocional.

Os doentes são os principais utilizadores deste serviço (60%) e os familiares ou amigos constituem os restantes 40%. A população conhece os serviços da Linha Cancro através dos centros hospitalares (41%) e da Internet (23%).

Quem não queira telefonar, pode pedir ajuda através de correio electrónico (linhacancro@ligacontracancro.pt ), um serviço criado pela Linha de Apoio à Pessoa com Cancro há um ano. A Linha Cancro tem como principais objectivos educar, informar, esclarecer, orientar, sensibilizar e acompanhar a pessoa com doença oncológica.

O apoio prestado centra-se em quatro áreas de intervenção: apoio social, emocional, esclarecimentos sobre a legislação e os direitos da pessoa com doença oncológica, além de informações sobre a doença e o seu respectivo tratamento.

Em Portugal, o cancro mata anualmente 23 mil pessoas, é a primeira causa de morte até aos 75 anos e, em termos globais, a segunda causa de morte, a seguir às doenças do aparelho circulatório.
Artigo publicado em Sapo Saúde em 06-2010. Fonte: Diário Digital / Lusa

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Come muitas batatas fritas?


Cuidado com as acrilamidas! Elas aumentam o risco de desenvolver cancro do útero e dos ovários

As mulheres que comem batatas fritas todos os dias, industrializadas ou não, correm o dobro do risco de virem a desenvolver cancro do útero e dos ovários, conclui um estudo realizado na Universidade de Maastricht, na Holanda. Os cientistas atribuem os riscos à acrilamida, uma substância química produzida por certos alimentos quando são fritos, grelhados, ou assados.

Os pesquisadores entrevistaram 120 mil pessoas sobre os seus hábitos alimentares e concluíram que as mulheres que ingerem mais acrilamidas sofrem maior risco, segundo o estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention”. Contudo, especialistas britânicos acreditam que poderão estar envolvidos outros factores, pelo que pedem às mulheres que não entrem em pânico.

Alguns testes de laboratório realizados há já cinco anos mostraram que existe um perigo potencial, mas este estudo é o primeiro a encontrar uma ligação entre as acrilamidas presentes na dieta e o risco de cancro. Os alimentos que tenham ganho cor ou tenham queimado durante a confecção têm muito mais hipóteses de conterem acrilamidas. Porém, os especialistas em alimentos também afirmam que é praticamente impossível eliminar totalmente as acrilamidas da dieta.

Este estudo acompanhou 120 mil voluntários – 62 mil deles mulheres – durante 11 anos. Neste período, 327 das mulheres desenvolveram cancro no endométrio (útero) e 300 desenvolveram cancroer no ovário. A análise dos dados sugere que as mulheres que ingeriam 40 mg de acrilamida por dia – o equivalente a meio pacote de biscoitos ou um pacote de batatas fritas – tinham duas vezes mais hipóteses de desenvolver esses tipos de cancro, em comparação com as que ingeriam menores quantidades de acrilamida. Apesar da dimensão da amostra, os pesquisadores afirmam que os resultados ainda têm de ser confirmados por outras pesquisas.

Segundo a BBC, no Reino Unido, onde a batata frita é um dos “pratos nacionais”, há cerca de 6.400 casos de cancro uterino por ano e sete mil casos de cancro do ovário. Um porta-voz da agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido recomenda às pessoas que mantenham uma dieta equilibrada, com bastante fruta e legumes. Especialistas da União Europeia aconselham ainda que não se cozinhe demasiado os alimentos ricos em carbohidratos.

Porém, a médica britânica Lesley Walker, da organização Cancer Research UK, disse que é difícil ter certeza de que os casos de cancro resultam apenas das acrilamidas e não de outros componentes pouco saudáveis da dieta. «As mulheres não devem ficar excessivamente preocupadas com a notícia», disse ao jornal Daily Telegraph. «Não é fácil separar um componente da dieta de todos os outros quando se estudam as dietas complexas de pessoas comuns». Um estudo publicado em 2005 não encontrou nenhuma evidência de que a acrilamida aumenta o risco de cancro da mama.


Artigo publicado em Sapo Saúde por SSD. Fonte: BBC

domingo, 28 de março de 2010

Kylie Minogue posa nua contra o cancro da mama


A Fashion Targets Breast Cancer já é a mais bem sucedida campanha de informação e angariação de fundos do mundo na luta contra o cancro da mama e a ela junta-se agora uma nova estrela.

A cantora Kylie Minogue - ela própria vítima da doença - dá a cara pela nova linha de roupa especialmente criada e vendida nas lojas das cadeias Topshop e Marks & Spencer e por estilistas conceituados. E a cargo da fotografia ficou nem mais nem menos que Mario Testino, o famoso fotógrafo de moda que também se alia a esta causa.

"Significa tanto fazer parte da campanha deste ano", garantiu esta semana Kylie Minogue. "Apoio com todo o meu coração os esforços para angariar fundos para o trabalho vital levado a cabo pela Breakthrough Breast Cancer."


À cantora pop australiana juntam-se ainda a actriz britânica Sienna Miller e a supermodelo Claudia Schiffer, cuja gravidez de sete meses não a impediu de posar nua pela causa.

Artigo publicado em Sapo Saúde.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pipocas evitam cancro


Comer pipocas não engorda como muitas pessoas podem pensar. As pipocas podem evitar o cancro.

