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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Suar muito faz perder peso. Facto ou Mito?


MITO!

Apesar da transpiração e respiração originarem uma perda de água do nosso organismo, verifica-se a sua reposição assim que forem ingeridos os indispensáveis líquidos após o esforço.

Desta forma, a utilização de roupa impermeável ou térmica para provocar mais transpiração no decorrer do exercício é um procedimento não favorável à nossa saúde, para além de não produzir nenhum efeito na mobilização de gordura corporal.


Artigo publicado no site Rituais de Vida Saudável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Não jantar ajuda a emagrecer?

Se prescindir de uma refeição, para além de comprometer a ingestão diária adequada de nutrientes, essencial para o equilíbrio do organismo, a única coisa que consegue é comer mais na refeição seguinte (tratando-se do jantar, talvez não aguente até ao pequeno-almoço e se veja obrigado a atacar o frigorífico durante a noite).

Armazenar, sob a forma de gordura, tudo o que ingerir a seguir e abrandar o seu metabolismo, que, face à ausência de nutrientes para transformar em energia, se habitua a gastar menos combustível, diminuindo, assim, o consumo de calorias em repouso.

Por outro lado, julga-se que ao comer unicamente fruta ao jantar se está a tomar uma opção saudável. Um engano, uma vez mais. Um jantar só de fruta é uma refeição desequilibrada, que carece de proteínas, cálcio e ferro.

Para além disso, num cálculo aproximado, quatro peças de fruta representam nove a 10 colheres de sopa de açúcar, cerca de 800 calorias. Estamos a falar de cerca de metade das calorias que uma mulher de 60/65 kg deve ingerir diariamente para perder peso (1600 a 1800 kcal).

Ora, se lhes juntar as calorias das restantes refeições, o caminho mais provável será o aumento de peso em vez do seu decréscimo. Para um jantar equilibrado e dietético, deve optar por uma refeição completa e moderada em quantidade.

A nutricionista Magda Roma recomenda uma peça de fruta antes de jantar e peixe grelhado ou cozido com verduras, por exemplo. Porquê a fruta antes da refeição? «Os seus micronutrientes (vitaminas e minerais) são absorvidos em maior concentração, e a fibra que nos fornece contribui para saciar a fome, ajudando a moderar as quantidades ingeridas durante a refeição principal», explica.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Beber água às refeições engorda?


A água não engorda porque não contém quaisquer calorias (falamos de água lisa, claro, pois existem águas com sabores que têm calorias). Contudo, embora não engorde, não é aconselhável beber muita água durante as refeições.

De acordo com a nutricionista Magda Roma, «a água dilui os sucos gástricos, o que pode gerar melhores digestões, mas,por vezes, obriga o estômago e o fígado a produzir maior quantidade de ácidos de modo a conseguirem degradar todos os alimentos, podendo provocar uma maior acidificação do meio e, por conseguinte, provocar grandes descargas de ácidos nas refeições seguintes, podendo originar sintomas como azia até patologias como úlceras».

Em contrapartida, se beber água antes das refeições, sacia a fome e evita devorar outros alimentos calóricos. Isso não significa, porém, que deva beber litros de água antes de comer, porque «quando bebemos uma grande quantidade de água, dá-se o alargamento do estômago, que envia uma mensagem ao cérebro alertando que o estômago ainda não está preenchido convenientemente, aumentando a necessidade de ingestão de maiores quantidades de alimento», explica Magda Roma.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 19 de outubro de 2008

Mitos Falsos: A carne de porco é mais gorda do que as outras?

A carne de porco não é forçosamente mais gorda do que as outras carnes. Depende da parte ou peça de que se trate.

Um estudo recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revela que, devido à evolução genética e das técnicas de criação, actualmente, alguns cortes de carne de porco têm níveis de gordura semelhantes aos de algumas carnes a que, habitualmente, chamamos magras, como o frango, o que não acontecia há 15 anos atrás.

De acordo com Tabela da Composição de Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, os cortes de porco mais magros são o lombo (4,7 g de gordura por 100 g), que ganha ao lombo de vitela (7,6 g de gordura por 100 g); e a perna magra (7,5 g de gordura por 100 g), que fica à frente da perna de frango, se nos esquecermos de lhe tirar a pele (13 g de gordura por 100 g).

Por outro lado, se avaliarmos a carne suína do ponto de vista do colesterol, verificamos que o lombo de porco é mais saudável do que o seu congénere de vaca e vitela e, até, do que o frango sem pele (58 g de colesterol por 100 g, face aos 61 g de colesterol do lombo de vaca, os 91 g do lombo de vitela, os 70 g do peito de frango e os 100 g da perna de frango).

Em termos calóricos, o lombo de porco fornece 131 kcal por cada 100 g, o que não o envergonha frente às 114 kcal do lombo de vaca, às 124 kcal da perna de borrego e às 111 kcal da perna de frango sem pele, levando vantagem até em relação às 148 kcal do lombo de vitela.