As pipocas podem ajudar a evitar o cancro. Esta é a conclusão de um estudo realizado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington.

As pipocas e os cereais contém "quantidades surpreendentes" de substâncias antioxidantes conhecidas como polifenóis, que têm potencial de diminuir o risco de cancro e doenças cardíacas, normalmente encontradas em frutas e legumes. Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes e alimentos como chocolate, vinho, café e chá tornaram-se conhecidos pelo seu potencial para diminuir o risco de doenças.

"Os polifenóis emergiram como potencialmente mais importantes. Os cereais matinais, as massas, biscoitos e salgados feitos à base de grãos (como as pipocas) constituem mais de 66 por cento do consumo de grão na dieta norte-americana", revelou o químico Joe Vinson, autor do estudo, citado pelo "Globo". Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama.


Artigo publicado em TVNET em 22-08-2009.

domingo, 21 de junho de 2009

Plano anticancro

De uma forma muito simples, proteja-se do cancro à mesa.

David Servan-Schreiber, um médico e investigador que conseguiu travar com sucesso uma batalha contra o cancro, não tem dúvidas.

O nosso organismo está concebido para detectar e lutar contra o processo de desenvolvimento de tumores. O que, se calhar, não sabe é que uma boa alimentação pode ser o melhor factor de prevenção. Veja o que deve comer para se proteger da doença:

Cenouras, inhame, batata-doce, variedades de abóbora, tomate, diospiros, beterraba e todos os frutos e vegetais de cores vivas, laranja, vermelho, amarelo, verde:
  • Conselho: O tomate deve ser cozinhado para libertar licopeno (que tem a capacidade de inibir o crescimento de células de vários tipos de cancro) e o azeite melhora a sua assimilação. Pode optar por molho de tomate enlatado com azeite e sem adição de açúcar.

Chá verde:
  • Conselho: Beba seis chávenas por dia.

Açafrão-da-Índia:
  • Conselho: Misture ¼ de colher de chá de pó de açafrão-da-Ìndia com ½ colher de chá de azeite e uma pitada de pimenta preta. Adicione a vegetais, sopas e molhos para salada.

Gengibre:
  • Conselho: Beba uma infusão de gengibre ou adicione-o, ralado, enquanto cozinha, a vegetais.

Couve-de-bruxelas, couve chinesa, couve-flor, brócolos, etc...
  • Conselho: Coza-os a vapor ou salteie-os em azeite numa frigideira.

Alho, cebola, alho francês, chalota e cebolinho:
  • Conselho: Misture-os com vegetais cozidos a vapor ou salteados e temperados com açafrão-da-Índia.

Soja:
  • Conselho: Ao pequeno-almoço, substitua os lacticínios habituais por leite ou iogurtes de soja. Também pode utilizar tofu, tempeh e miso. O tofu absorve o sabor dos outros ingredientes e dos molhos. Os suplementos de isoflavonas de soja, sob a forma de comprimidos, têm sido associados a um agravamento de certos tipos de cancro da mama, o que não acontece com a soja quando consumida como alimento.

Cogumelos:
  • Conselho: Pode utilizar cogumelos shiitake, maitake, enoki, crimini, portobello, cogumelo ostra, cogumelos do cardo e trametes versicolor, em sopas, caldos de vegetais ou de galinha, grelhados no forno ou salteados com outros vegetais.

Algas:
  • Conselho: Entre as principais algas comestíveis encontramos a nori, kombu, wakame, arame e dulse. Podem ser utilizadas em sopas ou saladas ou adicionadas a leguminosas, como feijão e lentilhas.

Ervas:
  • Conselho: Prefira a salsa, o aipo, o alecrim, o tomilho, os orégãos, o manjericão e a hortelã.

Morangos, framboesas, mirtilos, amoras negras e arandos:
  • Conselho: Ao pequeno-almoço, misture frutos de baga com leite de soja e cereais variados. Pode utilizar frutos de baga congelados, visto que o processo de congelação não destrói as moléculas anticancerígenas.

Laranjas, limões e toranjas:
  • Conselho: As raspas da casca dos citrinos podem servir para aromatizar o chá ou fazer tisanas.

Sumo de romã:
  • Conselho: Beba um copo de sumo de romã, por dia, ao pequeno-almoço.

Vinho tinto:
  • Conselho: Não se recomenda que se exceda um copo de vinho tinto por dia.

Chocolate preto:
  • Conselho: Em vez de uma sobremesa, opte por quadradinhos de chocolate preto (mais de 70 por cento de cacau).

Outras opções:
  • Alimentos ricos em ómega 3, selénio e vitamina D; probióticos (iogurtes biológicos, de soja e kefir).

Artigo publicado em Sapo Mulher. Texto de Teresa d'Ornellas.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Brócolos podem combater gastrite e cancro


Estudo no Japão avaliou potencial protector do vegetal contra doenças. Prevenção também está ligada a controlo da obesidade e do tabagismo.

Os bróculos podem combater uma bactéria comum do estômago, que pode levar a gastrite e cancro gástrico. Uma pesquisa realizada no Japão e publicada na revista «Cancer Prevention Research» demonstra que a ingestão diária de brócolos melhora a gastrite.

O efeito protector dos brócolos foi inicialmente constatado em ratos de laboratório e pela primeira vez foi testado em humanos. Os brotos do vegetal verde-escuro contêm uma substância chamada sulforafano, que possui capacidade antibiótica e age sobre a bactéria que vive no estômago de quem sofre de gastrite.

A Helicobacter pylori está relacionada não só com a gastrite mas também com o cancro do estômago, cuja taxa de incidência mundial está a crescer.

Para comprovar o benefício do consumo dos brócolos os investigadores acompanharam os pacientes com testes que medem a presença da bactéria. Foram utilizados a medida da ureia na respiração e factores inflamatórios e imunológicos no sangue e nas fezes. Os pacientes receberam uma porção de cerca de 100 gramas de brotos de brócolos por dia ou a mesma quantidade de brotos de alfafa, por pelo menos oito semanas.

A diferença principal está no facto de que os brotos de alfafa não contêm sulforafano. Os participantes no grupo dos brócolos apresentaram uma redução significativa na presença de Helicobacter pylori comprovada nos testes de sangue e respiratório.

Apesar de o estudo mostrar a diminuição da infecção do estômago pela bactéria, a prevenção do cancro gástrico passa pelo controlo de outros factores de risco, entre eles o consumo de carnes defumadas em excesso, o tabagismo e a obesidade.


Publicado em Sapo Saúde em 13-04-09

quarta-feira, 4 de março de 2009

Como prevenir o temido cancro da mama


O cancro da mama é o tumor maligno mais comum entre as mulheres de todo o mundo.

Só em Portugal, são detectados anualmente cerca de 4.500 novos casos, morrendo por ano cerca de 1.500 mulheres vítimas desta doença.

Com hábitos saudáveis, pode no entanto preveni-la. Faça exercício físico regularmente. Dedique meia hora por dia a caminhar depressa, por exemplo. Por outro lado, tente seguir uma alimentação saudável, equilibrada e com poucas gorduras.

Evite os factores nocivos. De certeza que já sabe do que é que estamos a falar: do álcool e do tabaco. Também não deve tomar contraceptivos sem controlo médico.

Tente dar de mamar aos seus filhos. Se os tiver, claro. É bom para eles e para si: o aleitamento materno diminui o risco de cancro da mama. Faça regularmente o auto-exame da mama (auto-explorações). Se reparar em alguma coisa, não se assuste, mas vá ao médico.

De acordo com Gabriela Sousa, especialista em Oncologia Médica no IPO de Coimbra e membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Senologia, estes são alguns dos aspectos que deve ter em conta para preservar a saúde do seu peito:

  • Faça o auto-exame da mama mensalmente. Veja como o executar da maneira mais correcta clicando aqui;
  • Consulte o ginecologista anualmente ou de 6 em 6 meses, se ainda for menstruada. Em cada consulta, deve ser feito o exame mamário;
  • Se tiver mais de 45 anos, aderira ao Programa Nacional de Rastreio (informe-se junto do seu centro de Saúde);
  • Se tiver antecedentes familiares de cancro da mama, informe o seu médico para que este pondere a possibilidade de iniciar a realização da mamografia e/ou ecomamária mais cedo;
  • Faça exercício físico para manter a saúde dos ossos e controlar o peso;
  • Siga uma alimentação saudável, rica em vitaminas e vegetais, e sem gorduras;

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto: Madalena Alçada Baptista. Revisão científica: Dra. Gabriela Sousa (especialista em Oncologia Médica no IPO de Coimbra e membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Senologia). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As amoras também ajudam a evitar alguns tipos de doença


Existe evidência científica que demonstra que as frutas e verduras ajudam a prevenir determinados tipos de cancro.

A esta, veio juntar-se um estudo elaborado pela Universidade de Ohio (EUA), que revelou que a ingestão diária de 30 a 45 g de amoras durante seis meses reduz a presença de células tumorais no esófago.

A explicação está no facto deste fruto do bosque conter antocianidas, substâncias da família dos polifenóis, poderosos antioxidantes que reduzem a acção dos radicais livres, responsáveis por danificar as células esofágicas.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cientistas criam tomate roxo que "pode evitar o cancro"

Novo tomate desenvolvido por cientistas britânicos com genes da planta boca-de-dragão.


Uma equipa de cientistas britânicos desenvolveu um tomate roxo que, segundo defendem, poderá ajudar a prevenir o cancro, divulgou a edição on-line da BBC Brasil. A fruta é rica num pigmento antioxidante chamado antocianina - encontrado também em frutas como amoras -, conhecido por ajudar a desacelerar o crescimento de células cancerígenas.


Um equipa do John Innes Centre, em Norwich, na Inglaterra, desenvolveu os tomates roxos ao incorporar genes da planta boca-de-dragão, rica em antocianina. A antocianina foi acumulada nos tomates em níveis mais altos do que os atingidos anteriormente e deu à pele e à polpa da fruta uma cor roxa intensa. O estudo foi publicado na revista científica "Nature Biotechnology".


Os pesquisadores realizaram testes com ratos criados para serem susceptíveis ao cancro. Os animais que tiveram a sua dieta complementada com os tomates roxos viveram mais tempo do que os que comeram tomates vermelhos.


«Este é o primeiro exemplo de um organismo geneticamente modificado com um elemento que realmente oferece um benefício potencial a todos os consumidores», disse a investigadora Cathie Martin. O próximo passo será testar os tomates roxos em voluntários humanos.