Para além disso, o porco tem proteínas, vitaminas do grupo B, fósforo e zinco, nutrientes que não podemos dispensar, e contém menos menos sódio do que a carne de vaca, sendo um bom aliado para quem sofre de hipertensão.

Para os seguidores do porco, outra boa notícia: a gordura do porco fica concentrada na superfície da pele, sendo fácil de isolar. No caso da vaca, ela está mais entremeada nas fibras da carne. A nutricionista Magda Roma alerta, contudo, que a carne mais gorda de todas é de origem suína: o leitão.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Os alimentos integrais emagrecem?


Os produtos integrais utilizam farinhas refinadas ricas em fibra na sua produção, enquanto os brancos usam farinhas refinadas com escasso conteúdo em fibra.

Tendo em conta que a fibra não fornece energia, os alimentos integrais fornecem menos calorias que os tradicionais em igualdade de peso, pelo que podem engordar menos.

No entanto, não é verdade que não fornecem calorias ou que emagreçam. A recomendação do seu consumo tem, antes, a ver com o facto de a fibra cumprir uma função reguladora:

  • Fornece volume e não energia, pelo que sacia.
  • Regula o trânsito intestinal, aumentando o volume fecal.
  • Estimula o processo que mobiliza os alimentos através do aparelho digestivo.
  • Retém os ácidos biliares, precursores do colesterol.
  • Atrasa a absorção da glicose.
  • Impede a pressão das fezes na parte final do tubo digestivo.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Não comer gorduras emagrece?

Não deve eliminar nenhum alimento da sua dieta. O corpo necessita de uma porção diária de gorduras (cerca de 25-30% do valor calórico total diário), indispensável para assimilar as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Para além disso, quando as gorduras são insuficientes, o cérebro segrega uma hormona (galanina) que aumenta a vontade de comer. Motivos mais do que suficientes para não se concentrar naquilo que come, mas sim na quantidade que come. Ou seja, pode e deve comer gordura, mas sem excessos (não se esqueça que 1 g de gordura tem cerca de 9 kcal).

Por outro lado, está demonstrado que a dieta mediterrânica, que inclui azeite e ácidos gordos ómega-3 e 6, está associada a um menor risco de obesidade. Mais uma prova de que se pode comer (determinadas) gorduras, desde que o faça com moderação.

A nutricionista Magda Roma sublinha a este propósito que «os 50g/ml de azeite (quantidade equivalente a um café curto), que pode colocar numa salada, no peixe ou legumes cozidos, têm 450 kcal, o que equivale a 1/3 das suas necessidades calóricas diárias».

É importante, contudo, ressalvar que há gorduras que não são bem-vindas à nossa mesa: os médicos recomendam reduzir ao máximo de uma dieta adelgaçante (e de qualquer regime alimentar, por motivos de saúde) as gorduras animais (saturadas), pois fazem subir o colesterol mau e, por conseguinte, o risco de padecer de doença cardiovascular.

Falamos, por exemplo, de toucinho, manteiga... enfim, basicamente todas as gorduras de origem animal, salvo os ómega-3 e 6 dos peixes gordos, que deve ingerir uma a duas vezes por semana.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 5 de outubro de 2008

Mitos Falsos: Beber batidos e sumos de fruta emagrece?

Os sumos de fruta e batidos são, muitas vezes, apenas água e o açúcar da fruta, desperdiçando a maior parte do que realmente nos faz falta: fibra, vitaminas e minerais.

Já para não falar do facto de o açúcar da fruta (frutose) ser de absorção rápida, o que sacia a fome apenas durante um curto espaço de tempo, levando à necessidade de voltar a comer passado pouco tempo.

«Prefira alimentos que apresentem algum volume», recomenda Magda Roma. «O volume vai levar, não só, ao preenchimento gástrico, como, muitas vezes, estes alimentos têm uma digestão mais lenta, promovendo também a saciedade metabólica», explica a nutricionista. Falamos, por exemplo de alimentos ricos em fibra, como os legumes e os frutos.


Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mitos Falsos: O vinho tinto é melhor que o branco?

Bebidos com moderação (um copo ao almoço e outro ao jantar) são igualmente benéficos e ambos reduzem o risco cardiovascular. Segundo um estudo da Universidade de Barcelona realizado em 2007, aumentam o colesterol bom e reduzem o risco de ataque cardíaco.

Por outro lado, existem estudo científicos que evidenciam que tanto o tinto como o branco são bebidas alcoólicas que, ingeridas de forma controlada, não influenciam o ganho de peso.

É o caso de uma investigação da Universidade de Colorado (Estados Unidos), de acordo com a qual reduzir o consumo de álcool para não engordar não tem fundamento científico.

O responsável pelo estudo explicou que «está assumido que o consumo de álcool aumenta o risco de ganhar peso, pois tem uma densidade energética alta, semelhante à das gorduras. Mas, segundo o nosso estudo e outro similares, bebido com moderação, não implica um aumento de peso corporal».