E acrescenta que «a maioria das pessoas não come cinco porções de frutas e legumes por dia, mas beneficiarão mais das porções que comem se frutas e legumes puderem ser cultivados com níveis mais altos de compostos activos», disse Martin.


Lara Bennett, da organização Cancer Research UK elogiou a pesquisa, mas disse que é ainda «muito cedo para dizer se a antocianina obtida através da dieta pode realmente reduzir o risco de cancro».

Paul Kroon, do Instituto Food Research, em Norwich, disse que o estudo é «importante», mas que seria errado assumir que os resultados obtidos em ratos serão os mesmos obtidos em humanos.


Já a nutricionista Anna Denny, da British Nutrition Foundation, disse que não há uma «fórmula mágica» contra doenças do coração e cancro.


«Frutas e legumes com níveis mais altos de componentes saudáveis não devem ser vistos como um substituto para uma dieta saudável equilibrada», afirmou.


Artigo publicado em Sapo Saúde em 29-10-2008

domingo, 12 de outubro de 2008

Prevenir o cancro em 10 passos


Os especialistas mais prestigiados dos Estados Unidos analisam cerca de 7.000 estudos sobre prevenção das doenças oncológicas, e concordaram que, depois do tabagismo, a obesidade é o factor evitável mais importante. No seu relatório final incluem 10 recomendações para reduzir o risco de vir a padecer de cancro a partir de mudanças no estilo de vida:
  1. Não fume e evite ambientes frequentados por fumadores.
  2. Mantenha um peso saudável, de acordo com as medidas normais determinadas à sua idade e sexo.
  3. Faça, diariamente, entre 30 a 60 minutos de actividade física moderada, como caminhar.
  4. Evite as refeições demasiado energéticas, com muito açúcar e gorduras e que não incluam fibra vegetal.
  5. Se for mãe, amamente o seu filho durante pelo menos 6 meses; ambos sairão beneficiados.
  6. Não coma mais de meio quilo de carne vermelha por semana. Evite as processadas (fiambre, salsichas...).
  7. Limite a ingestão de álcool a um copo pequeno se for mulher e dois se for homem.
  8. Ingira cinco porções de fruta e hortaliça, bem como cereais integrais e leguminosas.
  9. Limite o consumo de sal a 6 gramas diários. Evite as refeições preparadas e as conservas, ricas em sódio.
  10. Se sobreviver a um cancro, siga as recomendações nutricionais de um especialista e faça exercício.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Melancia - Refresco saboroso

A melancia não é água mas quase: 92% da sua polpa é constituída por água, o que a torna um bom substituto do líquido natural para quem não consegue beber a dose diária indispensável. Daí que em inglês se designe por Watermelon (Melão de água).

Tal como o melão, a melancia é senhora de excelentes qualidades nutricionais, possuindo hidratos de carbono, beta-caroteno e vitaminas C e B em boas quantidades. Cálcio, fósforo e ferro são sais minerais que fornece também em abundância.

Menos conhecida era até há pouco tempo a presença dos compostos licopeno e glutatina, que protegem o organismo contra o cancro e a oxidação celular. Mas a melancia é deles uma boa fonte, o que constitui mais uma boa razão para a consumirmos.

Boas razões têm também as pessoas que sofrem de tensão alta, reumatismo ou gota. A melancia é ainda eficaz no tratamento da acidez estomacal e de problemas da boca e da garganta, provoca a eliminação de ácido úrico, limpando o estômago e o intestino.

Estes são "segredos" bem guardados por dentro das cascas grossas do melão e da melancia. Uma mão cheia de qualidades que agora certamente nos farão saborear melhor cada fatia.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial e científica da Farmácia Saúde.

domingo, 15 de junho de 2008

Futebol contra o cancro

Selecção Nacional de Futebol angaria 9300 euros

Jogadores Portugueses aceitaram desafio “Em cheio na cura para o cancro” e mostraram a sua solidariedade. Os vídeos desse desafio estarão disponíveis no site do projecto, em http://www.futebolcontraocancro.com/.

Nas vésperas do Euro 2008, os jogadores da Selecção Nacional de Futebol participaram numa actividade diferente. O objectivo não era marcar um golo, mas sim acertar na trave da baliza. Com esta actividade foi feito um donativo para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) no valor de 9 300 euros que foram angariados para investigação em oncologia. Agora, a Selecção Nacional “passa a bola” à população em geral para todos contribuam para esta causa.

“Em Cheio na Cura para o Cancro” foi a primeira iniciativa da recém apresentada Campanha “Futebol Contra o Cancro” que junta Paulo Sousa, ex-jogador e internacional português, à LPCC na sensibilização da população para esta doença. A Selecção Nacional ofereceu ainda à LPCC uma Camisola autografada por todos os jogadores que será leiloada no site http://www.futebolcontraocancro.com/.

O objectivo da campanha é sensibilizar o mundo do Futebol e a população em geral para esta doença e, ao mesmo tempo, fazer uma recolha de fundos que serão utilizados em investigação na área oncológica. Os vídeos do desempenho dos jogadores da Selecção Nacional na iniciativa “Em Cheio na Cura para o Cancro” estarão disponíveis no site www.futebolcontraocancro.com, assim como toda a informação sobre esta e outras acções do projecto.

O Futebol é um desporto de massas, que envolve e motiva as pessoas. Queremos usar esse entusiasmo e garra para sensibilizar a população portuguesa para a necessidade de enfrentarmos o cancro de uma forma positiva, e para juntos, unirmos esforços para que a cura seja possível. Acima de tudo, é preciso acreditar, diz Paulo Sousa, a cara do projecto.

A LPCC tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para tentar mudar a percepção da população portuguesa em relação ao cancro, palavra ainda conotada de forma negativa. Queremos que as pessoas saibam que têm uma palavra activa na luta contra a doença, ao adoptar estilos de vida saudáveis e evitar comportamentos de risco. Para LPCC é uma honra contar com o apoio do Paulo Sousa, um contributo precioso para a nossa causa, explica Vitor Veloso, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Mais do que em qualquer outra doença, a palavra cancro continua a ser sinónimo de receio e por isso, o primeiro contacto com a doença é sempre um choque para a pessoa com cancro, os seus familiares e amigos. Mas hoje em dia o cancro pode ter cura, principalmente quando diagnosticado de forma precoce.

Em Portugal, surgem cerca de 45 a 50 mil novos casos de cancro. Contudo, o avanço nos progressos da investigação nas terapêuticas e medicamentos, e das técnicas cada vez mais apuradas de rastreio têm contribuído para a existência de mais casos de sucesso, sendo que existem cada vez mais as pessoas que ultrapassam o cancro e retomam as suas vidas normais.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro foi fundada em 1941 que tem como objectivos divulgar informação sobre o Cancro e promover a educação para a saúde, nomeadamente quanto à sua prevenção assim como contribuir para resolver a situação dos doentes oncológicos em todas as fases da história natural da doença.


Notícia publicada no site http://saude.sapo.pt

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Combinação de alimentos - Boas Combinações - I


Todos nós estamos mais ou menos identificados com as propriedades que alguns alimentos possuem e que em muito beneficiam a nossa saúde, como atestam alguns artigos publicados neste Blog.

No entanto, o resultado da combinação de alguns alimentos, é ainda pouco conhecido. Um artigo publicado na revista Sábado, permitiu identificar algumas combinações positivas e outras negativas.


Tomate + Azeite

Já aqui vimos que o tomate é rico em propriedades antioxidantes, que protegem o organismo contra algumas doenças e ajudam a combater o envelhecimento das células (que muitas vezes conduz ao cancro). Também já vários estudos comprovaram que o consumo regular do tomate (maduro) pelos homens, faz reduzir as probabilidades de virem a desenvolver cancro da próstata.

O poder do tomate aumenta quando o mesmo é cozinhado, mas mesmo cru, o tomate é sempre benéfico. Por isso, se lhe juntarmos azeite, no seu tempero, para além de beneficiarmos também das suas propriedades, conseguimos que uma maior absorção dos carotenóides, que têm a função antioxidante.

Assim, consumir tomate é bom, consumir azeite é bom e consumir tomate temperado com azeite é muito bom, pois não só beneficiamos das propriedades de cada um, como da junção dos dois alimentos.

O caretonóide do tomate também reduz o risco cardiovascular e de cataratas.


Massa + Grão

Não é muito comum comermos massa com grão, pois são alimentos que aparentemente não combinam, até pelos pratos a que estão associados: a massa à carne e o grão ao bacalhau, por exemplo. No entanto, a combinação, apesar de estranha, é de facto muito benéfica.

O grão ( e também o feijão) completam a proteína da massa, com um componente, a litina, que esta não possui e que é um importante aminoácido que precisamos para fazer crescer e regenerar os nossos tecidos. Este aminoácido não é produzido pelo nosso corpo e é também essencial aos ossos e cartilagens e ajuda a produzir enzimas, hormonas e anticorpos.


Pêra + Cogumelos

Os cogumelos são um dos alimentos importantes na nossa alimentação, pois são ricos em potássio, que contraria o efeito nocivo do sódio ou do cloreto de sódio (sal de cozinha), reduzindo por isso a tensão arterial. O facto de terem poucas calorias é também uma vantagem, visto que o seu consumo poderá ser feito sem grandes preocupações, até porque são ricos em vitaminas, proteínas, água e sais minerais.

Após uma refeição com cogumelos, se comermos uma pêra (rica em potássio, tal como a banana mas esta mais calórica), estaremos a controlar com maior eficácia os níveis da tensão arterial.


Resumo de artigo publicado no número 213 da revista Sábado de 29 de Maio de 2008, da autoria de Isabel Lacerda e com intervenções de Pedro Moreira, vice-presidente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e de Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Carne vermelha aumenta risco de cancro

Um estudo norte-americano afirma que o consumo de grandes quantidades de carne vermelha ou carne processada pode aumentar o risco de contrair cancro. Segundo os cientistas do Instituto Nacional do Cancro norte-americano, um em cada dez casos de cancro do pulmão e intestino poderia ter sido evitado caso as pessoas tivessem diminuído o consumo de carnes, presunto, salsichas e bacon.

Os investigadores analisaram a dieta e o historial de 494 mil pessoas com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos. Aqueles que consumiam maiores quantidades de carne tiveram, ao longo de um período de 8 anos, uma probabilidade superior (25%) de serem diagnosticados com cancro do intestino, e 20% mais relativamente ao cancro do pulmão.