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

domingo, 28 de setembro de 2008

Mitos Falsos: A banana não engorda imenso?


É uma fruta proibida em muitas dietas por se considerar pesada, devido à sua grande quantidade de hidratos de carbono (aproximadamente 23 g). Mas não tem por que engordar, se a ingerir em quantidades adequadas.

Na realidade, de acordo com a Tabela da Composição de Alimentos do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, a banana é rica em potássio e fornece muita água (72 g), pelo que ajuda a eliminar líquidos, e só tem 95 calorias por 100 g (o peso aproximado de 1 banana média).

Para além disso, tem um elevado poder saciante, proporcionado pela fibra (3 g). Aproveite-a para saciar a fome ao lanche ou a meio da manhã. Deverá, contudo, evitar a sua ingestão depois de uma refeição rica em gorduras. Nesse caso, o seu organismo acumulá-las-ias rapidamente.

Porquê? «A banana é rica em hidratos de carbono, os macro-nutrientes que são metabolizados mais rapidamente pelo organismo, para lhe fornecer energia. Os restantes macronutrientes ingeridos em simultâneo, como as gorduras, são armazenados sob a forma de gordura corporal», explica a nutricionista Magda Roma.

É o que acontece, por exemplo, num prato de massa à carbonara: «a massa é metabolizada para fornecer energia caso o nosso corpo necessite e o molho e respectivo bacon são metabolizados para serem armazenados sob forma de gordura corporal».

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mitos Falsos: O exercício físico não ajuda a perder peso?

,Ainda há quem acredite que o exercício apenas ajuda a melhorar a silhueta, mas não emagrece.

Na verdade, a prática de exercício produz um gasto energético que leva à perda de gordura e volume de forma total ou localizada, de acordo com o exercício que se fizer. Para obter bons resultados, é aconselhável combinar exercícios aeróbios, para diminuir a gordura acumulada, com outros específicos para tonificar os músculos.

Por exemplo, se quer perder barriga e se limitar a fazer exercícios abdominais, terá estes músculos fortes e duros, mas permanecerão escondidos debaixo do tecido adiposo (gordura). Para diminuir a gordura localizada nessa zona, deve realizar exercícios aeróbios, que, estes sim, ajudam a emagrecer.

O exercício cardiovascular aeróbio é muito eficaz porque eleva as batidas do coração e faz com quem o seu corpo use a gordura armazenada para produzir energia, o que ajuda a emagrecer. Ou seja, é possível queimar mais gordura com os exercícios de longa duração e pouca intensidade, como andar de bicicleta, correr, nadar ou dançar.

Quatro sessões de 45 minutos de actividade aeróbia por semana são suficientes. Um truque para ser constante: escolha um exercício de que goste, para não se deixar vencer pela falta de motivação.

Artigo publicado em Sapo Saúde. Texto de Fernanda Soares, revisão científica da Dra. Magda Roma (nutricionista). Responsabilidade editorial e científica da revista Prevenir.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Verdadeiro ou falso? Os mitos da alimentação


As crenças em torno das propriedades dos alimentos são várias. Mas muitas são fantasia. Descubra quais:

O vinho branco não é tão saudável como o tinto: Falso!

Um estudo da Universidade de Barcelona demonstrou que ambos reduzem o risco cardiovascular e aumentam de igual forma o colesterol bom (HDL).

O sumo de laranja evita as constipações: Falso!

Não as evita, mas aumenta as defesas por causa do poder anti-infeccioso da vitamina C. O mais importante é bebê-lo acabado de espremer, para não perder as suas propriedades.

As bolachas de água e sal têm menos calorias que o pão branco: Falso!

Estas bolachas, que parecem inofensivas, têm tanta ou mais gordura que o pão, razão pela qual o seu valor calórico pode, até, ser maior.


Os fritos e o chocolate provocam acne: Falso!

Está demonstrado que não têm relação directa, mas como são fontes ricas em gorduras, se abusar delas, é provável que a pele seja prejudicada.


É bom ingerir iogurtes quando se tomam antibióticos: Verdadeiro!

Estes medicamentos podem destruir a flora intestinal e os lactobacilos do iogurte restabelecem-na, assim como os leites fermentados.

O stress engorda: Verdadeiro!

Investigadores da Universidade da Califórnia descobriram um bloqueador biológico que faz com que o organismo acumule mais gorduras quando está sob stress.


As bananas engordam: Falso!

Uma banana média contém apenas 80 calorias, as mesmas de um ovo cozido. Para além disso, é uma fonte rica em potássio, ácido fólico e vitaminas A e C, que combatem o envelhecimento.

Os produtos light não engordam: Falso!

Ser light significa que retiraram 30% de um ingrediente ao produto (gordura, açúcar ou sal), o que não quer dizer que não engordam. Podem é engordar menos que as suas versões não light (desde que consumidos na mesma quantidade).


Artigo publicado em Sapo Saúde. Responsabilidade editorial da revista Prevenir.