Os cientistas estabeleceram ainda uma ligação entre o consumo de carne vermelha e outras formas de cancro, nomeadamente o cancro do fígado e do esófago.O Fundo Mundial para Pesquisa do Cancro já havia alertado no passado mês de Outubro para o facto da carne vermelha ser um dos principais factores que contribui para o aparecimento da doença, aconselhando as pessoas a limitar a ingestão de carne processada para o máximo de três bifes de 170 gramas por semana.

A carne vermelha possui substâncias que podem danificar o ADN, contribuindo assim para o início do processo cancerígeno. Este tipo de alimento é ainda rico em gordura saturada, igualmente relacionada com o cancro.

Outro estudo curisoso indica que os países com maior índice de cancro, Inglaterra, Escócia e Áustria, são também os que maior consumo de carnes vermelhas possuem. Segundo Humberto Barbosa, nutricionista, "A carne entra em putrefacção num intestino que só funcione de 2 em 2 dias. Entretanto as toxinas libertam-se, entram na corrente sanguínea e vão alojar-se nos diferentes órgãos do nosso corpo."


Adpatação de artigo publicado por Pedro Santos no site Farmácia.com.pt e da entrevista a Humberto Barbosa publicada na revista Visão n.º 794 de 22-05-2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sexo é Saúde

O sexo faz bem à saúde, tanto física como mental. São tantos os benefícios que, além dos psicólogos, os médicos também passaram a recomendá-lo. O sexo queima calorias, melhora a circulação, alivia a dor, tonifica os músculos, atenua a depressão e rejuvenesce.

Assim como a alimentação saudável e os exercícios regulares, a actividade sexual regular alivia o stress, ajuda no combate à depressão, revitaliza o corpo, estimula a mente e ainda é um excelente exercício aeróbico e anaeróbico.

Uma actividade sexual satisfatória torna o ser humano mais feliz, em harmonia com o seu corpo e com uma mente menos ansiosa e irritadiça. Os órgãos sexuais sofrem alterações profundas, na forma e na função, e a excitação provoca reacções vasculares, neurológicas, musculares e hormonais.

O prazer é apenas uma amostra dos benefícios do sexo. Além de retardar os efeitos de envelhecimento, a satisfação sexual ajuda na prevenção de algumas doenças. Um estudo de 2003 da Universidade de Calgary descobriu que a actividade sexual desencadeia o crescimento de novos neurónios no cérebro.


O Sexo como medicina preventiva

Previne a osteoporose - Fazer sexo fortalece os ossos devido ao aumento do nível de estrogénios no organismo da mulher e de testosterona, no caso do homem. A testosterona é também responsável pela força dos músculos.

Alivia as dores - Dores de cabeça, reumáticas, menstruais... As enxaquecas são caracterizadas pela vasodilatação, uma vez que os vasos sanguíneos da cabeça dilatam e ficam muito doridos. Durante a excitação e o orgasmo, o cérebro é inundado pela endorfina cujo efeito analgésico e tranquilizante pode fazer a dor desaparecer repentinamente.

Actividade renal - Com o aumento da circulação sanguínea os rins trabalham mais, eliminam melhor os depósitos de toxinas. Beber bastante água depois de fazer sexo complementa o trabalho de purificação dos rins.

Evita problemas de próstata - Os homens que têm relações sexuais, pelo menos três vezes por semana, têm menos probabilidades de desenvolver problemas de próstata, dado que as ejaculações frequentes ajudam a manter esta glândula em forma.

Previne as constipações - As constipações caracterizam-se pelo esgotamento e a debilidade, provocados por uma alteração no equilíbrio hormonal. Uma vida sexual activa e satisfatória contribui para manter um nível adequado de estrogénios e de testosterona.

Fortalece os músculos da zona pélvica - Esta é uma área que precisa de exercício, uma vez que o seu enfraquecimento aumenta o processo de queda da bexiga (prolapso). O orgasmo provoca entre cinco a doze contracções da musculatura que envolve o órgão sexual.

Reforça o sistema imunitário - Segundo estudos científicos, existe uma relação entre o estado de humor e a imunidade, ou seja, as pessoas mal-humoradas e que sofrem de depressão reflectem os seus sentimentos no sistema imunológico. Assim se as experiências sexuais agradáveis ajudam a melhorar o humor, também têm reflexos positivos no sistema de defesa do organismo.

Fortalece a actividade cardíaca - Durante a relação sexual dá-se uma descarga de adrenalina que aumenta a frequência cardíaca. O sangue circula por todo o lado, estimulando a irrigação. A libertação de endorfina relaxa as paredes dos vasos, o que facilita a fluidez do sangue e diminui o risco de enfartes e derrames provocados pelo entupimento das veias. Nesta fase, as artérias dilatam-se absorvendo maior quantidade de oxigénio enquanto a frequência cardíaca chega às 120 pulsações por minuto.

Ajuda a dormir - O orgasmo permite um estado relaxante a nível psicofísico. Na fase orgástica extingue-se a tensão e a ansiedade, responsáveis pelo endurecimento da musculatura do corpo e pela insónia, o que faz com que o sono chegue mais depressa.


Num corpo são, uma mente sã

As hormonas trabalham melhor - As mulheres com uma vida sexual activa produzem mais estrogénio, uma hormona decisiva para a saúde do coração, dos ossos e até para a manutenção do bom humor e bem-estar.

Liberta tensão - As endorfinas aumentam a sensação de prazer durante e depois do sexo e proporcionam um relaxamento que se estende por todo o corpo eliminando também o stress.

Aumenta as capacidades mentais - Libertação de DHEA, produzida pela excitação sexual, ajuda-nos a ter uma maior capacidade cognitiva e de percepção. Sentirmo-nos bem e felizes, torna-nos mais despertos para a realidade e perspicazes na hora de tomar decisões.

Activa a circulação sanguínea - A excitação provoca, por sua vez, um maior afluxo de sangue aos genitais, ao cérebro e às zonas periféricas. Ao circular mais rapidamente, este sangue limpo leva oxigénio fresco às células, órgãos e músculos, permitindo, desta forma, eliminar toxinas.

A pele fica mais bonita - O sexo, como qualquer exercício, faz o corpo gerar calor, causando uma intensa vasodilatação da epiderme: as veias aumentam, recebem mais sangue e as células da pele são renovadas com mais oxigénio e nutrientes. O resultado é uma pele jovem e tonificada. O sexo pode fazer milagres neste campo.

Tonifica os músculos - A ginástica que se faz ajuda a fortalecer os glúteos, as pernas e o abdómem. A irrigação sanguínea ajuda, também, a combater a má circulação e a celulite. Durante um acto sexual intenso, com uma duração de 20 minutos, podem ser queimadas até 300 calorias.

Excerto de artigos publicados nas revistas Quo e Selecções do Reader’s Digest


sábado, 22 de março de 2008

Como evitar a formação de células cancerígenas


No que ao cancro diz respeito, a prevenção é o melhor remédio e as recomendações são muito simples e fáceis de seguir:



  1. Todas as pessoas têm células cancerígenas no corpo. Estas células não aparecem nos testes padrões e só são identificadas quando se multiplicam em larga escala (biliões e biliões de células).

  2. Quando os médicos dizem aos doentes de cancro que estes não têm células malignas nos seus corpos, após o tratamento, quer dizer que os testes não conseguem identificar as células cancerígenas, porque elas não atingiram o número considerável que permita serem detectáveis.

  3. Quando o sistema imunológico da pessoa é vigoroso, as células cancerosas são destruídas e impedidas de se multiplicar e de formar tumores.

  4. Quando uma pessoa tem cancro, isto significa que ela tem múltiplas deficiências nutricionais. Estas deficiências são devidas ao factor genético, ambiental, da alimentação e do estilo de vida.

  5. A quimioterapia impede o crescimento acelerado das células cancerígenas mas também destrói as células saudáveis na medula óssea, na área gastro-intestinal etc., e pode causar danos em órgãos, como o fígado, os rins, o coração ou os pulmões.

  6. O tratamento inicial com quimioterapia e radiação poderá frequentemente reduzir o tamanho do tumor. No entanto, o uso prolongado da quimioterapia e da radiação não resulta em mais destruição do tumor.

  7. Quando o corpo está muito sobrecarregado com o efeito da quimioterapia e da radiação, o sistema imunológico ou está comprometido ou destruído; por conseguinte a pessoa pode sucumbir a vários tipos de infecções e complicações.

  8. Um modo efectivo para combater o cancro é fazer as células cancerígenas passarem fome, não as alimentando, pois elas necessitam de alimento para se multiplicarem. Estas alimentam-se principalmente de:
    - Açúcar, que é um alimentador importante do cancro.
    - O sal de mesa, que contém uma substância química para torna-lo branco. Esta substância ingerida em excesso causa graves danos ao sistema gastro-intestinal.
    - O leite que faz o corpo produzir muco, especialmente na área gastro-intestinal, que alimenta o cancro. Eliminando o leite e substituindo-o por leite de soja não adoçado, as células cancerígenas morrerão à fome. Se pensa que o leite é importante por causa do cálcio, saiba que há alimentos, como as verduras (brócolos, couves e outros) que fornecem mais cálcio do que propriamente o leite.

  9. As células cancerígenas prosperam em ambientes ácidos, que se estabelecem com dietas baseadas em carne. Assim é preferível comer peixe e uma pequena quantidade de frango, do que ingerir carne de vaca ou de porco. As carnes podem conter antibióticos, hormonas de crescimento e parasitas, que são prejudiciais, principalmente às pessoas com cancro.

  10. A proteína de carne (nomeadamente das carnes vermelhas) é difícil de digerir e requer muitas enzimas digestivas. A carne não digerida, permanece nos intestinos, apodrece e causa a formação de mais tóxicos.

  11. Uma dieta feita com 80% de legumes frescos, grãos inteiros, sementes, nozes e um pouco de frutas, ajuda bastante na luta contra o cancro:
    -Os vegetais frescos contêm enzimas que são facilmente absorvidas e alcançam o nível celular em apenas 15 minutos, para nutrir e aumentar o crescimento das células saudáveis. Procure comer alguns legumes crus, duas ou três vezes por dia pois as enzimas são destruídas a temperaturas de 40 graus.
    -Evite café, chá e chocolate, que contenham alto nível de cafeína. O chá verde é no entanto uma boa alternativa.
    -É melhor beber água limpa e natural, filtrada, para evitar as toxinas conhecidas e metais pesados da água de torneira.
    -Alguns suplementos como a flor de essência (uma mistura de ervas para fazer chá, que se acredita, ter propriedades para curar o cancro), os antioxidantes, as vitaminas ou os minerais constroem o sistema imunológico, permitindo que as células protectoras do corpo destruam as células malignas.
    -Outros suplementos, como vitamina E, são conhecidos por causar a autodestruição das células (uma espécie de sistema programado para as matar - o método normal do corpo para se livrar das células estragadas, indesejáveis ou desnecessárias).

  12. O cancro é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito pró-activo e positivo ajudará a evitar ou ultrapassar o cancro. A raiva, a inclemência e amargura colocam o corpo em stress, num ambiente acetoso. Aprenda a ter um espírito clemente e amoroso, a relaxar e a desfrutar vida.

  13. As células cancerígenas não se multiplicam em ambientes oxigenados. Se nos exercitarmos diariamente e por inerência houver uma maior respiração, é canalizado mais oxigénio para as células. A terapia de oxigénio é outra maneira usada para destruir as células cancerosas.

Outros conselhos úteis:



  • Não aqueça comida no microondas com recipientes de plástico, especialmente se forem alimentos gordurosos, pois a combinação destes com altas temperaturas, libertam dioxinas na comida, que causam cancro, em especial cancro da mama. As dioxinas são altamente venenosas às células do nosso corpo.Devem então utilizar-se recipientes de vidro, como o Pirex ou cerâmicos para aquecer os alimentos.

  • Não coloque as garrafas de plástico, com água, no congelador.

  • Os alimentos congelados (previamente cozinhados), devem ser retirados dos seus recipientes e aquecidos noutros recipientes, como o vidro temperado.

  • Não cobrir os alimentos com película de plástico, para serem cozidos no forno ou no microondas.


    Síntese de pesquisas recentes do Hospital John Hopkins de Nova York, o centro mais avançado de pesquisa sobre cancro.

domingo, 16 de março de 2008

Comer contra o Cancro

Há alimentos que protegem das neoplasias.

Ingerir fibras, como as que encontramos nos cereais, previne o cancro do cólon. O leite e o queijo parecem igualmente trazer benefícios. A cebola e o alho ajudam a evitar alguns tumores do estômago e do esófago. De uma maneira geral, é aconselhada a ingestão de frutas e vegetais, mas, por exemplo, estes alimentos não parecem estar relacionados com uma diminuição de risco do cancro da mama ou da próstata. A alimentação é cada vez mais chamada a explicar casos de cancro e, crescentemente, a investigação científica tem vindo a debruçar-se sobre a relação entre a dieta e a saúde.

Contudo, a tarefa dos investigadores não tem sido fácil e a relação com os alimentos também não, porque é uma associação nem sempre simples de medir e seguir, não surgindo de forma evidente. Um dos estudos mais importantes neste campo tem sido o EPIC, um projecto internacional que tem trazido grandes contributos para a conhecimento do cancro através da participação de mais de meio milhão de europeus. Fátima Carneiro, investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), que está envolvida no projecto na parte do controlo dos diagnósticos, explica que esta base de estudo "tem um valor inestimável".

O desenho de coorte - que está na base do EPIC - tem um importância capital na ciência: a ideia é seguir um conjunto populacional ao longo de vários anos, às vezes décadas, avaliando inúmeros factores, como é o caso da dieta alimentar. Ou seja, os cientistas acompanham uma população real no seu dia-a-dia. A "importância capital" do EPIC, explica a ainda a patologista do Porto, reside no facto de ter conseguido agregar mais de 500 mil pessoas - recrutadas entre 1992 e 1998 - vindas de dez países como a Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido. Portugal não tem participantes nacionais envolvidos neste projecto, que tem vindo a armazenar as amostras biológicas em Lyon (França).

Um dos estudos recentes "saídos" do projecto EPIC, financiado por uma série de instituições
europeias, é o trabalho que relaciona a ingestão de carne vermelha com o cancro de estômago e
do esófago. É já um dos artigos, publicado no International Journal of Cancer, mais citados em
todo o mundo. Muitos estudos têm falhado em encontrar ligação entre a dieta alimentar e o cancro (com sucessivos resultados e descobertas contraditórias a serem recorrentemente publicadas) porque existem diferentes tipos de neoplasias, mesmo dentro da cada órgão, e os factores de risco variam.

Por isso, uma das componentes que contribuem para a solidez do EPIC diz respeito à confirmação dos diagnósticos de cancro por análise patológica, em que Fátima Carneiro tem estado envolvida.

No que diz respeito ao cancro do estômago, os investigadores distinguiram dois tipos diferentes, consoante a sua localização: os de tipo cárdia (na zona de transição entre o estômago e o esófago) e os não-cárdia, relativos a outras zonas deste órgão digestivo. Assim, o consumo de qualquer tipo de carne, de carne vermelha e cozinhada, está significativamente associada ao cancro do estômago não-cárdia, risco significativamente agravado quando há infecção pela Helicobacter pylori (bactéria responsável pelas gastrites). Os investigadores não encontraram relação entre o tipo de cancro do estômago de tipo cárdia e uma associação positiva, mas não significativa, entre o consumo de carne e a neoplasia do esófago.
.
Publicado por Elsa Costa e Silva no Diário de Notícias em 02-08-2007